quinta-feira, 28 de junho de 2012
'O Nunca Mais não é verdade.'
O Nunca Mais não é verdade.
Há ilusões e assomos, há repentes
De perpetuar a Duração.
O Nunca Mais é só meia-verdade:
Como se visses a ave entre a folhagem
E ao mesmo tampo não
(E antevisses
Contentamento e morte na paisagem).
O Nunca Mais é de planícies e fendas.
É de abismos e arroios.
É de perpetuidade no que pensas efêmero
E breve e pequenino
No que sentes eterno.
Nem é corvo ou poema o Nunca Mais.
Hilda Hilst
In Cantares do Sem Nome e de Partidas (1995)
terça-feira, 29 de maio de 2012
''INVENTÁRIO''
Permitirei ao rosto
que se dispa, em silêncio,
das usuras do tempo:
à linha do lábio
legarei a memória do beijo;
à curva da mão
o gesto simples do afagar;
aos olhos, que buscaram,
a maciez do orvalho.
E ao corpo, que adocicou
com seu louco mistério
a vida dos dias perdidos,
doarei chaves de solidão.
Ymah Théres
''Ritual''
Despida de aromas
e de seu íntimo segredo
cabe à flor a renúncia de suas sépalas.
Vai fanando devagar
na tarde que o verão queima:
não há gota d’água que a abençoe
a flor é um sonho murcho
Mas a brisa percorreu seus contornos
a abelha levou-lhe o pólen de seu amor.
Certo é que mais dia menos dia
há de haver outro jardim.
(Ymah Théres)
(THÉRES, 1991, p. 46)
e de seu íntimo segredo
cabe à flor a renúncia de suas sépalas.
Vai fanando devagar
na tarde que o verão queima:
não há gota d’água que a abençoe
a flor é um sonho murcho
Mas a brisa percorreu seus contornos
a abelha levou-lhe o pólen de seu amor.
Certo é que mais dia menos dia
há de haver outro jardim.
(Ymah Théres)
(THÉRES, 1991, p. 46)
''Poemeto''
Vejo é a rosa
mas há o espinho
mesmo que o toque
seja fortuito mesmo
que o jardim repouse
vejo a rosa
mas há é o espinho.
(Ymah Théres)
(THÉRES, 1991, p. 45)
Imaculada Therezinha Miranda Ribeiro, conhecida como Ymah Théres,
Nascida em Lima Duarte, no ano de 1939, Ymah formou-se em jornalismo pela antiga Faculdade de Filosofia e Letras – Fafile (UFJF) e viveu em Juiz de Fora, onde faleceu em 2008, aos 69 anos. Durante mais de 30 anos, colaborou como articulista em inúmeros periódicos mineiros. Membro titular e fundadora da Academia Juizforana de Letras, a poetisa teve seu talento reconhecido por meio de inúmeras premiações e menções honrosas recebidas em concursos literários.
domingo, 27 de maio de 2012
''DO MUNDO''
Vão, que já não são meus
os filhos, os versos, a história.
Comigo não ficam meus passos
nem o desenho do corpo.
Vão os que do mundo vieram:
as folhas, os porres, os cansaços.
Se depositamos guirlandas e lágrimas
aos pés deste deus, nossos tesouros
já não ficam ensimesmados.
Vão, pois, esvaziem-se nossos barcos
por tamanha generosa partida.
E para tantos outros encontros
solte-se a órbita do peito no espaço.
(Fernando Campanella)
domingo, 13 de maio de 2012
ALGUMA COISA
Alguma coisa fica
do caminhar contínuo
e deste sono.
Alguma folha fica
da primavera
no outono.
Algum fruto, algum gesto, alguma voz.
Alguma coisa frutifica.
E fica em nós.
Renata Pallottini
terça-feira, 1 de maio de 2012
Pouca Fala
Como é fácil dizer. É abrir a boca
e deixar que se livre, como um rio
perdido de si mesmo, o desvairio.
