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terça-feira, 7 de junho de 2011

A MEDIDA DO AZUL


A medida do azul é o estender-se
do olhar por sobre os seres. Esse arguto
perceber que se tem de não mover-se
o objeto - já por ser absoluto.

A medida do azul é ver um luto
contido em toda flor e o abster-se,
cada qual de assumir seu tom enxuto
e noutro que o não seu absorver-se.

A medida do azul, pelo contrário,
não é ver no horizonte o fim do olhar,
mas o ter desta vida aonde chegar,

pois ali tem o mundo o seu ovário:
e o retorno acontece, sempre estável,
eis que o azul é o início do infindável

Ernesto Penafort

Ernesto Penafort nasceu em Manaus, Amazonas, em 27 de
março de 1936 e faleceu na mesma cidade em 3 de junho de
1992. Na década de 60,estudou Ciências Sociais na
Universidade do Brasil, abandonando o curso devido ao
clima político vivido pelo País.

Formou-se em Direito pela Universidade Federal do
Amazonas. Era jornalista, poeta, contista. Morou 11 anos
no Rio de Janeiro e só não se formou em Ciências Sociais
pela Universidade do Brasil porque se desentendeu com um
professor faltando um ano para concluir o curso. Foi
redator da Rádio Nacional do Rio de Janeiro e da Folha de
São Paulo. Voltando para Manaus, trabalhou na Fundação
Cultural do Amazonas. Foi membro do Clube da Madrugada e
um de seus presidentes.

Um dos poetas mais importantes de sua geração. Sua
poesia se situa no contexto dos anos 70 do século passado,
época de opressão e cerceamento das liberdades.
Os textos de Penafort refletem inconformismo diante da
realidade, preocupação humana e anseio de liberdade. O
azul é metáfora de seu fazer poético.
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terça-feira, 7 de junho de 2011

A MEDIDA DO AZUL


A medida do azul é o estender-se
do olhar por sobre os seres. Esse arguto
perceber que se tem de não mover-se
o objeto - já por ser absoluto.

A medida do azul é ver um luto
contido em toda flor e o abster-se,
cada qual de assumir seu tom enxuto
e noutro que o não seu absorver-se.

A medida do azul, pelo contrário,
não é ver no horizonte o fim do olhar,
mas o ter desta vida aonde chegar,

pois ali tem o mundo o seu ovário:
e o retorno acontece, sempre estável,
eis que o azul é o início do infindável

Ernesto Penafort

Ernesto Penafort nasceu em Manaus, Amazonas, em 27 de
março de 1936 e faleceu na mesma cidade em 3 de junho de
1992. Na década de 60,estudou Ciências Sociais na
Universidade do Brasil, abandonando o curso devido ao
clima político vivido pelo País.

Formou-se em Direito pela Universidade Federal do
Amazonas. Era jornalista, poeta, contista. Morou 11 anos
no Rio de Janeiro e só não se formou em Ciências Sociais
pela Universidade do Brasil porque se desentendeu com um
professor faltando um ano para concluir o curso. Foi
redator da Rádio Nacional do Rio de Janeiro e da Folha de
São Paulo. Voltando para Manaus, trabalhou na Fundação
Cultural do Amazonas. Foi membro do Clube da Madrugada e
um de seus presidentes.

Um dos poetas mais importantes de sua geração. Sua
poesia se situa no contexto dos anos 70 do século passado,
época de opressão e cerceamento das liberdades.
Os textos de Penafort refletem inconformismo diante da
realidade, preocupação humana e anseio de liberdade. O
azul é metáfora de seu fazer poético.
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