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domingo, 26 de julho de 2009

SAUDADE



Um dia,
matarei essa saudade danada,
agarrada ao meu coração.

Um dia,
decretarei o seu despejo
e pintarei de branco
as paredes desse avesso.

Abrirei portas e janelas,
voltarei a fazer versos,
porei flor nos cabelos,
e batom nos lábios,
para atrair a musa
dessa saudade.


(Genaura Tormin)

domingo, 19 de julho de 2009

ARQUITETA DE MIM



Vou reinventar a vida!
Fazer consertos,
aplicar remendos.

Prenhe estou de disfarces
e esgueira-me pelo corpo
a plangência do tempo,
restos de batalhas
que se reiniciam sempre.

A incoerência dos retalhos
fragmentam-se pelos dias.
Recolho os estilhaços.
Sou enigma no existir!
Fabrico fantasias e metáforas.

(Genaura Tormin)

quinta-feira, 30 de abril de 2009


MADALENA, QUERIDA!
(Genaura Tormin)

O céu se enternece,
Na brisa que atiça o mar,
Feito anjo em oração
Somente pra lhe saudar.

Você é muito querida,
Nos veios da poesia,
Tem caráter, tem nobreza,
E ainda muita alegria.
Parece uma borboleta,
Matizando as cores do dia.

Pelo seu aniversário,
Trago-lhe flores,
Desejando-lhe muita paz,
Saúde e harmonia,
Pois você é especial,
Irradia simpatia.
________________

Beijos da
Genaura Tormin

quarta-feira, 8 de abril de 2009

REDE NEURAL



Há mutações,
Autoconhecimento,
Na esquina do tempo.

Na visão de nós mesmos,
Há um mar de sinapses,
Em bites imersos,
Sensorialmente conectados.
A mente em sintonia
Cria o Universo.

Não há dogmas!
Num conceito de Unidade
O pensamento é tudo,
Absoluto.
É ensaio mental,
Força propulsora
No lóbulo frontal,
Altaneiro e soberano
Na rede neural
Do Ser Humano.

(Genaura Tormin)

sexta-feira, 3 de abril de 2009

GOSTO DE DOR

The Old Tower at Nuenen with a Ploughman,1884-Van Gogh


Numa lousa indolor
De uma torre altíssima
Desenhei meu sonho.
Pintei-o de cores fortes
Para os aplausos do tempo.

Acalentei-o
Junto ao peito,
Até o último instante.
E, mesmo assim,
Na ausência do sol,
Antes do amanhecer,
Mataram-no.

Os fragmentos,
Como meteoros,
Entraram no meu sangue,
Aprisionaram os desejos,
Alterando-me a química do viver.

Na torre,
Apenas sombras,
Imagens órfãs,
Esquecidas,
E um enorme gosto de dor.

(Genaura Tormin)

domingo, 22 de março de 2009

MAROLA, VELEIRO E VENTO


Céu azul,
Mar revolto,
Alcatifa dos sonhos meus!
Viajo no galope da saudade.
Volto no tempo!
Cheiro de maresia,
Marolas, veleiros...
Vento cantarolando
Na copa dos coqueiros...

O verde da esperança,
E eu, feito criança,
Correndo pela branca areia,
Às carícias das brumas fugidias,
E ao som da ventania.
Ah, eu era só alegria!

As ondas quedavam-se
Ante os pés andejos, dançarinos.
Em coro,
Pássaros entoavam hinos,
Em coloridos gorjeios.
O céu bordado de nuvens viajeiras.
Uma tela de rara beleza,
Numa manhã fagueira.

Hoje,
Desnudo de adereços,
O vento ainda canta para mim.
Parece que ouço o rumorejo,
Daquele vento gostoso,
Que me bordava de beijos.


(Genaura Tormin)
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domingo, 26 de julho de 2009

SAUDADE



Um dia,
matarei essa saudade danada,
agarrada ao meu coração.

Um dia,
decretarei o seu despejo
e pintarei de branco
as paredes desse avesso.

Abrirei portas e janelas,
voltarei a fazer versos,
porei flor nos cabelos,
e batom nos lábios,
para atrair a musa
dessa saudade.


(Genaura Tormin)

domingo, 19 de julho de 2009

ARQUITETA DE MIM



Vou reinventar a vida!
Fazer consertos,
aplicar remendos.

Prenhe estou de disfarces
e esgueira-me pelo corpo
a plangência do tempo,
restos de batalhas
que se reiniciam sempre.

A incoerência dos retalhos
fragmentam-se pelos dias.
Recolho os estilhaços.
Sou enigma no existir!
Fabrico fantasias e metáforas.

(Genaura Tormin)

quinta-feira, 30 de abril de 2009


MADALENA, QUERIDA!
(Genaura Tormin)

O céu se enternece,
Na brisa que atiça o mar,
Feito anjo em oração
Somente pra lhe saudar.

Você é muito querida,
Nos veios da poesia,
Tem caráter, tem nobreza,
E ainda muita alegria.
Parece uma borboleta,
Matizando as cores do dia.

Pelo seu aniversário,
Trago-lhe flores,
Desejando-lhe muita paz,
Saúde e harmonia,
Pois você é especial,
Irradia simpatia.
________________

Beijos da
Genaura Tormin

quarta-feira, 8 de abril de 2009

REDE NEURAL



Há mutações,
Autoconhecimento,
Na esquina do tempo.

Na visão de nós mesmos,
Há um mar de sinapses,
Em bites imersos,
Sensorialmente conectados.
A mente em sintonia
Cria o Universo.

Não há dogmas!
Num conceito de Unidade
O pensamento é tudo,
Absoluto.
É ensaio mental,
Força propulsora
No lóbulo frontal,
Altaneiro e soberano
Na rede neural
Do Ser Humano.

(Genaura Tormin)

sexta-feira, 3 de abril de 2009

GOSTO DE DOR

The Old Tower at Nuenen with a Ploughman,1884-Van Gogh


Numa lousa indolor
De uma torre altíssima
Desenhei meu sonho.
Pintei-o de cores fortes
Para os aplausos do tempo.

Acalentei-o
Junto ao peito,
Até o último instante.
E, mesmo assim,
Na ausência do sol,
Antes do amanhecer,
Mataram-no.

Os fragmentos,
Como meteoros,
Entraram no meu sangue,
Aprisionaram os desejos,
Alterando-me a química do viver.

Na torre,
Apenas sombras,
Imagens órfãs,
Esquecidas,
E um enorme gosto de dor.

(Genaura Tormin)

domingo, 22 de março de 2009

MAROLA, VELEIRO E VENTO


Céu azul,
Mar revolto,
Alcatifa dos sonhos meus!
Viajo no galope da saudade.
Volto no tempo!
Cheiro de maresia,
Marolas, veleiros...
Vento cantarolando
Na copa dos coqueiros...

O verde da esperança,
E eu, feito criança,
Correndo pela branca areia,
Às carícias das brumas fugidias,
E ao som da ventania.
Ah, eu era só alegria!

As ondas quedavam-se
Ante os pés andejos, dançarinos.
Em coro,
Pássaros entoavam hinos,
Em coloridos gorjeios.
O céu bordado de nuvens viajeiras.
Uma tela de rara beleza,
Numa manhã fagueira.

Hoje,
Desnudo de adereços,
O vento ainda canta para mim.
Parece que ouço o rumorejo,
Daquele vento gostoso,
Que me bordava de beijos.


(Genaura Tormin)