Seja bem-vindo. Hoje é

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

'Um sonho Multicor !'



Deixo minha alma
Divagar pelo universo
Repousando sobre ti
Nesse cosmo errante.
Perco-me para te encontrar
Num vôo multicor,
Nos vestígios delicados
Que perduram
Na cadência das partituras,
Que nascem entre as muralhas encantadas
Da minha fantasia.
E meus sonhos prisioneiros
Perambulam nas contradições
Do toque de uma clave.
Sem rumo...
Sem ti!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 10/12/2008
Código do Texto: T1328817

'Adormeço Com a Saudade!'


Despeço-me do sol
Por um longo e reconfortante
Período de tempo
E o cansaço me faz
Perder a sensatez
Num sono reparador
As luzes celestes
Invadem a noite
E tu estavas lá
No horizonte colorido
E entre todas as estrelas
Tua luz era única
E nesse encontro
Decidimos partilhar
O espaço, o momento.
Brindamos com o vinho da saudade
O sonho
Do qual não quero acordar!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 10/12/2008
Código do Texto: T1329053

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

'Despedida!'




Partiste sem despedidas
Levando em tuas mãos
Apenas a companhia das estrelas.
Deixaste ao acaso
Um caminho a percorrer
E através do nosso mundo,
Entendi como o nada
Pode transformar-se em tudo.
Escutei em segredo
O murmurar da esperança
De encontrarmos no tempo e no espaço
Na ponte que recupera e mantém mundos
Tal porta aberta para outras dimensões.

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 29/11/2008
Código do Texto: T1309316

'CHEGANÇA'



Eu te trouxe de presente um olhar.
Um olhar que achei escondido entre as pedras do rosário
E que brincava de encantamento com a Virgem Maria.

Eu te trouxe de presente um olhar.
Desses que não descuidam de nenhum movimento
E que de tão atentos se tornam anjos da guarda.

Eu te trouxe de presente um olhar.
Desses que contém dentro de si tamanha proteção
Que os olhos deles parecem um mar de cheganças.

Eu te trouxe de presente um olhar.
Desses que revelam uma entrega tão desmedida
Que se tornam portas de entrada de todas as abnegações.

Eu te trouxe de presente um olhar.
Apenas um olhar. Nada mais, além do meu servo olhar.

Oswaldo Antônio Begiato

'Natal de Todos os Tempos!'



Nasce no coração do Universo,
Para ensinar que o tempo é de colher
Esperança e paz,
O Filho de Deus,
Na ternura de uma criança!
Nas palavras que proferiu
Adornadas com rosas do amor,
Pregou a união de povos e nações
Sem cores de raças;
A aquisição da fé
Quando muitos a perderam,
O endereço certo
Onde tantos outros
Não sabem para onde ir.
Fez da estrela guia
A luz da sabedoria
Na magia do recomeço
E brotou a semente da compreensão
No sonho da liberdade!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 08/12/2008
Código do Texto: T1325687

'REFLEXÃO SOBRE O NATAL'




Algo entre nós não quer ser a caça do medo
nem a eterna esperança que o medo desfaz.
Algo entre nós que não é feito de brinquedo
mas da quebra dos pactos de vida sem paz.

Algo entre nós como a ressurreição da rosa
num renascer gentil de auroras encantadas
como algo que retorna à infância venturosa
para tecer os novos sonhos de mãos dadas.

Algo entre nós que nos divide e multiplica,
que nos semeia e colhe com o dom da flor.
Algo em silêncio que não fala, mas explica
a razão da regra sem a exceção do amor!

Afonso Estebanez
(Natal de 2008)

'Carrossel dos sonhos... '


('O carrossel" Tela de Mark Gertler-1916)


Gira meus sonhos,
Como um carrossel...
Trazendo-me a beleza
das flores imaculadas,
sem véu.
Sonhos coloridos de
amores atrevidos,
beijos de mel...
Encontros que nos
transportam ao céu,
onde a felicidade nos
coroa sempre.

Mas...

Tem os sonhos
em preto e branco,
sem nenhum encanto...
Girando...
Girando...
Até chegar nos sonhos
coloridos que são os
meu preferidos,
no gira , gira desse
carrossel.

Valquíria Cordeiro

'REENGENHARIA'




Não vim trazer pedras,
Nem vim buscar penas.
Vim sorrir um sorriso novo.

