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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

TARDE



Há uma leve tristeza nesta tarde
que a visão do mar acaricia:
um dia mais que morre sem alarde
e ascende a esperança de outro dia.

As estrelas acordam docemente
num ritual antigo e conformado,
na tarde vem a mágoa persistente,
herdada de outras tardes do passado.

Choro de criança, gritos e risadas,
uma tristeza sem dor, sem consistência
- minha infância sorri pelas calçadas -.

Brisas, leves sons de violino,
no céu a noite toma consciência
e desce à terra pela mão dos sinos.


Yttérbio Homem de Siqueira
Abismo Intacto.
(R.G. do Norte -1932-1981)
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

TARDE



Há uma leve tristeza nesta tarde
que a visão do mar acaricia:
um dia mais que morre sem alarde
e ascende a esperança de outro dia.

As estrelas acordam docemente
num ritual antigo e conformado,
na tarde vem a mágoa persistente,
herdada de outras tardes do passado.

Choro de criança, gritos e risadas,
uma tristeza sem dor, sem consistência
- minha infância sorri pelas calçadas -.

Brisas, leves sons de violino,
no céu a noite toma consciência
e desce à terra pela mão dos sinos.


Yttérbio Homem de Siqueira
Abismo Intacto.
(R.G. do Norte -1932-1981)
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