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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

LIVRE



Seguias livre como o vento na planície
e as pedras de diluíam, pressentindo
o rumo que tomavas. Cada coisa
repetia teu nome e confundia
os princípios noturnos da linguagem.

Seguias livre como o vento sobre o mar
e só havia no teu gesto aquele
desdenhado silêncio, aquele nunca
acontecido canto, a pura fala
estrangulada nas vogais.

Mas um dia teu canto despertou
as sombras do crepúsculo.
E o pássaro da noite, ouvindo que cantavas,
o teu canto escutou
e, abrindo as asas de veludo,
o pássaro da noite ficou mudo
e um punhado de estrelas te atirou. 

Gilberto Mendonça Teles

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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

LIVRE



Seguias livre como o vento na planície
e as pedras de diluíam, pressentindo
o rumo que tomavas. Cada coisa
repetia teu nome e confundia
os princípios noturnos da linguagem.

Seguias livre como o vento sobre o mar
e só havia no teu gesto aquele
desdenhado silêncio, aquele nunca
acontecido canto, a pura fala
estrangulada nas vogais.

Mas um dia teu canto despertou
as sombras do crepúsculo.
E o pássaro da noite, ouvindo que cantavas,
o teu canto escutou
e, abrindo as asas de veludo,
o pássaro da noite ficou mudo
e um punhado de estrelas te atirou. 

Gilberto Mendonça Teles

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