Seja bem-vindo. Hoje é
Mostrando postagens com marcador Lenise Marques. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lenise Marques. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de março de 2010

Acordes de Outono


Veio o outono em tons castanhos
e esse vento de desatino,
leva e traz em meio às folhas,
ao longe...o som de um violino.

Foram-se as primaveras e os verões!
Na rodopiante roda do tempo,
giram inexoráveis as estações!

A cada novo outono
fico mais perto de meu inverno,
caem minhas flores,
amadurecem meus frutos.

Só o coração...é eterno menino.
E o vento continua trazendo
perdidos em sua dobras,
pálidos acordes de violino.

Lenise Marques
(Quaraí- RS)

sábado, 4 de abril de 2009

Cavalgada


 
Eis que olhei para trás
e meus erros haviam secado
pendurados nos galhos do tempo.


Havia uma voz no vento,
tomei meu cavalo e a segui.
Na algibeira paz derradeira
de quem ama a solidão.


E quando a noite do fim dos dias
tocar-me a face com os negros dedos,
docemente entregarei o corpo à terra,
soltarei o alazão às pastagens
e a alma...à imensidão.


Lenise Marques

quinta-feira, 12 de março de 2009

Um Violão ao Poente



Ai, que pungente!
Esse violão ao longe,
notas musicais assim soltas
...caindo docemente.
O horizonte nessas cores,
o sol poente parecendo morrer
dentro da própria alma da gente.

Ai! nessa hora que finda o dia,
mesmo quem tem um amor
sente uma ponta de tristeza,
um quê de melancolia!


Lenise Marques

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Roda Poesia


Leslie Levy
 
Caminha a vida apressada.
Entre um poema e outro,
trabalhar, comer, dormir.
No concreto duro da calçada
batem os saltos dos sapatos.
Entre uma rima e outra,
luzes passam - automóveis,
bate a chuva na sombrinha,
cada pingo - versos móveis.
Cada imagem simetria.
Roda som, luz , movimento!
Tudo gira - poesia!

Lenise Marques

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Aquarela azul



  
Pousada sobre a flor,
frágil e bela em demasia!
Tão diáfana que não se sabia,
o que era borboleta, flor...
ou se era só poesia!
  
Tremem as pétalas lilases
ao vento breve.
Fremem as asas anis
à brisa leve.
 
E há um céu sem nuvens
no olhar do poeta,
entre o azul das asas
e o azul da pétala.
 
Lenise Marques

O Relogio e o Beija-Flor


 
Tempo - veloz é a dança das horas
Frágil é a vida dos homens:
Sonhos e células transmutando-se
Em cinzas, minerais e memórias.

Mas...quando voa um beija-flor
Curva-se o tempo sobre si mesmo
Rangem os ponteiros imobilizando-se
Entre um segundo e outro do vôo furta-cor.

A limpidez do instante o faz eterno!
Veste-se a alma em fantasia!
A beleza vence suavemente a morte,
e nasce pura e imortal...a poesia!

 
Lenise Marques

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Ipê Amarelo



Vida, é o inesperado nome da menina,
Em pés descalços na minha cozinha
O vestido, um campo de girassóis
Os louros cabelos em desalinho.

Pela janela passa uma borboleta,
Cores, furta cores..multi cores
Sobre o muro um canário canta
Douradas notas musicais aladas.

- Pegue um pãozinho Vida!
Ela pega, alegre, e vai embora
O riso cristalino se distanciando

Lá fora a tarde cai no horizonte
E o ipê amarelo do vizinho
Pingou o dia todo em meu quintal
Um tapete bordado, flor a flor.

É como se Midas tocasse o dia
E tudo em ouro se transmutasse

Doce sensação em meu coração...

É novembro, é primavera, o sol se põe..
E a vida sorriu para mim!

Lenise Marques

domingo, 25 de janeiro de 2009

Chove!



Chuvinha melancólica lá fora
A cidade pinga, goteja, escorre...
Em dias assim fico nostálgica
Voltam as dores de antigos amores
Relembro esquecidos adeuses
Qual lenços brancos acenando
Para velhos navios naufragados

Em dias assim...não sei porquê
se chove lá fora
A tristeza chega junto com os pingos
E chove também dentro de mim.

Lenise Marques

domingo, 21 de dezembro de 2008

'Quietude'



Ah! Essa hora do dia!
O sol nascendo,
A caneca de café na mão,
O frio da terra
Na planta do pé!

É como se na suave luz
Do dia menino
Eu fosse a única criatura
respirando sobre a terra!

E o silêncio!
Ah! Essa quietude bendita!
Nem os grilos acordaram ainda!
Sequer o vento sussurra...
O silêncio se faz macio.
Sou só eu,
E Deus!

Lenise Marques
(e Jean Charles Cazin)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

'Os Bailarinos'


(Ricardo Curchi)


Sapatos de verniz,
brilhantina no cabelo,
baila "el compadrito".

