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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

‘AVE’


ave
incrustada no espaço
ponto azul

isolada

(pedra
em parábola
no poema
espaço-tempo)

projeta
a fuga
no ângulo
de um voo

crê

demasiado em seu
escudo plumagem

ignora

quem seja
esboço apenas


Ricardo Augusto dos Anjos
De ‘Após a tragédia’
Editora Engra- 1962-

‘Poema’

ancorado está meu coração
nesta praia silenciosa onde
meus olhos de espanto como os peixes
espreitam a aurora de vidro que
deverá conduzir-me a transparência,
ao multicor. serei duende de cristal
integrado no que é mágico tentarei
o voo exato das aves idealizadas num tempo
anterior a aurora de vidro que resolvo
anterior ao pranto de onde procedo

Ricardo Augusto dos Anjos
De ‘Após a tragédia’
Editora Engra- 1962-

segunda-feira, 8 de julho de 2013

''VOCÊ ESCOLHE''

Foto: ''VOCÊ ESCOLHE''
(a uma jovem)

Você inicia sem muita convicção
a marcha para dentro de si mesma;
longa caminhada dos desesperados
em busca da verdade que se pensa.

A dor que rompe a alma é sensação
exata de incisiva lâmina nos nervos
tensos trançados no oco do abismo
- câncer de desamor e desavenças.

Você poderá olhar para os espelhos
e sentir-se consútil. E, perdida,
fazer-se íntima da morte com um gesto.

Ou então abordar a Flor Visível
e ficar naquela contemplação enorme
cristalizando as cores nos sentidos.

Ricardo dos Anjos
(Niterói - 1974)
{Tela de Michael Garmash}

(a uma jovem)

Você inicia sem muita convicção
a marcha para dentro de si mesma;
longa caminhada dos desesperados
em busca da verdade que se pensa.

A dor que rompe a alma é sensação
exata de incisiva lâmina nos nervos
tensos trançados no oco do abismo
- câncer de desamor e desavenças.

Você poderá olhar para os espelhos
e sentir-se consútil. E, perdida,
fazer-se íntima da morte com um gesto.

Ou então abordar a Flor Visível
e ficar naquela contemplação enorme
cristalizando as cores nos sentidos.

Ricardo dos Anjos
(Niterói - 1974)
{Tela de Michael Garmash}
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

‘AVE’


ave
incrustada no espaço
ponto azul

isolada

(pedra
em parábola
no poema
espaço-tempo)

projeta
a fuga
no ângulo
de um voo

crê

demasiado em seu
escudo plumagem

ignora

quem seja
esboço apenas


Ricardo Augusto dos Anjos
De ‘Após a tragédia’
Editora Engra- 1962-

‘Poema’

ancorado está meu coração
nesta praia silenciosa onde
meus olhos de espanto como os peixes
espreitam a aurora de vidro que
deverá conduzir-me a transparência,
ao multicor. serei duende de cristal
integrado no que é mágico tentarei
o voo exato das aves idealizadas num tempo
anterior a aurora de vidro que resolvo
anterior ao pranto de onde procedo

Ricardo Augusto dos Anjos
De ‘Após a tragédia’
Editora Engra- 1962-

segunda-feira, 8 de julho de 2013

''VOCÊ ESCOLHE''

Foto: ''VOCÊ ESCOLHE''
(a uma jovem)

Você inicia sem muita convicção
a marcha para dentro de si mesma;
longa caminhada dos desesperados
em busca da verdade que se pensa.

A dor que rompe a alma é sensação
exata de incisiva lâmina nos nervos
tensos trançados no oco do abismo
- câncer de desamor e desavenças.

Você poderá olhar para os espelhos
e sentir-se consútil. E, perdida,
fazer-se íntima da morte com um gesto.

Ou então abordar a Flor Visível
e ficar naquela contemplação enorme
cristalizando as cores nos sentidos.

Ricardo dos Anjos
(Niterói - 1974)
{Tela de Michael Garmash}

(a uma jovem)

Você inicia sem muita convicção
a marcha para dentro de si mesma;
longa caminhada dos desesperados
em busca da verdade que se pensa.

A dor que rompe a alma é sensação
exata de incisiva lâmina nos nervos
tensos trançados no oco do abismo
- câncer de desamor e desavenças.

Você poderá olhar para os espelhos
e sentir-se consútil. E, perdida,
fazer-se íntima da morte com um gesto.

Ou então abordar a Flor Visível
e ficar naquela contemplação enorme
cristalizando as cores nos sentidos.

Ricardo dos Anjos
(Niterói - 1974)
{Tela de Michael Garmash}