Seja bem-vindo. Hoje é

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

'Colheita de Amor'


(Tela de Affonso Mendes)


Ao Poeta Lindolf Bell

Nada poderá apagar a palavra...
Nem destruir o que foi semeado com amor...
O que se planta, é o que se colhe...
O corpo é perecível, mas a obra se eterniza!
Consolo dos pobres mortais... ou,
dos ricos humanos, de almas imortais...
Certamente, Poeta, tua família estará colhendo,
em cestos transbordantes e sem medida,
todo o fruto do teu amor
e da riqueza da tua obra.

Regina Helena
Ceará

'LÁGRIMAS...'



Minha vida é triste, sem encanto
Uma estrada de dor e solidão
Meus olhos embaçados pelo pranto
Vão deixando a trilha pelo chão.

Quero gritar a dor que me apavora
E acender no peito a esperança
Sem sombras, novamente ver a aurora
Nessa espessa neblina, ver bonança.

Em mim já não há paz, só há saudade...
E sinto que é em vão assim viver
Ferindo-me nas pedras do caminho.

Quero acordar, voltar à realidade
Calar a dor pra nunca mais sofrer...
E aprender a caminhar sozinho.

Regina Helena
Ceará

"Ilusões"



como o poeta que escreve na areia,
versos que o mar encobre sem demora,
como o forte raio que o céu braseia,
clareando o espaço e indo logo embora.

como a vela branca que dança e ondeia,
desaparecendo oceano afora
tal qual arco-iris que no olhar tonteia
e em breve instante se esvai, descolora.

as ilusões são sempre deste jeito,
ficam breve tempo, mas logo se soltam
de esperança tomam e enchem o peito

e os nossos sonhos protegem, escoltam
mas sem que ninguem possa entender direito
vão se quase sempre e nunca mais voltam

Jenário De Fátima
São Paulo

'Ipê Amarelo'



Vida, é o inesperado nome da menina,
Em pés descalços na minha cozinha
O vestido, um campo de girassóis
Os louros cabelos em desalinho.

Pela janela passa uma borboleta,
Cores, furta cores..multi cores
Sobre o muro um canário canta
Douradas notas musicais aladas.

- Pegue um pãozinho Vida!
Ela pega, alegre, e vai embora
O riso cristalino se distanciando

Lá fora a tarde cai no horizonte
E o ipê amarelo do vizinho
Pingou o dia todo em meu quintal
Um tapete bordado, flor a flor.

É como se Midas tocasse o dia
E tudo em ouro se transmutasse

Doce sensação em meu coração...

É novembro, é primavera, o sol se põe..
E a vida sorriu para mim!


Lenise Marques
Santa Catarina

'Bem-vindo amado..'.



Bem-vindo ao meu mundo calado...
Sinta-se em casa, pouse em meu coração.
Traga alegria que há muito já não o habita.
Venha desarmado, traga paz e acalanto.

Cante doce melodia qual rouxinol na minha janela.
Traga flores...As mais belas e perfumadas!
Pinte um quadro que traduza imensa harmonia...
Observe meu devaneio...Sinta o ar romântico que me rodeia...

Conceda-me uma dança e descubras pueril contentamento.
Convide-me a caminhar contigo...Dê-me tua mão.
Silencie as palavras e olha-me...Saberei o que dizes.
E caso a ternura neles eu venha encontrar,
Serás então meu amado...Eternamente bem-vindo.

Cida Luz
19/11/07
Brasília- DF

“Retalhos...”



Estão aqui.Um a um meus retalhos...
Jogados no chão frio do passado,
Permanentes no presente...É preciso
Remendá-los...

Difícil tal conserto quando forças já não existem...
Somente olhar perdido no infinito de grandes ruínas.
Escombros de um amor desfeito...
Retalhos...

Tantas cores que eram...Agora tristes, opacos, sem vida...
Isso mesmo...São somente retalhos...

Cida Luz
14/11/07

'Luz!'



