sexta-feira, 2 de novembro de 2012
''Trajetória de Vidas''
Bem te conheço
nos passos da vida!
Ensina-me o que não vejo,
refaça em saudades
o amor que retarda chegar
aos lençóis amarrotados do tempo
Disfarce a marca do silêncio
indevido da ausência,
no ruir do olhar raso de amor
Traga-me a espera doce
do encontro de nossas almas,
dissipadas em luzes
que não se propagam nos sons
de minhas tormentas
Conceição Bentes
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
''Busca nova ilusão''
Sempre alguma coisa fica
Dos nossos sonhos coloridos
Sonhos idos e vividos
Devidos ou indevidos
Resta uma saudade rica
Que empobrece a cada hora
Até que um dia vai embora
Pra longe sem deixar pistas
E o sofrido coração
Busca nova ilusão.
Walter Dimenstein
Dos nossos sonhos coloridos
Sonhos idos e vividos
Devidos ou indevidos
Resta uma saudade rica
Que empobrece a cada hora
Até que um dia vai embora
Pra longe sem deixar pistas
E o sofrido coração
Busca nova ilusão.
Walter Dimenstein
Homenagem ao médico e poeta pernambucano, Walter Dimenstein,
(16.12.1924/ 25.10.2009).
(16.12.1924/ 25.10.2009).
''RENASCER''
Se o amor finda com a vida até o fim te amarei,
porém se assim não for um eterno amor darei.
Que mais posso jurar? Ou mais te prometer?
Meu poder é pequeno e mais não posso fazer.
Se há amor além da vida agradeço tal sorte.
Ó que sublime oferta o amar depois da morte.
Que bom te ter agora e após o perecer,
amar-te eternamente, o que mais posso querer?
Amar sem um parar, eis dádiva maior.
Pergunto aos que se amam se há um bem melhor?
E se nosso reencontro é a meta mais forte,
tudo, tudo desdenho, até mesmo da morte.
Sou um abrasado amante e preciso do teu lenho.
Recordo o poeta , afirmando com empenho:
muito amor mata o amor, porém de amor morrer
é puro reviver, mágico renascer.
Walter Dimenstein
Se há amor além da vida agradeço tal sorte.
Ó que sublime oferta o amar depois da morte.
Que bom te ter agora e após o perecer,
amar-te eternamente, o que mais posso querer?
Amar sem um parar, eis dádiva maior.
Pergunto aos que se amam se há um bem melhor?
E se nosso reencontro é a meta mais forte,
tudo, tudo desdenho, até mesmo da morte.
Sou um abrasado amante e preciso do teu lenho.
Recordo o poeta , afirmando com empenho:
muito amor mata o amor, porém de amor morrer
é puro reviver, mágico renascer.
Walter Dimenstein
''E onde pousa não faz ninho''
Por possuir só momentos
Fugazes como os ventos
A felicidade tão falada
Não foi bem interpretada
Pois a mesma é passageira
Uma ilusão feiticeira
Uma espera que desespera
Lembra um dócil passarinho
Que voa e pousa e de novo voa
E onde pousa não faz ninho.
Walter Dimenstein
Pois a mesma é passageira
Uma ilusão feiticeira
Uma espera que desespera
Lembra um dócil passarinho
Que voa e pousa e de novo voa
E onde pousa não faz ninho.
Walter Dimenstein
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
''Discurso da Primavera''
Há tantos diálogos
Diálogo com o ser amado
o semelhante
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o possesso
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado
Diálogo consigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as ideias
o sonho
o passado
o mais que futuro
Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio.
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.
Carlos Drummond de Andrade
Marcadores:
Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
''CRIANÇAS''
DIA 12 DE OUTUBRO , ANIVERSÁRIO DA POETISA HELENA KOLODY, DIA DA CRIANÇA NO BRASIL !
Brincam à margem da correnteza
Não indagam a origem do rio
Amam esta água necessária.
Aceitam o mistério sem surpresa
Helena Kolody
de Tempo
(Tela de Arthur Elsley)
Aceitam o mistério sem surpresa
Helena Kolody
de Tempo
(Tela de Arthur Elsley)
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
'O TESOURO DAS HORAS'
A cada novo dia,
a vida me oferece
o tesouro das horas,
inteiramente minhas.
Helena Kolody
in Correnteza
a vida me oferece
o tesouro das horas,
inteiramente minhas.
Helena Kolody
in Correnteza
Homenagem a grande poetisa Helena Kolody, pela passagem do centenário de seu nascimento.
''Crepúsculo de Abril''
Cruz Machado (PR), em 12 de outubro de 1912, e faleceu em Curitiba (PR), em 15 de fevereiro de 2004.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
GRAVIDADES
Madrugada,
três vezes canta ainda o galo
em sua órbita assinalado.
