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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

'Réstia de luz!'



És uma réstia de luz
Que o mundo abriga
Correndo pela madrugada
Como estrela infinita.
Te perco no começo
Do meu caminhar
Sem alimentar temores
Seguindo entre pedras
No teu encalço.
Minha alma fragmenta-se cansada
Mas teu amor a reconstrói
E detenho-me diante da tua miragem
Constelada a dançar.
Não te toco!
Mutilo-me a te olhar
Acabando só por te acenar!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 16/12/2008
Código do Texto: T1337933

'Soneto da Saudade'



O céu desperta triste, em tom cinzento,
qual lhe fora penoso um novo dia;
aos poucos, verte, em gotas, seu lamento...
Um pranto ensimesmado, de agonia.

Um rouco trovejar, pesado, lento,
parece suplicar por alforria,
num rogo já exangue, sem alento...
A chuva... O cinza... A dor... A nostalgia...

O céu despertou triste... O céu sou eu,
perdida num sonhar que feneceu,
sou prisioneira à espera de mercê.

Sonhando conquistar a liberdade
desta prisão, que existe na saudade...
Saudade, tanta, tanta... De você!

Patrícia Neme

'Jornada de Luz!'



Comecei minha jornada
Pretendendo que a vida
Fosse recantos de bosques
Amenos e doces.
Chegaste ao sol poente
Entre musicas e luzes
Trazendo nas mãos
As mais belas rosas do entardecer.
Recebi teu amor ao vento
Aconcheguei-o no sopro da vida,
Emprestei os aromas guardados
Vaguei pelos teus sonhos
Nas viagens de carinho.
E na saudade sem corpo
Partiste como um rio
Que passou além do tempo
Para lugares sem mácula
Purificado pelo perfume do amor!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 15/12/2008
Código do Texto: T1336140

'Anjo Perdido!'



Onde andará o anjo
Que partiu em busca
De uma estrela
Deixando sua luz
No tempo da eternidade?
Ao perdê-lo
Renasci sem ter morrido
E fiz da sua ausência
Um rio avesso
Inexistente!
Andei por caminhos estranhos
Assustada e incerta
Tornei-me amor e saudade
E ao perder seu rosto no infinito
Brindei na taça das lagrimas
A dor diante do mundo
Eternizando seu rastro
Num silêncio ensurdecedor


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 15/12/2008
Código do Texto: T1336142

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

'Quando!'



Quando tudo escureceu, e os ventos fortes
sopraram,
quando a chuva despencou e os pingos
grossos rolaram,
quando eu acendi a vela e vi a paz iluminada,
compreendi que nada seria igual
depois de ti,
pois enfeitaste a vida
como uma alvorada,
como um raio de sol numa manhã sem nuvens,
anunciando a alegria tão sonhada.

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 26/10/08
Código do Texto: T1249837

domingo, 14 de dezembro de 2008

'E SOZINHO MORREMOS NÓS'


(Taj Mahal, considerado o maior símbolo do amor)

No início antes da ida
Diz o poeta a viva voz
Devemos quebrar a noz
Pois nos bordados da vida
Se o nó não segura a linha
O entrançado desalinha
Mas nada muda o destino
Neste mundo lindo e atroz
Cada qual nasce sozinho
E sozinho morremos nós.

Walter Dimenstein
27-06-2002

'Último Soneto'



Quero o manto da noite a velar meu cabelo,
do luar, a centelha, mostrando-me o norte.
Às estrelas suplico, o mais profundo apelo
ao Senhor do existir: que me conceda a morte.

Quero ondas de brisa a ninar-me, em desvelo,
quando o corpo, exaurido, perder o seu porte;
quero o abraço do fogo ao cruel pesadelo
de uma vida sofrida, madrasta, sem sorte.

Que ninguém me lamente, sequer mandem flores
- não suporto o fingir, travestido de cores - ...
Minhas cinzas? Libertas ao vento, mais nada.

Nada mais?... Quero, ainda, a benesse do olvido,
não lembrar deste mundo, infiel, desabrido,
onde o amor tem na dor sua rima adequada.


Patrícia Neme

'Poema? Teorema?'




- Ao poeta Afonso Estebanez -


Não sei dizer do lado mais bonito...
Sequer bem deslindar um teorema;
mas sei, nasce de um ponto o que é infinito
e que o amor... É sempre um gran dilema.

