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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

'Mãos jogadas'



Frias mãos de tudo inválidas,
as mãos da dor,
as mãos do amor,
as mãos de nada.

Cortei-as em mim, inda sendo tuas,
porque assim me pediu o tempo
e eu as achei na rua,
abandonadas e nuas...
como mãos de ninguém.

Resta abraçar-me sem elas
e quando teu olhar achar o meu,
na alma nascerá outra aquarela
pintada por esse outro amor nosso.

Frias mãos assim também essas minhas,
secas desses abraços,
cheias de agonias,
como um desfestejado abraço entre nós dois,
um que amou,
outro que ficou,
algo dos dois que se foi!


Paulino Vergetti Neto
Publicado no Recanto das Letras em 26/11/2008
Código do Texto: 1303812
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

'Mãos jogadas'



Frias mãos de tudo inválidas,
as mãos da dor,
as mãos do amor,
as mãos de nada.

Cortei-as em mim, inda sendo tuas,
porque assim me pediu o tempo
e eu as achei na rua,
abandonadas e nuas...
como mãos de ninguém.

Resta abraçar-me sem elas
e quando teu olhar achar o meu,
na alma nascerá outra aquarela
pintada por esse outro amor nosso.

Frias mãos assim também essas minhas,
secas desses abraços,
cheias de agonias,
como um desfestejado abraço entre nós dois,
um que amou,
outro que ficou,
algo dos dois que se foi!


Paulino Vergetti Neto
Publicado no Recanto das Letras em 26/11/2008
Código do Texto: 1303812
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