Espio o turbilhão de estrelas
revolvendo ao vasto da noite,
três vezes, em silêncio,
ainda àquela porta eu bato
e não me atende o coração
do recolhimento indevassável.
Quantas almas e o assombro de um deus
não terão assim por um instante
se entreolhado!
(Fernando Campanella)
três vezes canta ainda o galo
em sua órbita assinalado.
Espio o turbilhão de estrelas
revolvendo ao vasto da noite,
três vezes, em silêncio,
ainda àquela porta eu bato
e não me atende o coração
do recolhimento indevassável.
Quantas almas e o assombro de um deus
não terão assim por um instante
se entreolhado!
(Fernando Campanella)
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
''2''
A flor abriu nos caminhos do abismo.
Mãos desfeitas colheram-na
nos caminhos do abismo,
e as pétalas inocentes não murcharam.
A flor azul abriu no deserto silente.
Mãos crispadas colheram-na
no deserto silente
e as pétalas virginais não se crestaram.
A flor azul abriu no píncaro alto e puro.
Mãos sagradas colheram-na
no píncaro alto e puro,
e as pétalas miraculosas não tombaram.
E nos caminhos tristes,
no deserto,
no píncaro,
os Poetas cantaram. . .
Tasso da Silveira
In: Puro Canto
e as pétalas inocentes não murcharam.
A flor azul abriu no deserto silente.
Mãos crispadas colheram-na
no deserto silente
e as pétalas virginais não se crestaram.
A flor azul abriu no píncaro alto e puro.
Mãos sagradas colheram-na
no píncaro alto e puro,
e as pétalas miraculosas não tombaram.
E nos caminhos tristes,
no deserto,
no píncaro,
os Poetas cantaram. . .
Tasso da Silveira
In: Puro Canto
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
'LIBERTAÇÃO'
Nossos desejos se purificaram e o nosso pensamento foi subindo, ascendendo, serenando...
Nossas paixões se altearam
como o vento, que, depois de varrer o pó do chão,
para as estrelas trêmulas se eleva,
e, mais alto que a sombra, além da treva,
fica ressoando,
longe e livre, na ignota solidão...
Tasso da Silveira
(SILVEIRA In MURICY, 1936, p. 167-168)
.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
"O Vento e Eu"
O vento morria de tédio
porque apenas gostava de cantar
mas não tinha letra alguma para a sua própria voz,
cada vez mais vazia...
Tentei então compor-lhe uma canção
tão comprida como a minha vida
e com aventuras espantosas que eu inventava de súbito,
como aquela em que menino eu fui roubado pelos ciganos
e fiquei vagando sem pátria, sem família, sem nada neste vasto mundo...
Mas o vento, por isso,
me julga agora como ele...
E me dedica um amor solidário, profundo!
Mário Quintana
sábado, 15 de setembro de 2012
"As horas desfeitas"
Das horas, que é feito,
que é feito do encanto
da musica dos dias
do teu canto
de puras harmonias?
Longe de nós o pranto
o peito não nos vinha
triste magoar.
Rumoroso era o espanto
que sentíamos de amar.
De amarmo-nos sem cessar.
Das horas, que é feito?
Hoje tudo desfeito
foi-se em fumo e vento e sombra
e turvo mar.
Natal, RN, 03/06/1984.
Luiz Rabelo
In: Poemas
que é feito do encanto
da musica dos dias
do teu canto
de puras harmonias?
Longe de nós o pranto
o peito não nos vinha
triste magoar.
Rumoroso era o espanto
que sentíamos de amar.
De amarmo-nos sem cessar.
Das horas, que é feito?
Hoje tudo desfeito
foi-se em fumo e vento e sombra
e turvo mar.
Natal, RN, 03/06/1984.
Luiz Rabelo
In: Poemas
"POESIA"
Tudo, para ser poesia,
precisa de sentimento,
ser pensamento que cria,
indo além do pensamento.
Ser força que se irradia,
ser ideia e sofrimento,
ser contrario à noite e ao dia,
ser igual ao som do vento.
Ser o chão, ser a escalada,
ser a essência do lamento
uma dor que do alto cai...
Ser tudo não sendo nada,
nada mais que o desalento
de um soluço que se esvai...
Natal, RN, 16/07/1986
Luiz Rabelo
In: Poemas
Assinar:
Postagens (Atom)
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
''Trajetória de Vidas''
Bem te conheço
nos passos da vida!