Amar é entregar-se ao pleno rito
de insanidade da paixão extrema.
Por ela, o peito jaz em paz, contrito.
Por ela, nos trucida a dor suprema.

É quando vem, de manso, a poesia,
despida de conceito ou geometria,
e nos conduz ao chão da liberdade.

E o verso nasce alheio ao desencanto,
a rima torna o verbo suave canto...
E quem verseja adentra a eternidade!


Patrícia Neme

'POEMA & TEOREMA'


(Galatea de Esferas- Salvador Dali)

Qual dos lados
de uma esfera
é mais bonito?

Qual o ponto
de um círculo
que é infinito?

Seria o cubo
numa esfera
a geometria?

Toda palavra
é uma esfera
ou é poesia?

E o fonema,
é geometria
ou teorema?

!As palavras
são do estilo
o mais hábil
num poema.

Afonso Estebanez
(Poema dedicado a escritora Patrícia Neme)

'Canção a Minas!'


(Entre Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí,
sul de MG, Fotografia de Fernando Campanella)



Exalto a terra amada
Nas rimas da sua historia
Fazendo das métricas
O sabor das iguarias
E dos deleites das Minas
O mais belo dos horizontes.
Tal um trovador
Canto o nascer das cachoeiras
Que banham suas montanhas
E no dobrar de muitos sinos
Ouço o clamor de seus heróis.
Nas ladeiras encantadas
Descem a “liberdade ainda que tardia”
De um povo guerreiro
Que não se esquece jamais!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 14/12/2008
Código do Texto: T1334691

'Meu Voar!'



Quero saltar ao vento
Tal um pássaro errante
Ver estrelas brilhantes
Deixando o tempo livre me levar
Meus pés tímidos sustentam-me
E meus braços estendidos no ar
Abraçam a liberdade
Nas asas da minha vida
Sem rastros deixar
Entre o céu e o mar!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 14/12/2008
Código do Texto: T1334692

sábado, 13 de dezembro de 2008

'AO TE LEMBRARES DE MIM...'




Quando te lembrares de mim
não necessitarei da memória
trancada no fundo da gaveta
ou das recordações restadas
na pena separada da caneta.

O ressonho dos teus sonhos
não te lembrará quem fomos
quando te lembrares de mim.

E serei tua manhã de manhã
na soleira de meu doce olhar
para fitar na tua luz ausente
o destino de reviver em mim.

E já terei reescrito a história
de tanto amor não resolvido
nas pétalas das rosas secas
que tu deixaste desfolhadas
na saudade do meu jardim...


Afonso Estebanez
(Dedicado a Maria Eduarda Marques Francisco
minha 500ª amiga adicionada em Dez.13.2008)

'Teus olhos, Meus horizontes!'


(Willem Haenraests)

Busquei-te hoje
Na primeira solidão
Quando andavas distraído
Nos campos das manhãs
Te busquei nos sóis azuis
Do teu olhar
Tal duas estrelas serenas
A brilhar na madrugada,
Alheias a saudade
Que me abatia.
Pousei nos teus ombros
Como a brisa
Abraçando o sonho que criei
Misturando nossos sons
Nossos dons
Nossas vidas!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 12/12/2008
Código do Texto: T1331346

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

'NÃO VOU DESISTIR DAS ROSAS...'



Faço um poema como meu jardineiro faz a rosa:
porque rosas são rosas, não precisam de nada.

O momento que a vida cria para me contemplar
com restos de esperanças de amor sem limites,
levo-os na alma foragida ao mais além de mim.

Despejo-o no ouvido de Deus meu hospedeiro.
Deixo-me desatinar pelo meu louco de aluguel,
implorando para que ao menos o último bafejo
da brisa passageira seja um beijo de presente
para as rosas do meu jardim...


Afonso Estebanez
(Presente de Natal/2008 a todas as almas
femininas que durante este ano honraram
como “deusas” o solo virtual desta página)

'Ilusões Infinitas!'



Percorri estradas
Onde horizontes avermelhados
Fizeram-me caminhar
A um expoente diferente
De todas as emoções já sentidas.
Minhas fantasias impressas
Na cor da vida,
Pulsam em cada verso
Fazendo-me acreditar
Que as ilusões infinitas
Poderão se tornar amanhã
A mais linda realidade!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 10/12/2008
Código do Texto: T1328910

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

'Réstia de luz!'