Aprendi: toda vez que deixo a boca
entregar-se à aventura da verdade,
não demora e a traição da liberdade
me devolve a palavra desalada.
O tempo é o do fazer silencioso,
e um pouco de canção, brasa que o azul
do sonho que trabalha vai lavrando.
Com a terra que abriga e dá caminho
a um sonho de semente que não sabe
que abre um rastro de luz na escuridão.
Thiago de Mello
In: Poesia Comprometida Com a Minha e a Tua Vida
quarta-feira, 18 de abril de 2012
'O Paradoxo dos Sentidos'
A distância nos aproxima.
A ausência traz tua presença.
Quando não te vejo mais te percebo.
No silêncio a sós ouço tua voz.
Na solidão ando contigo em pensamento pela mão.
Enxergo claro a noite através da escuridão.
No antagonismo da adversidade
mostra-se os sentidos e a autenticidade.
Será sempre assim?
Precisaremos do oposto em nosso posto.
Do amargo para lembrar o doce do gosto.
Indeléveis marcas da vida são os reversos.
Que muitas vezes só entendemos nos versos.
Jorge Cabral
(Porto alegre- RS)
Metamorfose
As borboletas são as flores
que, enfim, conseguiram voar,
mas vivem a rondar as plantas
como quem ronda o antigo lar;
há sempre, pelo ar, um jardim
de rosa múltipla e jasmim,
e há, talvez, a vontade enorme
em tudo de perder seu peso,
ter a leveza de quem dorme,
ser a lembrança no abandono,
ou luz de estrela se apagando.
Alberto da Cunha Melo
In: Dois caminhos e uma oração
"A GENTE NUNCA ESTA SÓ"
A gente nunca está só.
Ou se está com uma saudade
De um sonho desfeito em pó;
Ou se está com uma esperança
De nova felicidade
No coração que não cansa. . .
Sempre uma sombra com a gente,
Constantemente,
Uma sombra. . . Boa. . . ou má. . .
Só é que nunca se está.
Adelmar Tavares
In: Poesias Escolhidas
***********
Adelmar Tavares da Silva Cavalcanti
(Recife, 16 de fevereiro de 1888 — Rio de Janeiro, 20 de junho de 1963)
foi um advogado, professor, jurista, magistrado e poeta brasileiro. Ocupou a cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras, onde foi eleito em 25 de março de 1926. Era considerado o
segunda-feira, 19 de março de 2012
'Relógio do Rosário'
Era tão claro o dia, mas a treva,
do som baixando, em seu baixar me leva
pelo âmago de tudo, e no mais fundo
decifro o choro pânico do mundo,
que se entrelaça no meu próprio choro,
e compomos os dois um vasto coro.
Oh dor individual, afrodisíaco
selo gravado em plano dionisíaco,
a desdobrar-se, tal um fogo incerto,
em qualquer um mostrando o ser deserto,
dor primeira e geral, esparramada,
nutrindo-se do sal do próprio nada,
convertendo-se, turva e minuciosa,
em mil pequena dor, qual mais raivosa,
prelibando o momento bom de doer,
a invocá-lo, se custa a aparecer,
dor de tudo e de todos, dor sem nome,
ativa mesmo se a memória some,
dor do rei e da roca, dor da cousa
indistinta e universa, onde repousa
tão habitual e rica de pungência
como um fruto maduro, uma vivência,
dor dos bichos, oclusa nos focinhos,
nas caudas titilantes, nos arminhos,
dor do espaço e do caos e das esferas,
do tempo que há de vir, das velhas eras!
Não é pois todo amor alvo divino,
e mais aguda seta que o destino?
Não é motor de tudo e nossa única
fonte de luz, na luz de sua túnica?
O amor elide a face… Ele murmura
algo que foge, e é brisa, e fala impura.
O amor não nos explica. E nada basta,
nada é de natureza assim tão casta
que não macule ou perca sua essência
ao contato furioso da existência.
Nem existir é mais que um exercício
de pesquisar de vida um vago indício,
a provar a nós mesmos que, vivendo,
estamos para doer, estamos doendo.