Guardo a luz em velas
Que se dissolvem ao sol
Nas lindas manhãs
E nas mãos aqueço
A luz fria da noite
Onde as cores escurecem
Os sentidos claro da alma
Guardo as palavras sem cores
Entre os sonhos e segredos
Lembrando escrituras e estórias
Que não reviverei
Olho um horizonte distante
E adormeço com anseio
De alcançar coisas
Que nunca conheci


Conceição Bentes
(10/06/08)
Natal- Rio Grande do Norte

'FUTURO'



preso
à janela pequena
vejo-o lá fora
impossível
impassível

de minha janela
a liberdade parece grande
a liberdade é pequena
como pequenas são minhas singularidades

muitas marcas
muitos marços
passaram pela minha vida

Oswaldo Antônio Begiato
Jundiaí- São Paulo

'ZUMGROPOEM'



Aqueles dias foram dos abdias
foram os dies irae dos zumbis.
Eu vi... os gnomos elementais
e ouvi a fala suaili... Eu ouvi!
Eu revi os cabelos prateados
a lua branca sobre os altares
dos lombos negros açoitados
e vi a escuridão de Palmares.

Um quilombo de denúncias...
Os atanásios das montanhas
encachoeiradas de além dali
o desafio do dente-de-sabre
do Kilimandjaro! Ah, gente!
Eu vi! a face do tigre nobre
e um príncipe das tanzânias
a Amazônia da renascença
Nagôiorubrasileiro... Eu vi!...

Eu vi Deus saudar o Afoxé
sagrados badauês aiyêsd
Deus dizia “ – Meu Oxalá!”.
Deus dizia “ – Salve!, Axê!”
O bem maior é a liberdade
– essa é a única ideologia
faz o homem ser solidário
diferente Deus não faria!...

Afonso Estebanez
Niterói- Rio De Janeiro

'Fontes de Vida'



A nossa percepção,
Juízo e inteligência,
É o que nos conduz
E tem o nome de luz...

A adesão e anuência a Deus,
Seus desígnios e manifestações,
É o que a vida requer
E tem o nome de fé...

A ausência de conflitos íntimos,
Tranqüilidade d’alma e sossego,
É o que a todos apraz
E tem o nome de paz...

A confiança em conseguir,
Aquilo que se deseja,
É o que trará a bonança
E tem o nome de esperança...


Tarciso Coelho
In ‘II Antologia Literária do Marajó’ (2008)

'Regina!'


se eu terminar sem você
minha vida não valeu
melhor é nem ter nascido
digam que fui iludido
digam pra todos: “morreu”

regina, fostes pra mim
um remédio de uma dor
com toda sua eficácia
cujo nome é o amor

não sei nem quando até
eu viverei com você
meu coração me responde
que será até morrer

Jevan Siqueira
Fortaleza -Cerá

'Tudo por Medo'


Preciso de pouco para ser feliz...
mas vida tira de mim, a cada momento,
minha serenidade.
O tempo não perdoa,
ultrapassa todos os limites
aumenta minha angústia.
Não solidão das madrugadas,
ouço cada batida do meu coração
que sofre a desilusão
de um sonho perdido.
Um sonho que deixei morrer
por medo de sofrer.
E assim, fechei a porta do meu coração
para só ele traduzir a dor
da minha solidão.

De: Glória Dantas
Fortaleza - Ceará

'Cândida, És Mãe!'


(Fotografia da mãe dos autores, Regina Helena e Tarciso Coelho)

Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!
És na terra exemplo de vida e vigor
Esbanjas bondade, carinho e amor
Por Deus criada és a bela escultura

Singela, eleva-se fina e alva figura
Como flor de maior alvura e maior odor
Dando ao jardim o máximo esplendor
E à terra o maior exemplo de criatura

Última indumentária dos viventes
Ao deixares tantos mortais Carentes
Quando um dia te vestirem uma mortalha

Mas se deixas tantos sobreviventes
Ao final dirão todos os presentes
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!

Tarciso Coelho, 30.01.2008.
Fortaleza (Ceará)
Dedicatória: Para mamãe e seus 19 filhos.

“Sem esperanças”


A noite se aproxima,
e com ela, o vento frio da dor.
Nem sei o que mais temo,
se à noite, ou o novo amanhecer...
Tudo é igual...
Sempre a sensação de perda,
da falta de esperança
que para mim não renascerá,
pois já não há tempo... Eu te perdi!
Dentro de mim te busco desesperadamente,
na lembrança da tua pele, da tua boca,
do teu sorriso...
Mas só encontro o mesmo frio,
do medo e da solidão,
que preenchem o vazio que você deixou.
Se eu pudesse, transformaria essa dor em canto!
Um canto cheio de nostalgia,
de tristeza e desesperança...
Um canto de apenas três acordes:
- Dor, saudade e solidão!