És uma réstia de luz
Que o mundo abriga
Correndo pela madrugada
Como estrela infinita.
Te perco no começo
Do meu caminhar
Sem alimentar temores
Seguindo entre pedras
No teu encalço.
Minha alma fragmenta-se cansada
Mas teu amor a reconstrói
E detenho-me diante da tua miragem
Constelada a dançar.
Não te toco!
Mutilo-me a te olhar
Acabando só por te acenar!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 16/12/2008
Código do Texto: T1337933

'Soneto da Saudade'



O céu desperta triste, em tom cinzento,
qual lhe fora penoso um novo dia;
aos poucos, verte, em gotas, seu lamento...
Um pranto ensimesmado, de agonia.

Um rouco trovejar, pesado, lento,
parece suplicar por alforria,
num rogo já exangue, sem alento...
A chuva... O cinza... A dor... A nostalgia...

O céu despertou triste... O céu sou eu,
perdida num sonhar que feneceu,
sou prisioneira à espera de mercê.

Sonhando conquistar a liberdade
desta prisão, que existe na saudade...
Saudade, tanta, tanta... De você!

Patrícia Neme

'Jornada de Luz!'



Comecei minha jornada
Pretendendo que a vida
Fosse recantos de bosques
Amenos e doces.
Chegaste ao sol poente
Entre musicas e luzes
Trazendo nas mãos
As mais belas rosas do entardecer.
Recebi teu amor ao vento
Aconcheguei-o no sopro da vida,
Emprestei os aromas guardados
Vaguei pelos teus sonhos
Nas viagens de carinho.
E na saudade sem corpo
Partiste como um rio
Que passou além do tempo
Para lugares sem mácula
Purificado pelo perfume do amor!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 15/12/2008
Código do Texto: T1336140

'Anjo Perdido!'



Onde andará o anjo
Que partiu em busca
De uma estrela
Deixando sua luz
No tempo da eternidade?
Ao perdê-lo
Renasci sem ter morrido
E fiz da sua ausência
Um rio avesso
Inexistente!
Andei por caminhos estranhos
Assustada e incerta
Tornei-me amor e saudade
E ao perder seu rosto no infinito
Brindei na taça das lagrimas
A dor diante do mundo
Eternizando seu rastro
Num silêncio ensurdecedor


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 15/12/2008
Código do Texto: T1336142

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

'Quando!'



Quando tudo escureceu, e os ventos fortes
sopraram,
quando a chuva despencou e os pingos
grossos rolaram,
quando eu acendi a vela e vi a paz iluminada,
compreendi que nada seria igual
depois de ti,
pois enfeitaste a vida
como uma alvorada,
como um raio de sol numa manhã sem nuvens,
anunciando a alegria tão sonhada.

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 26/10/08
Código do Texto: T1249837

domingo, 14 de dezembro de 2008

'E SOZINHO MORREMOS NÓS'


(Taj Mahal, considerado o maior símbolo do amor)

No início antes da ida
Diz o poeta a viva voz
Devemos quebrar a noz
Pois nos bordados da vida
Se o nó não segura a linha
O entrançado desalinha
Mas nada muda o destino
Neste mundo lindo e atroz
Cada qual nasce sozinho
E sozinho morremos nós.

Walter Dimenstein
27-06-2002

'Último Soneto'



Quero o manto da noite a velar meu cabelo,
do luar, a centelha, mostrando-me o norte.
Às estrelas suplico, o mais profundo apelo
ao Senhor do existir: que me conceda a morte.

Quero ondas de brisa a ninar-me, em desvelo,
quando o corpo, exaurido, perder o seu porte;
quero o abraço do fogo ao cruel pesadelo
de uma vida sofrida, madrasta, sem sorte.

Que ninguém me lamente, sequer mandem flores
- não suporto o fingir, travestido de cores - ...
Minhas cinzas? Libertas ao vento, mais nada.

Nada mais?... Quero, ainda, a benesse do olvido,
não lembrar deste mundo, infiel, desabrido,
onde o amor tem na dor sua rima adequada.


Patrícia Neme

'Poema? Teorema?'




- Ao poeta Afonso Estebanez -


Não sei dizer do lado mais bonito...
Sequer bem deslindar um teorema;
mas sei, nasce de um ponto o que é infinito
e que o amor... É sempre um gran dilema.

