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terça-feira, 18 de maio de 2010

62


Acendo a cigarrilha e me preparo,
diante desse mar azul e frio,
para enfrentar o tempo sem amparo,
só um caminho, instável como um rio.

Abro o caderno, a página vazada
de esperas e de ausências, desmesura
sem essa estrela que, na noite, alada,
disponha sua marca negra e impura.

Grafo sinais, me esqueço nessa hora
que se estende, inexoravelmente,
sobre mim, a jogar sílabas fora.

Olho o horizonte, um albatroz vislumbra
o peixe que saciará sua fome –
e eu devoro palavras na penumbra.

Renato Tapado
In Palavras na Penumbra
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terça-feira, 18 de maio de 2010

62


Acendo a cigarrilha e me preparo,
diante desse mar azul e frio,
para enfrentar o tempo sem amparo,
só um caminho, instável como um rio.

Abro o caderno, a página vazada
de esperas e de ausências, desmesura
sem essa estrela que, na noite, alada,
disponha sua marca negra e impura.

Grafo sinais, me esqueço nessa hora
que se estende, inexoravelmente,
sobre mim, a jogar sílabas fora.

Olho o horizonte, um albatroz vislumbra
o peixe que saciará sua fome –
e eu devoro palavras na penumbra.

Renato Tapado
In Palavras na Penumbra
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