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quinta-feira, 14 de março de 2013

''RIOS''


Rios de minh’alma
Caudalosos de amor,
Correntezas sem calma
Descolorindo-se
Às vezes em dor!

Nascentes tão puras,
Despejam venturas
Após desventuras,
Naufrágios de Amor!

Ontem turbulentos,
Hoje venturosos,
Amanhã silenciosos

...águas de sangue
...águas de luz!

Rios de minh’alma:
- desviastes tantos cursos
Buscando margens seguras ..!

Repousastes
Num eterno espraiar ...,

Alvina Nunes Tzovenos
in 'Sonhos e vivencias'

''A VIDA TEM CORES''


A vida tem cores
Nas cores da vida,
Em aquarela tingida
... desenha luz e som !

A vida tem cores
No beijo dos pássaros, num adeus sem perfumes
... no pólen da flores!

A vida tem cores
Numa palavra amarga,
Num céu muito amplo
... presença que tarda!

A vida tem cores
Num abraço amoroso
Num sorriso que chega
... num crepúsculo cheiroso!

A vida tem cores
Nos sonhos vividos,
Nos mares inquietos
... nos encontros perdidos!

A vida tem muitas e muitas cores,
As que ninguém pode ver,
Quando minh’alma chora e ri
Pela felicidade
Que eu posso conter!

A vida tem cores
Mesmo num coração morto!

Alvina Nunes Tzovenos
de "Sonhos e vivencias"

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

''HORAS INTERMINÁVEIS''



. . . sem consciência de poemas com janelas
de arvores que lhes arrancaram seus frutos
de flor que mentiu sua cor
de rio que perdeu seu curso sem avisos
de vozes que se sufocaram na choupana dos deuses
de exércitos que se perderam sem fronteiras de vitórias
de crucificações nas almas já sepultadas
de paredes a amordaçarem esperanças-verdes
de queixas sobre versos não falantes dos infinitos buscas.


de todas as horas sem inteligência
para dizerem da religião dos afogados
dos afogados sem amor.


de todas as horas
a clamarem pelo universo de todos os tristes
quando desejam
comungar intenções Deus.



Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

IDEAL

Preciso semear
em todos os horizontes
brancas paisagens de aves
. . . sendeiro luz aos humanos.


Preciso ver germinar
. . . lá, muito lá,
beijos se encontrando,
desertos sussurrando . . .


preciso ver florescer
nessas vastidões submissas
pensamentos em largos vôos. . .


Desejo então,
nessas nesses raras,
absorver perfeições de céus
. . . ódios sorrindo aos perdões
. . . braços recolhendo ausências
. . . silêncios desenhando canções.



Alvina Tzovenos
In: Buscas de Infinitos

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

MEU BARCO


Ele sempre chega,
quando meus sonhos canções
florescem verões.


Sempre parte,
quando lágrimas estrelas
escurecem meu poente.


Meu barco hoje,
só quero-o em brinquedo,
namorando em minhas águas. . .
. . . não quero vê-lo navegar!
. . . ilusões p’ra longe levar?
e talvez,
nunca mais voltar?


Alvina Tzovenos
In: Buscas de Infinitos

segunda-feira, 19 de abril de 2010

SE PERGUNTAREM POR MIM


digam
-que as raízes de meus ventos dispersaram tantas quimeras
mas que os vendavais de meus dias não perderam ainda suas cores
-que o sol, o mar e as areias da praia fluem
em mim como os acordes de Debussy num fim de tarde
-que todos os azuis e os verdes, às vezes, me habitam
-que, às vezes, sou uma pobre noite sem estrelas puras
-que meus sonhos de tão vagos não encontraram
janelas e nem portas
-que minhas semeaduras se deixam queimar magras,
bem antes que o sol se ponha
-que na musica de tantos dias e noites encontrei
violinos desafinados
-mas que
na chuva, de tão cinza ao cair
descobri nela
toda uma gama de coloração
de vida
rasgando estradas novas em esperança.


Se perguntarem por mim. . .



Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo

domingo, 30 de agosto de 2009

DESCOMPASSOS



Baila sob a luz das estrelas.
Desata o fio de teus sapatos.
Deixa que o sol te beije de esperanças e risos.
Faze de tua vida
um hino ao beijar os olhos da manhã
uma harpa ao por os pés no ventre da noite
um rodopio de azuis, de conchas e de búzios.


Deixa que o vento brinque com teus pés
a chuva te beije ate se cansar
as flores e os verdes e os caracóis
enfeitem teus cabelos de verões.


Corre atrás da vida com ternura de criança
e canções plenas de paz
e com risos de palhaços
porque tudo, todos nos
brincamos de viver bem
sempre, sempre
num carrossel
no circo da vida.



Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo
(Porto Alegre- RS- 1929)
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quinta-feira, 14 de março de 2013

''RIOS''


Rios de minh’alma
Caudalosos de amor,
Correntezas sem calma
Descolorindo-se
Às vezes em dor!

Nascentes tão puras,
Despejam venturas
Após desventuras,
Naufrágios de Amor!

Ontem turbulentos,
Hoje venturosos,
Amanhã silenciosos

...águas de sangue
...águas de luz!

Rios de minh’alma:
- desviastes tantos cursos
Buscando margens seguras ..!

Repousastes
Num eterno espraiar ...,

Alvina Nunes Tzovenos
in 'Sonhos e vivencias'

''A VIDA TEM CORES''


A vida tem cores
Nas cores da vida,
Em aquarela tingida
... desenha luz e som !

A vida tem cores
No beijo dos pássaros, num adeus sem perfumes
... no pólen da flores!

A vida tem cores
Numa palavra amarga,
Num céu muito amplo
... presença que tarda!

A vida tem cores
Num abraço amoroso
Num sorriso que chega
... num crepúsculo cheiroso!

A vida tem cores
Nos sonhos vividos,
Nos mares inquietos
... nos encontros perdidos!

A vida tem muitas e muitas cores,
As que ninguém pode ver,
Quando minh’alma chora e ri
Pela felicidade
Que eu posso conter!

A vida tem cores
Mesmo num coração morto!

Alvina Nunes Tzovenos
de "Sonhos e vivencias"

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

''HORAS INTERMINÁVEIS''



. . . sem consciência de poemas com janelas
de arvores que lhes arrancaram seus frutos
de flor que mentiu sua cor
de rio que perdeu seu curso sem avisos
de vozes que se sufocaram na choupana dos deuses
de exércitos que se perderam sem fronteiras de vitórias
de crucificações nas almas já sepultadas
de paredes a amordaçarem esperanças-verdes
de queixas sobre versos não falantes dos infinitos buscas.


de todas as horas sem inteligência
para dizerem da religião dos afogados
dos afogados sem amor.


de todas as horas
a clamarem pelo universo de todos os tristes
quando desejam
comungar intenções Deus.



Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

IDEAL

Preciso semear
em todos os horizontes
brancas paisagens de aves
. . . sendeiro luz aos humanos.


Preciso ver germinar
. . . lá, muito lá,
beijos se encontrando,
desertos sussurrando . . .


preciso ver florescer
nessas vastidões submissas
pensamentos em largos vôos. . .


Desejo então,
nessas nesses raras,
absorver perfeições de céus
. . . ódios sorrindo aos perdões
. . . braços recolhendo ausências
. . . silêncios desenhando canções.



Alvina Tzovenos
In: Buscas de Infinitos

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

MEU BARCO


Ele sempre chega,
quando meus sonhos canções
florescem verões.


Sempre parte,
quando lágrimas estrelas
escurecem meu poente.


Meu barco hoje,
só quero-o em brinquedo,
namorando em minhas águas. . .
. . . não quero vê-lo navegar!
. . . ilusões p’ra longe levar?
e talvez,
nunca mais voltar?


Alvina Tzovenos
In: Buscas de Infinitos

segunda-feira, 19 de abril de 2010

SE PERGUNTAREM POR MIM


digam
-que as raízes de meus ventos dispersaram tantas quimeras
mas que os vendavais de meus dias não perderam ainda suas cores
-que o sol, o mar e as areias da praia fluem
em mim como os acordes de Debussy num fim de tarde
-que todos os azuis e os verdes, às vezes, me habitam
-que, às vezes, sou uma pobre noite sem estrelas puras
-que meus sonhos de tão vagos não encontraram
janelas e nem portas
-que minhas semeaduras se deixam queimar magras,
bem antes que o sol se ponha
-que na musica de tantos dias e noites encontrei
violinos desafinados
-mas que
na chuva, de tão cinza ao cair
descobri nela
toda uma gama de coloração
de vida
rasgando estradas novas em esperança.


Se perguntarem por mim. . .



Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo

domingo, 30 de agosto de 2009

DESCOMPASSOS



Baila sob a luz das estrelas.
Desata o fio de teus sapatos.
Deixa que o sol te beije de esperanças e risos.
Faze de tua vida
um hino ao beijar os olhos da manhã
uma harpa ao por os pés no ventre da noite
um rodopio de azuis, de conchas e de búzios.


Deixa que o vento brinque com teus pés
a chuva te beije ate se cansar
as flores e os verdes e os caracóis
enfeitem teus cabelos de verões.


Corre atrás da vida com ternura de criança
e canções plenas de paz
e com risos de palhaços
porque tudo, todos nos
brincamos de viver bem
sempre, sempre
num carrossel
no circo da vida.



Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo
(Porto Alegre- RS- 1929)