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quinta-feira, 1 de abril de 2010

A SOMBRA

(The mirror of Galadriel,By:Alan Lee)

Mão sem gesto e exata no eco
renascida sem passado,
não me deixes tão eu mesmo;
vem buscar teu colorido
antes que o espelho se parta.

Aonde vais, fluida e sem Tempo,
na bicicleta do sono?
(Já estou roto; é outro o baile,
mas valsa é sempre a mesma.)
Tão longe e tão mil imagens
se acendem ao sol do espelho.

Colombo de Sousa
In: Estágio 1964

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

ÁRIA PARA VIOLINO


Para nadar no silêncio
ergo as mãos extraviadas;

são estrelas acordadas,
ou meu eco em seu silêncio.

Escorre pelo que sinto
meu perfil escrito e ouvido

e em som e cor divido
entre mim e o que não sinto.

Colombo de Souza
in:Estágio
(Curitiba-1920)

domingo, 28 de junho de 2009

IDÍLIO QUASE ESQUECIDO



Na paisagem me esqueci,
além do florido muro;
o sonho era muito branco,
mas o destino era escuro...
Resta a memória apagada
do mundo em que me procuro:

eis as rosas que componho
- rosas que plantei nos olhos,
rosas que colhi no sonho.

Decifro o mural da noite
no luar marmorizado
- entre o milagre das rosas
e o branco mel entornado
sobre o tapete do sono:

eis as rosas que componho
- rosas que plantei nos olhos,
rosas que colhi no sonho.


Colombo de Sousa
em O Anúncio do Acontecido
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quinta-feira, 1 de abril de 2010

A SOMBRA

(The mirror of Galadriel,By:Alan Lee)

Mão sem gesto e exata no eco
renascida sem passado,
não me deixes tão eu mesmo;
vem buscar teu colorido
antes que o espelho se parta.

Aonde vais, fluida e sem Tempo,
na bicicleta do sono?
(Já estou roto; é outro o baile,
mas valsa é sempre a mesma.)
Tão longe e tão mil imagens
se acendem ao sol do espelho.

Colombo de Sousa
In: Estágio 1964

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

ÁRIA PARA VIOLINO


Para nadar no silêncio
ergo as mãos extraviadas;

são estrelas acordadas,
ou meu eco em seu silêncio.

Escorre pelo que sinto
meu perfil escrito e ouvido

e em som e cor divido
entre mim e o que não sinto.

Colombo de Souza
in:Estágio
(Curitiba-1920)

domingo, 28 de junho de 2009

IDÍLIO QUASE ESQUECIDO



Na paisagem me esqueci,
além do florido muro;
o sonho era muito branco,
mas o destino era escuro...
Resta a memória apagada
do mundo em que me procuro:

eis as rosas que componho
- rosas que plantei nos olhos,
rosas que colhi no sonho.

Decifro o mural da noite
no luar marmorizado
- entre o milagre das rosas
e o branco mel entornado
sobre o tapete do sono:

eis as rosas que componho
- rosas que plantei nos olhos,
rosas que colhi no sonho.


Colombo de Sousa
em O Anúncio do Acontecido