Dama, em roxo, desliza,
movimento e sensualidade!
Profunda a fenda no vestido,
profundo...seu olhar.

O tango cresce, diminui,
ondula, hipnotiza!

No palco iluminado
bailam o Amor e a Paixão.
Na platéia, enfeitiçados,
nós, suas vítimas,
...aplaudimos.

Lenise Marques

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

'Encantamento'


(Victor Ostrovsky)

Pousou em seu corpo
como a noite nacarada
de luares derramados.

Partiu com o amanhecer,
desvanecendo-se suavemente
ao sol vermelho que surgia.

- Não se vá! - ela disse.
- Não posso ficar! - ele respondeu
- Sou só luar.

Lenise Marques

quinta-feira, 27 de novembro de 2008


(Isabel Filipe)


Dá-me tua mão!
Amigo, que de longe vem,
pó do caminho nas vestes,
bondade no coração:
Pousa, qual pétala,
entre as minhas, a tua mão.
A amizade que trazes é tepidez
no cinza inverno dos dias!
E cheiram à cravo e rosa
tuas mãos de primavera.
Deixe-me sentir a doçura
de teu espírito azul,
fluindo...na maciez da palma.
De mão para mão.
De alma para alma!

Lenise Marques

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

'Lua Nua'



Varando o escuro da noite
Ela deita sobre a terra
O leitoso olhar
Hipnótica claridade
Noturnas sombras de luar

Lua! Redonda e magnífica!
Qual celeste matrona
Gorda e pálida
Despudoradamente revelando
Entre negras rendas
A alva e luminosa pele

Bela e branca
Absolutamente crua!
Indecentemente nua!
Esplendidamente...lua!

Lenise Marques

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

'Ipê Amarelo'



Vida, é o inesperado nome da menina,
Em pés descalços na minha cozinha
O vestido, um campo de girassóis
Os louros cabelos em desalinho.

Pela janela passa uma borboleta,
Cores, furta cores..multi cores
Sobre o muro um canário canta
Douradas notas musicais aladas.

- Pegue um pãozinho Vida!
Ela pega, alegre, e vai embora
O riso cristalino se distanciando

Lá fora a tarde cai no horizonte
E o ipê amarelo do vizinho
Pingou o dia todo em meu quintal
Um tapete bordado, flor a flor.

É como se Midas tocasse o dia
E tudo em ouro se transmutasse

Doce sensação em meu coração...

É novembro, é primavera, o sol se põe..
E a vida sorriu para mim!


Lenise Marques
Santa Catarina
Mostrando postagens com marcador Lenise Marques. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lenise Marques. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de março de 2010

Acordes de Outono


Veio o outono em tons castanhos
e esse vento de desatino,
leva e traz em meio às folhas,
ao longe...o som de um violino.

Foram-se as primaveras e os verões!
Na rodopiante roda do tempo,
giram inexoráveis as estações!

A cada novo outono
fico mais perto de meu inverno,
caem minhas flores,
amadurecem meus frutos.

Só o coração...é eterno menino.
E o vento continua trazendo
perdidos em sua dobras,
pálidos acordes de violino.

Lenise Marques
(Quaraí- RS)

sábado, 4 de abril de 2009

Cavalgada


 
Eis que olhei para trás
e meus erros haviam secado
pendurados nos galhos do tempo.


Havia uma voz no vento,
tomei meu cavalo e a segui.
Na algibeira paz derradeira
de quem ama a solidão.


E quando a noite do fim dos dias
tocar-me a face com os negros dedos,
docemente entregarei o corpo à terra,
soltarei o alazão às pastagens
e a alma...à imensidão.


Lenise Marques

quinta-feira, 12 de março de 2009

Um Violão ao Poente



Ai, que pungente!
Esse violão ao longe,
notas musicais assim soltas
...caindo docemente.
O horizonte nessas cores,
o sol poente parecendo morrer
dentro da própria alma da gente.

Ai! nessa hora que finda o dia,
mesmo quem tem um amor
sente uma ponta de tristeza,
um quê de melancolia!


Lenise Marques

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Roda Poesia


Leslie Levy
 
Caminha a vida apressada.
Entre um poema e outro,
trabalhar, comer, dormir.
No concreto duro da calçada
batem os saltos dos sapatos.
Entre uma rima e outra,
luzes passam - automóveis,
bate a chuva na sombrinha,
cada pingo - versos móveis.
Cada imagem simetria.
Roda som, luz , movimento!
Tudo gira - poesia!

Lenise Marques

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Aquarela azul



  
Pousada sobre a flor,
frágil e bela em demasia!
Tão diáfana que não se sabia,
o que era borboleta, flor...
ou se era só poesia!
  
Tremem as pétalas lilases
ao vento breve.
Fremem as asas anis
à brisa leve.
 
E há um céu sem nuvens
no olhar do poeta,
entre o azul das asas
e o azul da pétala.
 