Ensina-me o que não vejo,
refaça em saudades
o amor que retarda chegar
aos lençóis amarrotados do tempo
Disfarce a marca do silêncio
indevido da ausência,
no ruir do olhar raso de amor
Traga-me a espera doce
do encontro de nossas almas,
dissipadas em luzes
que não se propagam nos sons
de minhas tormentas
Conceição Bentes
Marcadores:
Conceição Bentes
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
''Busca nova ilusão''
Sempre alguma coisa fica
Dos nossos sonhos coloridos
Sonhos idos e vividos
Devidos ou indevidos
Resta uma saudade rica
Que empobrece a cada hora
Até que um dia vai embora
Pra longe sem deixar pistas
E o sofrido coração
Busca nova ilusão.
Walter Dimenstein
Dos nossos sonhos coloridos
Sonhos idos e vividos
Devidos ou indevidos
Resta uma saudade rica
Que empobrece a cada hora
Até que um dia vai embora
Pra longe sem deixar pistas
E o sofrido coração
Busca nova ilusão.
Walter Dimenstein
Homenagem ao médico e poeta pernambucano, Walter Dimenstein,
(16.12.1924/ 25.10.2009).
(16.12.1924/ 25.10.2009).
Marcadores:
Walter Dimenstein
''RENASCER''
Se o amor finda com a vida até o fim te amarei,
porém se assim não for um eterno amor darei.
Que mais posso jurar? Ou mais te prometer?
Meu poder é pequeno e mais não posso fazer.
Se há amor além da vida agradeço tal sorte.
Ó que sublime oferta o amar depois da morte.
Que bom te ter agora e após o perecer,
amar-te eternamente, o que mais posso querer?
Amar sem um parar, eis dádiva maior.
Pergunto aos que se amam se há um bem melhor?
E se nosso reencontro é a meta mais forte,
tudo, tudo desdenho, até mesmo da morte.
Sou um abrasado amante e preciso do teu lenho.
Recordo o poeta , afirmando com empenho:
muito amor mata o amor, porém de amor morrer
é puro reviver, mágico renascer.
Walter Dimenstein
Se há amor além da vida agradeço tal sorte.
Ó que sublime oferta o amar depois da morte.
Que bom te ter agora e após o perecer,
amar-te eternamente, o que mais posso querer?
Amar sem um parar, eis dádiva maior.
Pergunto aos que se amam se há um bem melhor?
E se nosso reencontro é a meta mais forte,
tudo, tudo desdenho, até mesmo da morte.
Sou um abrasado amante e preciso do teu lenho.
Recordo o poeta , afirmando com empenho:
muito amor mata o amor, porém de amor morrer
é puro reviver, mágico renascer.
Walter Dimenstein
Marcadores:
Walter Dimenstein
''E onde pousa não faz ninho''
Por possuir só momentos
Fugazes como os ventos
A felicidade tão falada
Não foi bem interpretada
Pois a mesma é passageira
Uma ilusão feiticeira
Uma espera que desespera
Lembra um dócil passarinho
Que voa e pousa e de novo voa
E onde pousa não faz ninho.
Walter Dimenstein
Pois a mesma é passageira
Uma ilusão feiticeira
Uma espera que desespera
Lembra um dócil passarinho
Que voa e pousa e de novo voa
E onde pousa não faz ninho.
Walter Dimenstein
Marcadores:
Walter Dimenstein
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
''Discurso da Primavera''
Há tantos diálogos
Diálogo com o ser amado
o semelhante
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o possesso
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado
Diálogo consigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as ideias
o sonho
o passado
o mais que futuro
Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio.
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.
Carlos Drummond de Andrade
Marcadores:
Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
''CRIANÇAS''
DIA 12 DE OUTUBRO , ANIVERSÁRIO DA POETISA HELENA KOLODY, DIA DA CRIANÇA NO BRASIL !
Brincam à margem da correnteza
Não indagam a origem do rio
Amam esta água necessária.
Aceitam o mistério sem surpresa
Helena Kolody
de Tempo
(Tela de Arthur Elsley)
Aceitam o mistério sem surpresa
Helena Kolody
de Tempo
(Tela de Arthur Elsley)
Marcadores:
Helena Kolody
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
'O TESOURO DAS HORAS'
A cada novo dia,
a vida me oferece
o tesouro das horas,
inteiramente minhas.
Helena Kolody
in Correnteza
a vida me oferece
o tesouro das horas,
inteiramente minhas.
Helena Kolody
in Correnteza
Marcadores:
Helena Kolody
Homenagem a grande poetisa Helena Kolody, pela passagem do centenário de seu nascimento.
''Crepúsculo de Abril''
Cruz Machado (PR), em 12 de outubro de 1912, e faleceu em Curitiba (PR), em 15 de fevereiro de 2004.
Marcadores:
Helena Kolody
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
GRAVIDADES
Madrugada,
três vezes canta ainda o galo
em sua órbita assinalado.
