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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

AO POENTE



Gosto de ver na síncope do dia
A mistura de tintas do poente,
O sangue vivo, violento e quente
Do sol, n'uma medonha hemorragia.

A claridade extingue-se na enchente
Da noite, de uma atroz melancolia,
Mas, na curva rosada inda sorria
A luz do fim da tarde no ocidente.

Pirilampos azuis, misteriosos
Saem das moitas frescas, perfumadas,
Como os astros por Céus silenciosos...

E, por entre o salgueiro de uma cova,
Surgia além, das fúnebres moradas,
A cimitarra de uma lua nova.

Ernani Rosas

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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

AO POENTE



Gosto de ver na síncope do dia
A mistura de tintas do poente,
O sangue vivo, violento e quente
Do sol, n'uma medonha hemorragia.

A claridade extingue-se na enchente
Da noite, de uma atroz melancolia,
Mas, na curva rosada inda sorria
A luz do fim da tarde no ocidente.

Pirilampos azuis, misteriosos
Saem das moitas frescas, perfumadas,
Como os astros por Céus silenciosos...

E, por entre o salgueiro de uma cova,
Surgia além, das fúnebres moradas,
A cimitarra de uma lua nova.

Ernani Rosas

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