Lenise Marques

O Relogio e o Beija-Flor


 
Tempo - veloz é a dança das horas
Frágil é a vida dos homens:
Sonhos e células transmutando-se
Em cinzas, minerais e memórias.

Mas...quando voa um beija-flor
Curva-se o tempo sobre si mesmo
Rangem os ponteiros imobilizando-se
Entre um segundo e outro do vôo furta-cor.

A limpidez do instante o faz eterno!
Veste-se a alma em fantasia!
A beleza vence suavemente a morte,
e nasce pura e imortal...a poesia!

 
Lenise Marques

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Ipê Amarelo



Vida, é o inesperado nome da menina,
Em pés descalços na minha cozinha
O vestido, um campo de girassóis
Os louros cabelos em desalinho.

Pela janela passa uma borboleta,
Cores, furta cores..multi cores
Sobre o muro um canário canta
Douradas notas musicais aladas.

- Pegue um pãozinho Vida!
Ela pega, alegre, e vai embora
O riso cristalino se distanciando

Lá fora a tarde cai no horizonte
E o ipê amarelo do vizinho
Pingou o dia todo em meu quintal
Um tapete bordado, flor a flor.

É como se Midas tocasse o dia
E tudo em ouro se transmutasse

Doce sensação em meu coração...

É novembro, é primavera, o sol se põe..
E a vida sorriu para mim!

Lenise Marques

domingo, 25 de janeiro de 2009

Chove!



Chuvinha melancólica lá fora
A cidade pinga, goteja, escorre...
Em dias assim fico nostálgica
Voltam as dores de antigos amores
Relembro esquecidos adeuses
Qual lenços brancos acenando
Para velhos navios naufragados

Em dias assim...não sei porquê
se chove lá fora
A tristeza chega junto com os pingos
E chove também dentro de mim.

Lenise Marques

domingo, 21 de dezembro de 2008

'Quietude'



Ah! Essa hora do dia!
O sol nascendo,
A caneca de café na mão,
O frio da terra
Na planta do pé!

É como se na suave luz
Do dia menino
Eu fosse a única criatura
respirando sobre a terra!

E o silêncio!
Ah! Essa quietude bendita!
Nem os grilos acordaram ainda!
Sequer o vento sussurra...
O silêncio se faz macio.
Sou só eu,
E Deus!

Lenise Marques
(e Jean Charles Cazin)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

'Os Bailarinos'


(Ricardo Curchi)


Sapatos de verniz,
brilhantina no cabelo,
baila "el compadrito".

Dama, em roxo, desliza,
movimento e sensualidade!
Profunda a fenda no vestido,
profundo...seu olhar.

O tango cresce, diminui,
ondula, hipnotiza!

No palco iluminado
bailam o Amor e a Paixão.
Na platéia, enfeitiçados,
nós, suas vítimas,
...aplaudimos.

Lenise Marques

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

'Encantamento'


(Victor Ostrovsky)

Pousou em seu corpo
como a noite nacarada
de luares derramados.

Partiu com o amanhecer,
desvanecendo-se suavemente
ao sol vermelho que surgia.

- Não se vá! - ela disse.
- Não posso ficar! - ele respondeu
- Sou só luar.

Lenise Marques

quinta-feira, 27 de novembro de 2008


(Isabel Filipe)


Dá-me tua mão!
Amigo, que de longe vem,
pó do caminho nas vestes,
bondade no coração:
Pousa, qual pétala,
entre as minhas, a tua mão.
A amizade que trazes é tepidez
no cinza inverno dos dias!
E cheiram à cravo e rosa
tuas mãos de primavera.
Deixe-me sentir a doçura
de teu espírito azul,
fluindo...na maciez da palma.
De mão para mão.
De alma para alma!

Lenise Marques

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

'Lua Nua'



Varando o escuro da noite
Ela deita sobre a terra
O leitoso olhar
Hipnótica claridade
Noturnas sombras de luar

Lua! Redonda e magnífica!
Qual celeste matrona
Gorda e pálida
Despudoradamente revelando
Entre negras rendas
A alva e luminosa pele

Bela e branca
Absolutamente crua!
Indecentemente nua!
Esplendidamente...lua!

Lenise Marques

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

'Ipê Amarelo'



Vida, é o inesperado nome da menina,
Em pés descalços na minha cozinha
O vestido, um campo de girassóis
Os louros cabelos em desalinho.

Pela janela passa uma borboleta,
Cores, furta cores..multi cores
Sobre o muro um canário canta
Douradas notas musicais aladas.

- Pegue um pãozinho Vida!
Ela pega, alegre, e vai embora
O riso cristalino se distanciando

Lá fora a tarde cai no horizonte
E o ipê amarelo do vizinho
Pingou o dia todo em meu quintal
Um tapete bordado, flor a flor.

É como se Midas tocasse o dia
E tudo em ouro se transmutasse

Doce sensação em meu coração...

É novembro, é primavera, o sol se põe..
E a vida sorriu para mim!


Lenise Marques
Santa Catarina