Espio o turbilhão de estrelas
revolvendo ao vasto da noite,
três vezes, em silêncio,
ainda àquela porta eu bato
e não me atende o coração
do recolhimento indevassável.
Quantas almas e o assombro de um deus
não terão assim por um instante
se entreolhado!
(Fernando Campanella)
três vezes canta ainda o galo
em sua órbita assinalado.
Espio o turbilhão de estrelas
revolvendo ao vasto da noite,
três vezes, em silêncio,
ainda àquela porta eu bato
e não me atende o coração
do recolhimento indevassável.
Quantas almas e o assombro de um deus
não terão assim por um instante
se entreolhado!
(Fernando Campanella)
Marcadores:
Fernando Campanella
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
''2''
A flor abriu nos caminhos do abismo.
Mãos desfeitas colheram-na
nos caminhos do abismo,
e as pétalas inocentes não murcharam.
A flor azul abriu no deserto silente.
Mãos crispadas colheram-na
no deserto silente
e as pétalas virginais não se crestaram.
A flor azul abriu no píncaro alto e puro.
Mãos sagradas colheram-na
no píncaro alto e puro,
e as pétalas miraculosas não tombaram.
E nos caminhos tristes,
no deserto,
no píncaro,
os Poetas cantaram. . .
Tasso da Silveira
In: Puro Canto
e as pétalas inocentes não murcharam.
A flor azul abriu no deserto silente.
Mãos crispadas colheram-na
no deserto silente
e as pétalas virginais não se crestaram.
A flor azul abriu no píncaro alto e puro.
Mãos sagradas colheram-na
no píncaro alto e puro,
e as pétalas miraculosas não tombaram.
E nos caminhos tristes,
no deserto,
no píncaro,
os Poetas cantaram. . .
Tasso da Silveira
In: Puro Canto
Marcadores:
Tasso da Silveira
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
'LIBERTAÇÃO'
Nossos desejos se purificaram e o nosso pensamento foi subindo, ascendendo, serenando...
Nossas paixões se altearam
como o vento, que, depois de varrer o pó do chão,
para as estrelas trêmulas se eleva,
e, mais alto que a sombra, além da treva,
fica ressoando,
longe e livre, na ignota solidão...
Tasso da Silveira
(SILVEIRA In MURICY, 1936, p. 167-168)
.
Marcadores:
Tasso da Silveira
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
"O Vento e Eu"
O vento morria de tédio
porque apenas gostava de cantar
mas não tinha letra alguma para a sua própria voz,
cada vez mais vazia...
Tentei então compor-lhe uma canção
tão comprida como a minha vida
e com aventuras espantosas que eu inventava de súbito,
como aquela em que menino eu fui roubado pelos ciganos
e fiquei vagando sem pátria, sem família, sem nada neste vasto mundo...
Mas o vento, por isso,
me julga agora como ele...
E me dedica um amor solidário, profundo!
Mário Quintana
Marcadores:
Mário Quintana
sábado, 15 de setembro de 2012
"As horas desfeitas"
Das horas, que é feito,
que é feito do encanto
da musica dos dias
do teu canto
de puras harmonias?
Longe de nós o pranto
o peito não nos vinha
triste magoar.
Rumoroso era o espanto
que sentíamos de amar.
De amarmo-nos sem cessar.
Das horas, que é feito?
Hoje tudo desfeito
foi-se em fumo e vento e sombra
e turvo mar.
Natal, RN, 03/06/1984.
Luiz Rabelo
In: Poemas
que é feito do encanto
da musica dos dias
do teu canto
de puras harmonias?
Longe de nós o pranto
o peito não nos vinha
triste magoar.
Rumoroso era o espanto
que sentíamos de amar.
De amarmo-nos sem cessar.
Das horas, que é feito?
Hoje tudo desfeito
foi-se em fumo e vento e sombra
e turvo mar.
Natal, RN, 03/06/1984.
Luiz Rabelo
In: Poemas
Marcadores:
Luiz Rabelo
"POESIA"
Tudo, para ser poesia,
precisa de sentimento,
ser pensamento que cria,
indo além do pensamento.
Ser força que se irradia,
ser ideia e sofrimento,
ser contrario à noite e ao dia,
ser igual ao som do vento.
Ser o chão, ser a escalada,
ser a essência do lamento
uma dor que do alto cai...
Ser tudo não sendo nada,
nada mais que o desalento
de um soluço que se esvai...
Natal, RN, 16/07/1986
Luiz Rabelo
In: Poemas
Marcadores:
Luiz Rabelo
Assinar:
Postagens (Atom)