Amar é entregar-se ao pleno rito
de insanidade da paixão extrema.
Por ela, o peito jaz em paz, contrito.
Por ela, nos trucida a dor suprema.

É quando vem, de manso, a poesia,
despida de conceito ou geometria,
e nos conduz ao chão da liberdade.

E o verso nasce alheio ao desencanto,
a rima torna o verbo suave canto...
E quem verseja adentra a eternidade!


Patrícia Neme

'POEMA & TEOREMA'


(Galatea de Esferas- Salvador Dali)

Qual dos lados
de uma esfera
é mais bonito?

Qual o ponto
de um círculo
que é infinito?

Seria o cubo
numa esfera
a geometria?

Toda palavra
é uma esfera
ou é poesia?

E o fonema,
é geometria
ou teorema?

!As palavras
são do estilo
o mais hábil
num poema.

Afonso Estebanez
(Poema dedicado a escritora Patrícia Neme)

'Canção a Minas!'


(Entre Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí,
sul de MG, Fotografia de Fernando Campanella)



Exalto a terra amada
Nas rimas da sua historia
Fazendo das métricas
O sabor das iguarias
E dos deleites das Minas
O mais belo dos horizontes.
Tal um trovador
Canto o nascer das cachoeiras
Que banham suas montanhas
E no dobrar de muitos sinos
Ouço o clamor de seus heróis.
Nas ladeiras encantadas
Descem a “liberdade ainda que tardia”
De um povo guerreiro
Que não se esquece jamais!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 14/12/2008
Código do Texto: T1334691

'Meu Voar!'



Quero saltar ao vento
Tal um pássaro errante
Ver estrelas brilhantes
Deixando o tempo livre me levar
Meus pés tímidos sustentam-me
E meus braços estendidos no ar
Abraçam a liberdade
Nas asas da minha vida
Sem rastros deixar
Entre o céu e o mar!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 14/12/2008
Código do Texto: T1334692

sábado, 13 de dezembro de 2008

'AO TE LEMBRARES DE MIM...'




Quando te lembrares de mim
não necessitarei da memória
trancada no fundo da gaveta
ou das recordações restadas
na pena separada da caneta.

O ressonho dos teus sonhos
não te lembrará quem fomos
quando te lembrares de mim.

E serei tua manhã de manhã
na soleira de meu doce olhar
para fitar na tua luz ausente
o destino de reviver em mim.

E já terei reescrito a história
de tanto amor não resolvido
nas pétalas das rosas secas
que tu deixaste desfolhadas
na saudade do meu jardim...


Afonso Estebanez
(Dedicado a Maria Eduarda Marques Francisco
minha 500ª amiga adicionada em Dez.13.2008)

'Teus olhos, Meus horizontes!'


(Willem Haenraests)

Busquei-te hoje
Na primeira solidão
Quando andavas distraído
Nos campos das manhãs
Te busquei nos sóis azuis
Do teu olhar
Tal duas estrelas serenas
A brilhar na madrugada,
Alheias a saudade
Que me abatia.
Pousei nos teus ombros
Como a brisa
Abraçando o sonho que criei
Misturando nossos sons
Nossos dons
Nossas vidas!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 12/12/2008
Código do Texto: T1331346

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

'NÃO VOU DESISTIR DAS ROSAS...'



Faço um poema como meu jardineiro faz a rosa:
porque rosas são rosas, não precisam de nada.

O momento que a vida cria para me contemplar
com restos de esperanças de amor sem limites,
levo-os na alma foragida ao mais além de mim.

Despejo-o no ouvido de Deus meu hospedeiro.
Deixo-me desatinar pelo meu louco de aluguel,
implorando para que ao menos o último bafejo
da brisa passageira seja um beijo de presente
para as rosas do meu jardim...


Afonso Estebanez
(Presente de Natal/2008 a todas as almas
femininas que durante este ano honraram
como “deusas” o solo virtual desta página)

'Ilusões Infinitas!'



Percorri estradas
Onde horizontes avermelhados
Fizeram-me caminhar
A um expoente diferente
De todas as emoções já sentidas.
Minhas fantasias impressas
Na cor da vida,
Pulsam em cada verso
Fazendo-me acreditar
Que as ilusões infinitas
Poderão se tornar amanhã
A mais linda realidade!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 10/12/2008
Código do Texto: T1328910