Mas, na dourada praça do Rosário,
foi-se, no som, a sombra. O columbário
já cinza se concentra, pó de tumbas,
já se permite azul, risco de pombas.
Carlos Drummond de Andrade
Marcadores:
Carlos Drummond de Andrade
domingo, 11 de março de 2012
"CERCANIAS"
Há um prazo certo
um tempo justo
para olhar este mundo
— de relance.
Num abrir e fechar de olhos,
vão-se as paisagens
cercanias e miragens
— última chance.
Lenilde Freitas
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
A GIRA DO POEMA
O poeta, abstraído, em que pensará?
(já nem respiro, só observo):
dezenas de umbigos o circundam.
Pensamentos giram alucinados ao redor de sua cabeça,
Nuvens de versos giram em torno de seu coração.
O mundo gira, a cabeça do poeta gira,
tudo gira ao Deus dará.
Como esses versos, baldios, tão frios,
todavia, espera pra ver depois dessa gira,
a doçura de poesia,
o poema ardente que se fará!
*Carmen Regina
(já nem respiro, só observo):
dezenas de umbigos o circundam.
Pensamentos giram alucinados ao redor de sua cabeça,
Nuvens de versos giram em torno de seu coração.
O mundo gira, a cabeça do poeta gira,
tudo gira ao Deus dará.
Como esses versos, baldios, tão frios,
todavia, espera pra ver depois dessa gira,
a doçura de poesia,
o poema ardente que se fará!
*Carmen Regina
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
A beleza, não raro, ,
precisa ser observada a uma certa distância
(das emoções humanas comezinhas
e dos ruídos interiores)
e a uma certa altura
(do mirante dos patamares da sabedoria e da inocência)
para ser percebida
em sua toda extensão e magnificência
até então inimaginadas.
Abraços do mini cais
Carmen Regina
Assinar:
Postagens (Atom)
quinta-feira, 28 de junho de 2012
'O Nunca Mais não é verdade.'
O Nunca Mais não é verdade.
Há ilusões e assomos, há repentes
De perpetuar a Duração.
O Nunca Mais é só meia-verdade:
Como se visses a ave entre a folhagem
E ao mesmo tampo não
(E antevisses
Contentamento e morte na paisagem).
O Nunca Mais é de planícies e fendas.
É de abismos e arroios.
É de perpetuidade no que pensas efêmero
E breve e pequenino
No que sentes eterno.
Nem é corvo ou poema o Nunca Mais.
Hilda Hilst
In Cantares do Sem Nome e de Partidas (1995)
Marcadores:
Hilda Hilst
terça-feira, 29 de maio de 2012
''INVENTÁRIO''
Permitirei ao rosto
que se dispa, em silêncio,
das usuras do tempo:
à linha do lábio
legarei a memória do beijo;
à curva da mão
o gesto simples do afagar;
aos olhos, que buscaram,
a maciez do orvalho.
E ao corpo, que adocicou
com seu louco mistério
a vida dos dias perdidos,
doarei chaves de solidão.
Ymah Théres
Marcadores:
Ymah Théres
''Ritual''
Despida de aromas
e de seu íntimo segredo
cabe à flor a renúncia de suas sépalas.
Vai fanando devagar
na tarde que o verão queima:
não há gota d’água que a abençoe
a flor é um sonho murcho
Mas a brisa percorreu seus contornos
a abelha levou-lhe o pólen de seu amor.
Certo é que mais dia menos dia
há de haver outro jardim.
(Ymah Théres)
(THÉRES, 1991, p. 46)
e de seu íntimo segredo
cabe à flor a renúncia de suas sépalas.
Vai fanando devagar
na tarde que o verão queima:
não há gota d’água que a abençoe
a flor é um sonho murcho
Mas a brisa percorreu seus contornos
a abelha levou-lhe o pólen de seu amor.
Certo é que mais dia menos dia
há de haver outro jardim.
