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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

''A cada tempo um pouco mais''


A contundência da palavra outubro,
a sutileza da palavra pétala,
o cuidado ao lidar com espinhos,
o prazer de saborear frutas tenras,
a necessidade de ser pego pela paixão,
a inevitável dor de quem parte,
a saudade a maltratar meu coração.

A exuberância da palavra dezembro,
o cheiro da palavra tentação,
a instabilidade desses dias tão quentes,
a possibilidade de caminhos diferentes,
a constatação de não resistir ao pecado,
a quantidade de veneno nas veias,
a dificuldade de escapar dessas teias,
a vontade de viver um pouco mais.

A palidez da palavra outono,
a inquietude da palavra espera,
a aspereza de quem adormece pedra,
a incerteza de quem vive no caminho,
o emaranhado que existe na trama,
a procura pela palavra abrigo,
a felicidade de encontrar um amigo,
o alívio de estar seguro num cais.

O som da palavra inverno,
a fluidez da palavra essência,
a luz que existe em cada amanhecer,
a maciez que habita cada entardecer,
a sabedoria necessária para se anoitecer,
a ansiedade que inunda a madrugada.,
a coragem de quem atravessou tempestades,
a certeza de quem sobreviveu.

O milagre da palavra existência,
a importância da palavra sagrado,
a delicadeza da semente do trigo,
o segredo do ciclo das águas,
a verdade em cada trecho da jornada,
a imponderabilidade da palavra tempo,
o aprendizado em cada detalhe que eu vivo,
a eternidade dos caminhos que eu sigo.

NALDOVELHO
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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

''A cada tempo um pouco mais''


A contundência da palavra outubro,
a sutileza da palavra pétala,
o cuidado ao lidar com espinhos,
o prazer de saborear frutas tenras,
a necessidade de ser pego pela paixão,
a inevitável dor de quem parte,
a saudade a maltratar meu coração.

A exuberância da palavra dezembro,
o cheiro da palavra tentação,
a instabilidade desses dias tão quentes,
a possibilidade de caminhos diferentes,
a constatação de não resistir ao pecado,
a quantidade de veneno nas veias,
a dificuldade de escapar dessas teias,
a vontade de viver um pouco mais.

A palidez da palavra outono,
a inquietude da palavra espera,
a aspereza de quem adormece pedra,
a incerteza de quem vive no caminho,
o emaranhado que existe na trama,
a procura pela palavra abrigo,
a felicidade de encontrar um amigo,
o alívio de estar seguro num cais.

O som da palavra inverno,
a fluidez da palavra essência,
a luz que existe em cada amanhecer,
a maciez que habita cada entardecer,
a sabedoria necessária para se anoitecer,
a ansiedade que inunda a madrugada.,
a coragem de quem atravessou tempestades,
a certeza de quem sobreviveu.

O milagre da palavra existência,
a importância da palavra sagrado,
a delicadeza da semente do trigo,
o segredo do ciclo das águas,
a verdade em cada trecho da jornada,
a imponderabilidade da palavra tempo,
o aprendizado em cada detalhe que eu vivo,
a eternidade dos caminhos que eu sigo.

NALDOVELHO
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