Regina Helena
Fortaleza (Ceará)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

'Colheita de Amor'


(Tela de Affonso Mendes)


Ao Poeta Lindolf Bell

Nada poderá apagar a palavra...
Nem destruir o que foi semeado com amor...
O que se planta, é o que se colhe...
O corpo é perecível, mas a obra se eterniza!
Consolo dos pobres mortais... ou,
dos ricos humanos, de almas imortais...
Certamente, Poeta, tua família estará colhendo,
em cestos transbordantes e sem medida,
todo o fruto do teu amor
e da riqueza da tua obra.

Regina Helena
Ceará

'LÁGRIMAS...'



Minha vida é triste, sem encanto
Uma estrada de dor e solidão
Meus olhos embaçados pelo pranto
Vão deixando a trilha pelo chão.

Quero gritar a dor que me apavora
E acender no peito a esperança
Sem sombras, novamente ver a aurora
Nessa espessa neblina, ver bonança.

Em mim já não há paz, só há saudade...
E sinto que é em vão assim viver
Ferindo-me nas pedras do caminho.

Quero acordar, voltar à realidade
Calar a dor pra nunca mais sofrer...
E aprender a caminhar sozinho.

Regina Helena
Ceará

"Ilusões"



como o poeta que escreve na areia,
versos que o mar encobre sem demora,
como o forte raio que o céu braseia,
clareando o espaço e indo logo embora.

como a vela branca que dança e ondeia,
desaparecendo oceano afora
tal qual arco-iris que no olhar tonteia
e em breve instante se esvai, descolora.

as ilusões são sempre deste jeito,
ficam breve tempo, mas logo se soltam
de esperança tomam e enchem o peito

e os nossos sonhos protegem, escoltam
mas sem que ninguem possa entender direito
vão se quase sempre e nunca mais voltam

Jenário De Fátima
São Paulo

'Ipê Amarelo'



Vida, é o inesperado nome da menina,
Em pés descalços na minha cozinha
O vestido, um campo de girassóis
Os louros cabelos em desalinho.

Pela janela passa uma borboleta,
Cores, furta cores..multi cores
Sobre o muro um canário canta
Douradas notas musicais aladas.

- Pegue um pãozinho Vida!
Ela pega, alegre, e vai embora
O riso cristalino se distanciando

Lá fora a tarde cai no horizonte
E o ipê amarelo do vizinho
Pingou o dia todo em meu quintal
Um tapete bordado, flor a flor.

É como se Midas tocasse o dia
E tudo em ouro se transmutasse

Doce sensação em meu coração...

É novembro, é primavera, o sol se põe..
E a vida sorriu para mim!


Lenise Marques
Santa Catarina

'Bem-vindo amado..'.



Bem-vindo ao meu mundo calado...
Sinta-se em casa, pouse em meu coração.
Traga alegria que há muito já não o habita.
Venha desarmado, traga paz e acalanto.

Cante doce melodia qual rouxinol na minha janela.
Traga flores...As mais belas e perfumadas!
Pinte um quadro que traduza imensa harmonia...
Observe meu devaneio...Sinta o ar romântico que me rodeia...

Conceda-me uma dança e descubras pueril contentamento.
Convide-me a caminhar contigo...Dê-me tua mão.
Silencie as palavras e olha-me...Saberei o que dizes.
E caso a ternura neles eu venha encontrar,
Serás então meu amado...Eternamente bem-vindo.

Cida Luz
19/11/07
Brasília- DF

“Retalhos...”



Estão aqui.Um a um meus retalhos...
Jogados no chão frio do passado,
Permanentes no presente...É preciso
Remendá-los...

Difícil tal conserto quando forças já não existem...
Somente olhar perdido no infinito de grandes ruínas.
Escombros de um amor desfeito...
Retalhos...

Tantas cores que eram...Agora tristes, opacos, sem vida...
Isso mesmo...São somente retalhos...

Cida Luz
14/11/07

'Luz!'



