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domingo, 22 de março de 2009

Avis Cara



Estás aqui comigo, amor,
tuas ondas
que a meus sonâmbulos peixes
ainda escamam;

teu pescoço em colar de sargaços,
tuas anêmonas-sereias
que os dias e as noites
ainda me cantam.

Aqui, ainda, o marulhar infindo,
o saciar tamanho,

teus faróis e teus dorsais abismos
em redes obscuras que me entranham.

Tuas asas errantes, ave cara,
ainda fazem de meus rochedos
a sua mais noturna morada.

Estás absolutamente aqui, amor,
( ‘Eternamente’ – sussurras-me )
mas até quando?

Fernando Campanella
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domingo, 22 de março de 2009

Avis Cara



Estás aqui comigo, amor,
tuas ondas
que a meus sonâmbulos peixes
ainda escamam;

teu pescoço em colar de sargaços,
tuas anêmonas-sereias
que os dias e as noites
ainda me cantam.

Aqui, ainda, o marulhar infindo,
o saciar tamanho,

teus faróis e teus dorsais abismos
em redes obscuras que me entranham.

Tuas asas errantes, ave cara,
ainda fazem de meus rochedos
a sua mais noturna morada.

Estás absolutamente aqui, amor,
( ‘Eternamente’ – sussurras-me )
mas até quando?

Fernando Campanella
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