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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

'POETAS...'


(Andorinha do mar)

Uma única andorinha traçando no céu azul
o seu plano de vôo é um acaso da estação.
Feliz do meu inverno que do outono acolhe
rosas raras de verão tiradas da primavera.

E esse vôo de águias é o parto da espera
e o lodo sob as águas dos lírios do charco.
Nos limites do atleta de tudo sou o pouco,
rescaldo de festa, o que me resta é louco.

Digam que meu cantar remoto é um porto
na sombra da mortalha desse antigo cais.
E que o maior poeta é algum poeta morto
que vira só uma andorinha... E nada mais.

Afonso Estebanez
(Dedicado ao meu sereno e gentil amigo
Luiz Fernando Ribeiro)
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

'POETAS...'


(Andorinha do mar)

Uma única andorinha traçando no céu azul
o seu plano de vôo é um acaso da estação.
Feliz do meu inverno que do outono acolhe
rosas raras de verão tiradas da primavera.

E esse vôo de águias é o parto da espera
e o lodo sob as águas dos lírios do charco.
Nos limites do atleta de tudo sou o pouco,
rescaldo de festa, o que me resta é louco.

Digam que meu cantar remoto é um porto
na sombra da mortalha desse antigo cais.
E que o maior poeta é algum poeta morto
que vira só uma andorinha... E nada mais.

Afonso Estebanez
(Dedicado ao meu sereno e gentil amigo
Luiz Fernando Ribeiro)
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