Seja bem-vindo. Hoje é

terça-feira, 3 de setembro de 2013

AUGUSTO DOS ANJOS

  

Augusto dos Anjos nasceu no engenho Pau d'Arco, no município de Sapé, estado da Paraíba. Foi educado nas primeiras letras pelo pai e estudou no Liceu Paraibano, onde viria a ser professor em 1908. Precoce poeta brasileiro, compôs os primeiros versos aos 7 anos de idade.

Em 1903, ingressou no curso de Direito na Faculdade de Direito do Recife, bacharelando-se em 1907. Em 1910 casa-se com Ester Fialho. Seu contato com a leitura, influenciaria muito na construção de sua dialética poética e visão de mundo.

Com a obra de Herbert Spencer, teria aprendido a incapacidade de se conhecer a essência das coisas e compreendido a evolução da natureza e da humanidade. De Ernst Haeckel, teria absorvido o conceito da monera como princípio da vida, e de que a morte e a vida são um puro fato químico. Arthur Schopenhauer o teria inspirado a perceber que o aniquilamento da vontade própria seria a única saída para o ser humano. E da Bíblia Sagrada ao qual, também, não contestava sua essência espiritualística, usando-a para contrapor, de forma poeticamente agressiva, os pensamentos remanescentes, em principal os ideais iluministas/materialistas que, endeusando-se, se emergiam na sua época.

Essa filosofia, fora do contexto europeu em que nascera, para Augusto dos Anjos seria a demonstração da realidade que via ao seu redor, com a crise de um modo de produção pré-materialista, proprietários falindo e ex-escravos na miséria. O mundo seria representado por ele, então, como repleto dessa tragédia, cada ser vivenciando-a no nascimento e na morte.

Dedicou-se ao magistério, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde foi professor em vários estabelecimentos de ensino. Faleceu em 12 de novembro de 1914, às 4 horas da madrugada, aos 30 anos, em Leopoldina, Minas Gerais, onde era diretor de um grupo escolar. A causa de sua morte foi a pneumonia.

Durante sua vida, publicou vários poemas em periódicos, o primeiro, Saudade, em 1900. Em 1912, publicou seu livro único de poemas, Eu. Após sua morte, seu amigo Órris Soares organizaria uma edição chamada Eu e Outras Poesias, incluindo poemas até então não publicados pelo autor.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

*Os poemas de Augusto dos Anjos (fortemente influenciados por Charles Baudelaire e Edgar Allan Poe, Cesário Verde e Antero de Quental, Charles Darwin e Friedrich Nietzsche) revelam a sua multiplicidade de interesses: ciências naturais, química, mitologia, matemática, religião, geografia e filosofia.

*Embora tenha escrito em diversos sistemas métricos, foi o soneto decassílabo que consagrou Augusto dos Anjos. Cultivando a morbidez e o dualismo agônico, compôs versos de impactante força e misteriosa musicalidade. Como pode ser comprovado em poemas clássicos como Psicologia de um Vencido ou Versos Íntimos.

Augusto dos Anjos foi um poeta 'avant la lettre', pois soube antecipar alguns recursos da modernidade: pessimismo sobre a condição humana, excesso verborrágico, frequente adjetivação, renovação vocabular e o uso distintivo de recursos gráficos (pontos de exclamação, reticências, letras maiúsculas).

[Pesquisa e fotografia retirados da Internet]
Postar um comentário

terça-feira, 3 de setembro de 2013

AUGUSTO DOS ANJOS

  

Augusto dos Anjos nasceu no engenho Pau d'Arco, no município de Sapé, estado da Paraíba. Foi educado nas primeiras letras pelo pai e estudou no Liceu Paraibano, onde viria a ser professor em 1908. Precoce poeta brasileiro, compôs os primeiros versos aos 7 anos de idade.

Em 1903, ingressou no curso de Direito na Faculdade de Direito do Recife, bacharelando-se em 1907. Em 1910 casa-se com Ester Fialho. Seu contato com a leitura, influenciaria muito na construção de sua dialética poética e visão de mundo.

Com a obra de Herbert Spencer, teria aprendido a incapacidade de se conhecer a essência das coisas e compreendido a evolução da natureza e da humanidade. De Ernst Haeckel, teria absorvido o conceito da monera como princípio da vida, e de que a morte e a vida são um puro fato químico. Arthur Schopenhauer o teria inspirado a perceber que o aniquilamento da vontade própria seria a única saída para o ser humano. E da Bíblia Sagrada ao qual, também, não contestava sua essência espiritualística, usando-a para contrapor, de forma poeticamente agressiva, os pensamentos remanescentes, em principal os ideais iluministas/materialistas que, endeusando-se, se emergiam na sua época.

Essa filosofia, fora do contexto europeu em que nascera, para Augusto dos Anjos seria a demonstração da realidade que via ao seu redor, com a crise de um modo de produção pré-materialista, proprietários falindo e ex-escravos na miséria. O mundo seria representado por ele, então, como repleto dessa tragédia, cada ser vivenciando-a no nascimento e na morte.

Dedicou-se ao magistério, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde foi professor em vários estabelecimentos de ensino. Faleceu em 12 de novembro de 1914, às 4 horas da madrugada, aos 30 anos, em Leopoldina, Minas Gerais, onde era diretor de um grupo escolar. A causa de sua morte foi a pneumonia.

Durante sua vida, publicou vários poemas em periódicos, o primeiro, Saudade, em 1900. Em 1912, publicou seu livro único de poemas, Eu. Após sua morte, seu amigo Órris Soares organizaria uma edição chamada Eu e Outras Poesias, incluindo poemas até então não publicados pelo autor.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

*Os poemas de Augusto dos Anjos (fortemente influenciados por Charles Baudelaire e Edgar Allan Poe, Cesário Verde e Antero de Quental, Charles Darwin e Friedrich Nietzsche) revelam a sua multiplicidade de interesses: ciências naturais, química, mitologia, matemática, religião, geografia e filosofia.

*Embora tenha escrito em diversos sistemas métricos, foi o soneto decassílabo que consagrou Augusto dos Anjos. Cultivando a morbidez e o dualismo agônico, compôs versos de impactante força e misteriosa musicalidade. Como pode ser comprovado em poemas clássicos como Psicologia de um Vencido ou Versos Íntimos.

Augusto dos Anjos foi um poeta 'avant la lettre', pois soube antecipar alguns recursos da modernidade: pessimismo sobre a condição humana, excesso verborrágico, frequente adjetivação, renovação vocabular e o uso distintivo de recursos gráficos (pontos de exclamação, reticências, letras maiúsculas).

[Pesquisa e fotografia retirados da Internet]
Postar um comentário