Oswaldo Antônio Begiato

'Ave-poesia'




Ave-poesia
Cheia de graça
O poeta é convosco
Bendita sois vós
Entre as artes
E bendito o verso
Que nossa mente
Reluz

Santa-poesia
Filha de deuses
Rimai por nós prosadores
Agora e na hora
De nossa inspiração

Amem!!!


(Catulo Fernandes)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

'PROPÓSITO'



Mais que anseio, ou libelo,
Seja a poesia devoção ,
O que se escuta e se resguarda,
O que das impossibilidades ainda resvala
E dos deuses tem a unção.

Mais que o que me transcende,
O ser ideal,
Seja o poema um desvelo,
O ajuste de um espelho
Um melhor se mirar.

E assim, pespontando meu tecido do mundo,
Ora me apanhe , ora me escape, o verso,
Sem nunca, irrevogavelmente, me deixar.

Ouvido das palavras duras e mansas,
E boca de acordes sem fim,
Seja o poema o saldo
Dos frutos remidos, e ruins,
e mar que me alivia
enquanto vazando de mim.

Meu reino, tenham os versos
O valor dos cânticos de êxtases
E de miséria ,em louvor...
Riso e pena, transubstanciação,
Sombra em luz, e toda intrínseca cor.

Mais que milagre ou dom,
Traga a poesia , malgrado artifício,
O natural ‘per se’,
O fundamento dos orbes,
leveza abismal,
O sonido,
o sal......


(Fernando Campanella, 1986)

'X"



Outubro in memoriam:
coração ebuliente de amor.
Sibipirunas então floridas
davam o tom.

Outubros,
a premência dos ciclos,
Sibipirunas em reflor.

Mas o tempo, o tempo
Vai colhendo distância
E esculpindo eternidade.


F.Campanella
Poema da série Efemérides.

'A VOLTA!'




Já que afinal vais embora
(supondo que tens razão)
depois que tiveres ido
consulta o teu coração
e vê como sem sentido
nossas vidas ficarão.
Se enquanto estiveres fora
de repente pressentires
como infeliz és agora,
quanto infeliz sou também,
pensa - antes de voltares -
que não foi bom tu partires
aumentando os meus pesares
- e só depois disso, vem.

Théo Drummond

'Travessia de uma Estrela!'




Atravessei inúmeros desertos
Para perder o medo das verdades
Que me foram destinadas.
Caminhei ao lado dos teus passos
Retratando tesouros
Buscando nas preciosidades eternas
Ética, luz e coragem.
Temperei a alma e o caráter
Tendo você, o meu maior referencial
Poliste meu talento
E no mundo da fantasia
Fizeste da dor, o alento
Cantaste a canção do vento
Buscando na musa distante
A poesia como fonte
E entre risos, lágrimas e emoções
Fizeste de mim
A mais bela estrela viajante!

Conceição Bentes
(Dedico ao poeta Théo Drummond)
Publicado no Recanto das Letras em 08/12/2008
Código do Texto: T1324378

'TEMPOS'



De hora em hora eu espero o teu minuto,
sentindo os segundos da chegada
e os séculos de tua partida.

O tempo não é mais a hora.
A hora é do tamanho que eu dou.
Vem, pois, num instantinho de vontade,
cede à minha saudade,
mesmo que não fiques mais.

Temo que o tempo se finde para sempre
e um outro tempo demente
custe em trazer-te inda mais.
Meus momentos melhores estão em ti
e são inigualáveis e não são ruins,
apenas se desencontraram de nós.

De hora em hora eu morro um ano
mas, juro, ainda te amo
aguardando no secular desprezo que ficou
o milenar desejo deste instante.


Paulino Vergetti Neto
Publicado no Recanto das Letras em 08/12/2008
Código do Texto: 1324445

domingo, 7 de dezembro de 2008

'Soneto dos Sentimentos! '



Quis te fazer um soneto definitivo
Que falasse do sentimento
Mis belo e profundo
Fazendo da simplicidade
A exatidão do meu amor.
Mas perdi-me no labirinto das palavras
Diante da imensidão desse caminhar
Tal como raio, chegaste
Alimentando meu ser de força e coragem
Fazendo-me triunfar na canção
Que poucos ouviram
Só tu escutaste!


Conceição Bentes
(Dedico a amiga Madalena Schuck)
Publicado no Recanto das Letras em 01/12/2008
Código do Texto: T1312435

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

'Um sonho Multicor !'