Guardo a luz em velas
Que se dissolvem ao sol
Nas lindas manhãs
E nas mãos aqueço
A luz fria da noite
Onde as cores escurecem
Os sentidos claro da alma
Guardo as palavras sem cores
Entre os sonhos e segredos
Lembrando escrituras e estórias
Que não reviverei
Olho um horizonte distante
E adormeço com anseio
De alcançar coisas
Que nunca conheci


Conceição Bentes
(10/06/08)
Natal- Rio Grande do Norte

'FUTURO'



preso
à janela pequena
vejo-o lá fora
impossível
impassível

de minha janela
a liberdade parece grande
a liberdade é pequena
como pequenas são minhas singularidades

muitas marcas
muitos marços
passaram pela minha vida

Oswaldo Antônio Begiato
Jundiaí- São Paulo

'ZUMGROPOEM'



Aqueles dias foram dos abdias
foram os dies irae dos zumbis.
Eu vi... os gnomos elementais
e ouvi a fala suaili... Eu ouvi!
Eu revi os cabelos prateados
a lua branca sobre os altares
dos lombos negros açoitados
e vi a escuridão de Palmares.

Um quilombo de denúncias...
Os atanásios das montanhas
encachoeiradas de além dali
o desafio do dente-de-sabre
do Kilimandjaro! Ah, gente!
Eu vi! a face do tigre nobre
e um príncipe das tanzânias
a Amazônia da renascença
Nagôiorubrasileiro... Eu vi!...

Eu vi Deus saudar o Afoxé
sagrados badauês aiyêsd
Deus dizia “ – Meu Oxalá!”.
Deus dizia “ – Salve!, Axê!”
O bem maior é a liberdade
– essa é a única ideologia
faz o homem ser solidário
diferente Deus não faria!...

Afonso Estebanez
Niterói- Rio De Janeiro

'Fontes de Vida'



A nossa percepção,
Juízo e inteligência,
É o que nos conduz
E tem o nome de luz...

A adesão e anuência a Deus,
Seus desígnios e manifestações,
É o que a vida requer
E tem o nome de fé...

A ausência de conflitos íntimos,
Tranqüilidade d’alma e sossego,
É o que a todos apraz
E tem o nome de paz...

A confiança em conseguir,
Aquilo que se deseja,
É o que trará a bonança
E tem o nome de esperança...


Tarciso Coelho
In ‘II Antologia Literária do Marajó’ (2008)

'Regina!'


se eu terminar sem você
minha vida não valeu
melhor é nem ter nascido
digam que fui iludido
digam pra todos: “morreu”

regina, fostes pra mim
um remédio de uma dor
com toda sua eficácia
cujo nome é o amor

não sei nem quando até
eu viverei com você
meu coração me responde
que será até morrer

Jevan Siqueira
Fortaleza -Cerá

'Tudo por Medo'


Preciso de pouco para ser feliz...
mas vida tira de mim, a cada momento,
minha serenidade.
O tempo não perdoa,
ultrapassa todos os limites
aumenta minha angústia.
Não solidão das madrugadas,
ouço cada batida do meu coração
que sofre a desilusão
de um sonho perdido.
Um sonho que deixei morrer
por medo de sofrer.
E assim, fechei a porta do meu coração
para só ele traduzir a dor
da minha solidão.

De: Glória Dantas
Fortaleza - Ceará

'Cândida, És Mãe!'


(Fotografia da mãe dos autores, Regina Helena e Tarciso Coelho)

Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!
És na terra exemplo de vida e vigor
Esbanjas bondade, carinho e amor
Por Deus criada és a bela escultura

Singela, eleva-se fina e alva figura
Como flor de maior alvura e maior odor
Dando ao jardim o máximo esplendor
E à terra o maior exemplo de criatura

Última indumentária dos viventes
Ao deixares tantos mortais Carentes
Quando um dia te vestirem uma mortalha

Mas se deixas tantos sobreviventes
Ao final dirão todos os presentes
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!

Tarciso Coelho, 30.01.2008.
Fortaleza (Ceará)
Dedicatória: Para mamãe e seus 19 filhos.

“Sem esperanças”


A noite se aproxima,
e com ela, o vento frio da dor.
Nem sei o que mais temo,
se à noite, ou o novo amanhecer...
Tudo é igual...
Sempre a sensação de perda,
da falta de esperança
que para mim não renascerá,
pois já não há tempo... Eu te perdi!
Dentro de mim te busco desesperadamente,
na lembrança da tua pele, da tua boca,
do teu sorriso...
Mas só encontro o mesmo frio,
do medo e da solidão,
que preenchem o vazio que você deixou.
Se eu pudesse, transformaria essa dor em canto!
Um canto cheio de nostalgia,
de tristeza e desesperança...
Um canto de apenas três acordes:
- Dor, saudade e solidão!

Regina Helena
Fortaleza (Ceará)