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domingo, 8 de fevereiro de 2009

ONDE




Em qualquer recanto onde existam rosas
qualquer rua escura em que a noite pare
e as palavras soem quase indecorosas...

Onde mais não haja do que só o instante
onde então me mate só de encantamento
ou talvez não morra e só me desencante...

Onde haja caminhos no chão de veredas
com estradas noturnas de pedras acesas
vaga-lumes vaguem pelas noites negras..

Onde o túnel d’alma nunca mais a habite
onde haja esperança que só tenha calma
e onde haja tristeza que não seja triste...

Onde os suicidas morram, só de alegria!
Como foi Totônia, como foi meu Felipe
como foi Margarida como foi a Maria...

Onde haja certeza quando vier a sorte
que não tarde o dia quando vier a noite
nem retarde a vida quando for a morte...

A. Estebanez
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domingo, 8 de fevereiro de 2009

ONDE




Em qualquer recanto onde existam rosas
qualquer rua escura em que a noite pare
e as palavras soem quase indecorosas...

Onde mais não haja do que só o instante
onde então me mate só de encantamento
ou talvez não morra e só me desencante...

Onde haja caminhos no chão de veredas
com estradas noturnas de pedras acesas
vaga-lumes vaguem pelas noites negras..

Onde o túnel d’alma nunca mais a habite
onde haja esperança que só tenha calma
e onde haja tristeza que não seja triste...

Onde os suicidas morram, só de alegria!
Como foi Totônia, como foi meu Felipe
como foi Margarida como foi a Maria...

Onde haja certeza quando vier a sorte
que não tarde o dia quando vier a noite
nem retarde a vida quando for a morte...

A. Estebanez
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