(Ymah Théres)
(THÉRES, 1991, p. 46)
Marcadores:
Ymah Théres
''Poemeto''
Vejo é a rosa
mas há o espinho
mesmo que o toque
seja fortuito mesmo
que o jardim repouse
vejo a rosa
mas há é o espinho.
(Ymah Théres)
(THÉRES, 1991, p. 45)
Imaculada Therezinha Miranda Ribeiro, conhecida como Ymah Théres,
Nascida em Lima Duarte, no ano de 1939, Ymah formou-se em jornalismo pela antiga Faculdade de Filosofia e Letras – Fafile (UFJF) e viveu em Juiz de Fora, onde faleceu em 2008, aos 69 anos. Durante mais de 30 anos, colaborou como articulista em inúmeros periódicos mineiros. Membro titular e fundadora da Academia Juizforana de Letras, a poetisa teve seu talento reconhecido por meio de inúmeras premiações e menções honrosas recebidas em concursos literários.
Marcadores:
Ymah Théres
domingo, 27 de maio de 2012
''DO MUNDO''
Vão, que já não são meus
os filhos, os versos, a história.
Comigo não ficam meus passos
nem o desenho do corpo.
Vão os que do mundo vieram:
as folhas, os porres, os cansaços.
Se depositamos guirlandas e lágrimas
aos pés deste deus, nossos tesouros
já não ficam ensimesmados.
Vão, pois, esvaziem-se nossos barcos
por tamanha generosa partida.
E para tantos outros encontros
solte-se a órbita do peito no espaço.
(Fernando Campanella)
Marcadores:
Fernando Campanella
domingo, 13 de maio de 2012
ALGUMA COISA
Alguma coisa fica
do caminhar contínuo
e deste sono.
Alguma folha fica
da primavera
no outono.
Algum fruto, algum gesto, alguma voz.
Alguma coisa frutifica.
E fica em nós.
Renata Pallottini
Marcadores:
Renata Pallottini
terça-feira, 1 de maio de 2012
Pouca Fala
Como é fácil dizer. É abrir a boca
e deixar que se livre, como um rio
perdido de si mesmo, o desvairio.
Aprendi: toda vez que deixo a boca
entregar-se à aventura da verdade,
não demora e a traição da liberdade
me devolve a palavra desalada.
O tempo é o do fazer silencioso,
e um pouco de canção, brasa que o azul
do sonho que trabalha vai lavrando.
Com a terra que abriga e dá caminho
a um sonho de semente que não sabe
que abre um rastro de luz na escuridão.
Thiago de Mello
In: Poesia Comprometida Com a Minha e a Tua Vida
Marcadores:
Thiago de Mello
quarta-feira, 18 de abril de 2012
'O Paradoxo dos Sentidos'
A distância nos aproxima.
A ausência traz tua presença.
Quando não te vejo mais te percebo.
No silêncio a sós ouço tua voz.
Na solidão ando contigo em pensamento pela mão.
Enxergo claro a noite através da escuridão.
No antagonismo da adversidade
mostra-se os sentidos e a autenticidade.
Será sempre assim?
Precisaremos do oposto em nosso posto.
Do amargo para lembrar o doce do gosto.
Indeléveis marcas da vida são os reversos.
Que muitas vezes só entendemos nos versos.
Jorge Cabral
(Porto alegre- RS)
Marcadores:
Jorge Cabral
Metamorfose
As borboletas são as flores
que, enfim, conseguiram voar,
mas vivem a rondar as plantas
como quem ronda o antigo lar;
há sempre, pelo ar, um jardim
de rosa múltipla e jasmim,
e há, talvez, a vontade enorme
em tudo de perder seu peso,
ter a leveza de quem dorme,
ser a lembrança no abandono,
ou luz de estrela se apagando.
Alberto da Cunha Melo
In: Dois caminhos e uma oração
Marcadores:
Alberto da Cunha Melo
"A GENTE NUNCA ESTA SÓ"
A gente nunca está só.
