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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

POEMA



nada a desenhar
sob o diamante do ollhar
poeta no abismo
medular

nem há no fundo
do coração do mundo
sonho ou vento demiurgo
que tudo venha explicar

carne ou metáfora — não importa —
sendo nada tudo alcança:
o poeta é a viagem
mesmo contra a esperança

Afonso Henriques Neto
(Minas Gerais)
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

POEMA



nada a desenhar
sob o diamante do ollhar
poeta no abismo
medular

nem há no fundo
do coração do mundo
sonho ou vento demiurgo
que tudo venha explicar

carne ou metáfora — não importa —
sendo nada tudo alcança:
o poeta é a viagem
mesmo contra a esperança

Afonso Henriques Neto
(Minas Gerais)
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