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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

XVIII


XVIII

Eu vejo animais
nas nuvens que se movem.
Nos muros das casas vejo flores
do tempo móvel feitas.

Estas flores nascem das indiferenças
- estas semprevivas escondidas nas palavras.
Vêm debaixo da terra
e da planta dos pés do homem.
E do nó vivo no peito
feito de humilhação e fome.

Eu vejo animais nas nuvens.
Eu vejo animenos nas navens.

Lindolf Bell
In ‘Código das Águas’
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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

XVIII


XVIII

Eu vejo animais
nas nuvens que se movem.
Nos muros das casas vejo flores
do tempo móvel feitas.

Estas flores nascem das indiferenças
- estas semprevivas escondidas nas palavras.
Vêm debaixo da terra
e da planta dos pés do homem.
E do nó vivo no peito
feito de humilhação e fome.

Eu vejo animais nas nuvens.
Eu vejo animenos nas navens.

Lindolf Bell
In ‘Código das Águas’
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