Deixo minha alma
Divagar pelo universo
Repousando sobre ti
Nesse cosmo errante.
Perco-me para te encontrar
Num vôo multicor,
Nos vestígios delicados
Que perduram
Na cadência das partituras,
Que nascem entre as muralhas encantadas
Da minha fantasia.
E meus sonhos prisioneiros
Perambulam nas contradições
Do toque de uma clave.
Sem rumo...
Sem ti!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 10/12/2008
Código do Texto: T1328817

'Adormeço Com a Saudade!'


Despeço-me do sol
Por um longo e reconfortante
Período de tempo
E o cansaço me faz
Perder a sensatez
Num sono reparador
As luzes celestes
Invadem a noite
E tu estavas lá
No horizonte colorido
E entre todas as estrelas
Tua luz era única
E nesse encontro
Decidimos partilhar
O espaço, o momento.
Brindamos com o vinho da saudade
O sonho
Do qual não quero acordar!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 10/12/2008
Código do Texto: T1329053

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

'Despedida!'




Partiste sem despedidas
Levando em tuas mãos
Apenas a companhia das estrelas.
Deixaste ao acaso
Um caminho a percorrer
E através do nosso mundo,
Entendi como o nada
Pode transformar-se em tudo.
Escutei em segredo
O murmurar da esperança
De encontrarmos no tempo e no espaço
Na ponte que recupera e mantém mundos
Tal porta aberta para outras dimensões.

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 29/11/2008
Código do Texto: T1309316

'CHEGANÇA'



Eu te trouxe de presente um olhar.
Um olhar que achei escondido entre as pedras do rosário
E que brincava de encantamento com a Virgem Maria.

Eu te trouxe de presente um olhar.
Desses que não descuidam de nenhum movimento
E que de tão atentos se tornam anjos da guarda.

Eu te trouxe de presente um olhar.
Desses que contém dentro de si tamanha proteção
Que os olhos deles parecem um mar de cheganças.

Eu te trouxe de presente um olhar.
Desses que revelam uma entrega tão desmedida
Que se tornam portas de entrada de todas as abnegações.

Eu te trouxe de presente um olhar.
Apenas um olhar. Nada mais, além do meu servo olhar.

Oswaldo Antônio Begiato

'Natal de Todos os Tempos!'



Nasce no coração do Universo,
Para ensinar que o tempo é de colher
Esperança e paz,
O Filho de Deus,
Na ternura de uma criança!
Nas palavras que proferiu
Adornadas com rosas do amor,
Pregou a união de povos e nações
Sem cores de raças;
A aquisição da fé
Quando muitos a perderam,
O endereço certo
Onde tantos outros
Não sabem para onde ir.
Fez da estrela guia
A luz da sabedoria
Na magia do recomeço
E brotou a semente da compreensão
No sonho da liberdade!

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 08/12/2008
Código do Texto: T1325687

'REFLEXÃO SOBRE O NATAL'




Algo entre nós não quer ser a caça do medo
nem a eterna esperança que o medo desfaz.
Algo entre nós que não é feito de brinquedo
mas da quebra dos pactos de vida sem paz.

Algo entre nós como a ressurreição da rosa
num renascer gentil de auroras encantadas
como algo que retorna à infância venturosa
para tecer os novos sonhos de mãos dadas.

Algo entre nós que nos divide e multiplica,
que nos semeia e colhe com o dom da flor.
Algo em silêncio que não fala, mas explica
a razão da regra sem a exceção do amor!

Afonso Estebanez
(Natal de 2008)

'Carrossel dos sonhos... '


('O carrossel" Tela de Mark Gertler-1916)


Gira meus sonhos,
Como um carrossel...
Trazendo-me a beleza
das flores imaculadas,
sem véu.
Sonhos coloridos de
amores atrevidos,
beijos de mel...
Encontros que nos
transportam ao céu,
onde a felicidade nos
coroa sempre.

Mas...

Tem os sonhos
em preto e branco,
sem nenhum encanto...
Girando...
Girando...
Até chegar nos sonhos
coloridos que são os
meu preferidos,
no gira , gira desse
carrossel.

Valquíria Cordeiro

'REENGENHARIA'




Não vim trazer pedras,
Nem vim buscar penas.
Vim sorrir um sorriso novo.

