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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

"SONETO DO GOSTO DE CINZA"




Levo um gosto de cinza pela boca,
uma assembléia doida de cansaços,
e uma tristeza, uma agonia louca,
como a dor que transborda dos meus braços
e se desmancha em rios pela terra
e arrasta os peixes todos para o anzol
e põe dentro de mim confusa guerra
e resiste ao luar, resiste ao sol,
desce em meu coração como um castigo
e me tem de mim mesmo dividido.
Mas tu, sereno sonho, porto, abrigo
contra os ventos do abismo ressentido,
farás do incêndio amargo destas horas
o berço de suavíssimas auroras.


Odylo Costa Filho
in Cantiga Incompleta
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

"SONETO DO GOSTO DE CINZA"




Levo um gosto de cinza pela boca,
uma assembléia doida de cansaços,
e uma tristeza, uma agonia louca,
como a dor que transborda dos meus braços
e se desmancha em rios pela terra
e arrasta os peixes todos para o anzol
e põe dentro de mim confusa guerra
e resiste ao luar, resiste ao sol,
desce em meu coração como um castigo
e me tem de mim mesmo dividido.
Mas tu, sereno sonho, porto, abrigo
contra os ventos do abismo ressentido,
farás do incêndio amargo destas horas
o berço de suavíssimas auroras.


Odylo Costa Filho
in Cantiga Incompleta
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