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domingo, 25 de janeiro de 2009

DEPOIS DO AMOR



Gosto de te ver assim dolente
Largada, lânguida, luxuriosa
Espirais do cigarro se evolando
E esse olhar perdido
Depois do amor.

Gosto de te ver assim, um lago calmo,
Brisa suave de uma tarde sonolenta
Tepidez, tibieza,
A carne mole após o esgar abrupto
De depois do amor.

Olhos semicerrados, lentos
Vontade diluída no azul
Satisfeita, preguiçosa, lassa,
Entorpecida, enternecida
Gosto de te ver depois do amor.

José Magno

domingo, 4 de janeiro de 2009

'CONFISSÃO'



Minha vida não comporta tua ausência
Em descompasso, trôpego, caminho
Como um doido a blasfemar com eloqüência
Descontrolado, bêbado, sozinho.

Minhas mãos, que não suportam o vazio
Nem a leveza, límpida, do vento,
Sem as tuas entre as minhas é baldio
Qualquer esforço, máximo, que tento.

Meu coração não pulsa sem teu sangue
E meus olhos se apagam com freqüência
E me dissolvo, mínimo, exangue.
Minha vida não comporta tua ausência.

José Magno

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

'DOIS PONTOS'


(René Magritte)

Dois pontos,
Um sobre o outro,
Lá vem palavra:

-Eu te amo
-Eu te odeio

Não importa.
O que anseio
É... palavra.

José Magno
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domingo, 25 de janeiro de 2009

DEPOIS DO AMOR



Gosto de te ver assim dolente
Largada, lânguida, luxuriosa
Espirais do cigarro se evolando
E esse olhar perdido
Depois do amor.

Gosto de te ver assim, um lago calmo,
Brisa suave de uma tarde sonolenta
Tepidez, tibieza,
A carne mole após o esgar abrupto
De depois do amor.

Olhos semicerrados, lentos
Vontade diluída no azul
Satisfeita, preguiçosa, lassa,
Entorpecida, enternecida
Gosto de te ver depois do amor.

José Magno

domingo, 4 de janeiro de 2009

'CONFISSÃO'



Minha vida não comporta tua ausência
Em descompasso, trôpego, caminho
Como um doido a blasfemar com eloqüência
Descontrolado, bêbado, sozinho.

Minhas mãos, que não suportam o vazio
Nem a leveza, límpida, do vento,
Sem as tuas entre as minhas é baldio
Qualquer esforço, máximo, que tento.

Meu coração não pulsa sem teu sangue
E meus olhos se apagam com freqüência
E me dissolvo, mínimo, exangue.
Minha vida não comporta tua ausência.

José Magno

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

'DOIS PONTOS'


(René Magritte)

Dois pontos,
Um sobre o outro,
Lá vem palavra:

-Eu te amo
-Eu te odeio

Não importa.
O que anseio
É... palavra.

José Magno