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quarta-feira, 27 de março de 2013
''PRELÚDIO CREPUSCULAR''
No poente
silente
os choupos esguios
balançam
e dançam
refletidos
nos lagos adormecidos
e frios.
A bruma
esfuma
a paisagem
onde a sombra
ensombra
a ramagem.
A claridade amortece...
E, lenta, a noite desce
sobre o jardim,
enquanto fico a relembrar
a tarde em que sobre mim
eu tive o teu olhar.
A claridade amortece...
E nos espelhos gelados
projetam-se magoados
os altos choupos esguios
por entre as sombras das rosas,
que finas e veludosas
perfumam os lagos frios.
No céu, porém, claro e fino
como o teu olhar cristalino
uma estrela cintila,
e espelha-se na água dormente,
enquanto o poente
vacila...
Alfredo Cumplido de Sant'Anna
In Poemas e Legendas
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Alfredo Cumplido de Santana
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
NOTURNO

Com seus dedos invisíveis
balança o vento a cortina,
muito leve, levemente,
tal farrapo de neblina.
A luz argêntea da lua
parece uma asa de vespa
tremulando suavemente
sobre um lago de água crespa.
Pela vidraça entreaberta,
iludindo que entra alguém,
entra o vento, sai o vento,
num noturno de Chopin.
E os teus dedos, no teclado
de marfim envelhecido,
são dez pássaros pousados
num trigal reflorecido.
De repente o vento cessa.
Uma nuvem tolda o luar.
Desce em pregas a cortina
e fica à música no ar...
Alfredo Cumplido de Santana
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''PRELÚDIO CREPUSCULAR''
No poente
silente
os choupos esguios
balançam
e dançam
refletidos
nos lagos adormecidos
e frios.
A bruma
esfuma
a paisagem
onde a sombra
ensombra
a ramagem.
A claridade amortece...
E, lenta, a noite desce
sobre o jardim,
enquanto fico a relembrar
a tarde em que sobre mim
eu tive o teu olhar.
A claridade amortece...
E nos espelhos gelados
projetam-se magoados
os altos choupos esguios
por entre as sombras das rosas,
que finas e veludosas
perfumam os lagos frios.
No céu, porém, claro e fino
como o teu olhar cristalino
uma estrela cintila,
e espelha-se na água dormente,
enquanto o poente
vacila...
Alfredo Cumplido de Sant'Anna
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NOTURNO

Com seus dedos invisíveis
balança o vento a cortina,
muito leve, levemente,
tal farrapo de neblina.
A luz argêntea da lua
parece uma asa de vespa
tremulando suavemente
sobre um lago de água crespa.
Pela vidraça entreaberta,
iludindo que entra alguém,
entra o vento, sai o vento,
num noturno de Chopin.
E os teus dedos, no teclado
de marfim envelhecido,
são dez pássaros pousados
num trigal reflorecido.
De repente o vento cessa.
Uma nuvem tolda o luar.
Desce em pregas a cortina
e fica à música no ar...
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