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terça-feira, 22 de junho de 2010

PARTINDO



(The first will be the last.
Evangelho)


– Já, Saudade?... de amores enfermos,
Ai a terra que vamos deixar!
De tão ledos, quão tristes os ermos
Da esplanada de alheio solar!
E das mágoas tão tuas, que eu sinto,
Eu não vejo, não vemos os termos –
Do áureo sonho nas sombras extinto,
Deus! quão pálido de hoje o acordar!

Sobre a relva doirada da tarde
Estenderam-se os raios do sol;
Há, da calma o fulgor, a saudade
De um mortuário formoso lençol:
Vês? – e a esp'rança não deixa-nos ainda
Do viver todos juntos, de que há-de
A nossa alma haver pátria d'infinda
Sempre-flor, sempre róseo arrebol.


Sousândrade
(1875)
*Joaquim de Sousa Andrade mais conhecido por Sousândrade
Nascimento- Guimarães,MA, 9 de julho de 1833-
Morte-São Luís,MA, 21 de abril de 1902)
Formou-se em Letras pela Sorbonne, em Paris, onde fez também o curso de engenharia de minas.
Republicano convicto e militante, transfere-se, em 1870, para os Estados Unidos.
Publicou seu primeiro livro de poesia, Harpas Selvagens, em 1857. Viajou por vários países até fixar-se nos Estados Unidos em 1871, onde publicou a obra poética O Guesa, em que utiliza recursos expressivos, como a criação de neologismos e de metáforas vertiginosas, que só foram valorizados muito depois de sua morte, sucessivamente ampliada e corrigida nos anos seguintes. No período de 1871 a 1879 foi secretário e colaborador do periódico O Novo Mundo, dirigido por José Carlos Rodrigues em Nova York (EUA)Ao final de sua vida, volta ao Maranhão, incompreendido e só, tido maldosamente como louco, morre só e na mais completa pobreza. .
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terça-feira, 22 de junho de 2010

PARTINDO



(The first will be the last.
Evangelho)


– Já, Saudade?... de amores enfermos,
Ai a terra que vamos deixar!
De tão ledos, quão tristes os ermos
Da esplanada de alheio solar!
E das mágoas tão tuas, que eu sinto,
Eu não vejo, não vemos os termos –
Do áureo sonho nas sombras extinto,
Deus! quão pálido de hoje o acordar!

Sobre a relva doirada da tarde
Estenderam-se os raios do sol;
Há, da calma o fulgor, a saudade
De um mortuário formoso lençol:
Vês? – e a esp'rança não deixa-nos ainda
Do viver todos juntos, de que há-de
A nossa alma haver pátria d'infinda
Sempre-flor, sempre róseo arrebol.


Sousândrade
(1875)
*Joaquim de Sousa Andrade mais conhecido por Sousândrade
Nascimento- Guimarães,MA, 9 de julho de 1833-
Morte-São Luís,MA, 21 de abril de 1902)
Formou-se em Letras pela Sorbonne, em Paris, onde fez também o curso de engenharia de minas.
Republicano convicto e militante, transfere-se, em 1870, para os Estados Unidos.
Publicou seu primeiro livro de poesia, Harpas Selvagens, em 1857. Viajou por vários países até fixar-se nos Estados Unidos em 1871, onde publicou a obra poética O Guesa, em que utiliza recursos expressivos, como a criação de neologismos e de metáforas vertiginosas, que só foram valorizados muito depois de sua morte, sucessivamente ampliada e corrigida nos anos seguintes. No período de 1871 a 1879 foi secretário e colaborador do periódico O Novo Mundo, dirigido por José Carlos Rodrigues em Nova York (EUA)Ao final de sua vida, volta ao Maranhão, incompreendido e só, tido maldosamente como louco, morre só e na mais completa pobreza. .
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