Oswaldo Antônio Begiato

'Ave-poesia'




Ave-poesia
Cheia de graça
O poeta é convosco
Bendita sois vós
Entre as artes
E bendito o verso
Que nossa mente
Reluz

Santa-poesia
Filha de deuses
Rimai por nós prosadores
Agora e na hora
De nossa inspiração

Amem!!!


(Catulo Fernandes)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

'PROPÓSITO'



Mais que anseio, ou libelo,
Seja a poesia devoção ,
O que se escuta e se resguarda,
O que das impossibilidades ainda resvala
E dos deuses tem a unção.

Mais que o que me transcende,
O ser ideal,
Seja o poema um desvelo,
O ajuste de um espelho
Um melhor se mirar.

E assim, pespontando meu tecido do mundo,
Ora me apanhe , ora me escape, o verso,
Sem nunca, irrevogavelmente, me deixar.

Ouvido das palavras duras e mansas,
E boca de acordes sem fim,
Seja o poema o saldo
Dos frutos remidos, e ruins,
e mar que me alivia
enquanto vazando de mim.

Meu reino, tenham os versos
O valor dos cânticos de êxtases
E de miséria ,em louvor...
Riso e pena, transubstanciação,
Sombra em luz, e toda intrínseca cor.

Mais que milagre ou dom,
Traga a poesia , malgrado artifício,
O natural ‘per se’,
O fundamento dos orbes,
leveza abismal,
O sonido,
o sal......


(Fernando Campanella, 1986)

'X"



Outubro in memoriam:
coração ebuliente de amor.
Sibipirunas então floridas
davam o tom.

Outubros,
a premência dos ciclos,
Sibipirunas em reflor.

Mas o tempo, o tempo
Vai colhendo distância
E esculpindo eternidade.


F.Campanella
Poema da série Efemérides.

'A VOLTA!'




Já que afinal vais embora
(supondo que tens razão)
depois que tiveres ido
consulta o teu coração
e vê como sem sentido
nossas vidas ficarão.
Se enquanto estiveres fora
de repente pressentires
como infeliz és agora,
quanto infeliz sou também,
pensa - antes de voltares -
que não foi bom tu partires
aumentando os meus pesares
- e só depois disso, vem.

Théo Drummond

'Travessia de uma Estrela!'




Atravessei inúmeros desertos
Para perder o medo das verdades
Que me foram destinadas.
Caminhei ao lado dos teus passos
Retratando tesouros
Buscando nas preciosidades eternas
Ética, luz e coragem.
Temperei a alma e o caráter
Tendo você, o meu maior referencial
Poliste meu talento
E no mundo da fantasia
Fizeste da dor, o alento
Cantaste a canção do vento
Buscando na musa distante
A poesia como fonte
E entre risos, lágrimas e emoções
Fizeste de mim
A mais bela estrela viajante!

Conceição Bentes
(Dedico ao poeta Théo Drummond)
Publicado no Recanto das Letras em 08/12/2008
Código do Texto: T1324378

'TEMPOS'



De hora em hora eu espero o teu minuto,
sentindo os segundos da chegada
e os séculos de tua partida.

O tempo não é mais a hora.
A hora é do tamanho que eu dou.
Vem, pois, num instantinho de vontade,
cede à minha saudade,
mesmo que não fiques mais.

Temo que o tempo se finde para sempre
e um outro tempo demente
custe em trazer-te inda mais.
Meus momentos melhores estão em ti
e são inigualáveis e não são ruins,
apenas se desencontraram de nós.

De hora em hora eu morro um ano
mas, juro, ainda te amo
aguardando no secular desprezo que ficou
o milenar desejo deste instante.


Paulino Vergetti Neto
Publicado no Recanto das Letras em 08/12/2008
Código do Texto: 1324445

domingo, 7 de dezembro de 2008

'Soneto dos Sentimentos! '



Quis te fazer um soneto definitivo
Que falasse do sentimento
Mis belo e profundo
Fazendo da simplicidade
A exatidão do meu amor.
Mas perdi-me no labirinto das palavras
Diante da imensidão desse caminhar
Tal como raio, chegaste
Alimentando meu ser de força e coragem
Fazendo-me triunfar na canção
Que poucos ouviram
Só tu escutaste!


Conceição Bentes
(Dedico a amiga Madalena Schuck)
Publicado no Recanto das Letras em 01/12/2008
Código do Texto: T1312435