Ou se está com uma saudade
De um sonho desfeito em pó;
Ou se está com uma esperança
De nova felicidade
No coração que não cansa. . .
Sempre uma sombra com a gente,
Constantemente,
Uma sombra. . . Boa. . . ou má. . .
Só é que nunca se está.
Adelmar Tavares
In: Poesias Escolhidas
***********
Adelmar Tavares da Silva Cavalcanti
(Recife, 16 de fevereiro de 1888 — Rio de Janeiro, 20 de junho de 1963)
foi um advogado, professor, jurista, magistrado e poeta brasileiro. Ocupou a cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras, onde foi eleito em 25 de março de 1926. Era considerado o
Marcadores:
Adelmar Tavares
segunda-feira, 19 de março de 2012
'Relógio do Rosário'
Era tão claro o dia, mas a treva,
do som baixando, em seu baixar me leva
pelo âmago de tudo, e no mais fundo
decifro o choro pânico do mundo,
que se entrelaça no meu próprio choro,
e compomos os dois um vasto coro.
Oh dor individual, afrodisíaco
selo gravado em plano dionisíaco,
a desdobrar-se, tal um fogo incerto,
em qualquer um mostrando o ser deserto,
dor primeira e geral, esparramada,
nutrindo-se do sal do próprio nada,
convertendo-se, turva e minuciosa,
em mil pequena dor, qual mais raivosa,
prelibando o momento bom de doer,
a invocá-lo, se custa a aparecer,
dor de tudo e de todos, dor sem nome,
ativa mesmo se a memória some,
dor do rei e da roca, dor da cousa
indistinta e universa, onde repousa
tão habitual e rica de pungência
como um fruto maduro, uma vivência,
dor dos bichos, oclusa nos focinhos,
nas caudas titilantes, nos arminhos,
dor do espaço e do caos e das esferas,
do tempo que há de vir, das velhas eras!
Não é pois todo amor alvo divino,
e mais aguda seta que o destino?
Não é motor de tudo e nossa única
fonte de luz, na luz de sua túnica?
O amor elide a face… Ele murmura
algo que foge, e é brisa, e fala impura.
O amor não nos explica. E nada basta,
nada é de natureza assim tão casta
que não macule ou perca sua essência
ao contato furioso da existência.
Nem existir é mais que um exercício
de pesquisar de vida um vago indício,
a provar a nós mesmos que, vivendo,
estamos para doer, estamos doendo.
Mas, na dourada praça do Rosário,
foi-se, no som, a sombra. O columbário
já cinza se concentra, pó de tumbas,
já se permite azul, risco de pombas.
Carlos Drummond de Andrade
Marcadores:
Carlos Drummond de Andrade
domingo, 11 de março de 2012
"CERCANIAS"
Há um prazo certo
um tempo justo
para olhar este mundo
— de relance.
Num abrir e fechar de olhos,
vão-se as paisagens
cercanias e miragens
— última chance.
Lenilde Freitas
Marcadores:
Lenide Freitas
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
A GIRA DO POEMA
O poeta, abstraído, em que pensará?
(já nem respiro, só observo):
dezenas de umbigos o circundam.
Pensamentos giram alucinados ao redor de sua cabeça,
Nuvens de versos giram em torno de seu coração.
O mundo gira, a cabeça do poeta gira,
tudo gira ao Deus dará.
Como esses versos, baldios, tão frios,
todavia, espera pra ver depois dessa gira,
a doçura de poesia,
o poema ardente que se fará!
*Carmen Regina
(já nem respiro, só observo):
dezenas de umbigos o circundam.
Pensamentos giram alucinados ao redor de sua cabeça,
Nuvens de versos giram em torno de seu coração.
O mundo gira, a cabeça do poeta gira,
tudo gira ao Deus dará.
Como esses versos, baldios, tão frios,
todavia, espera pra ver depois dessa gira,
a doçura de poesia,
o poema ardente que se fará!
*Carmen Regina
Marcadores:
Carmen Regina Dias
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Lá vai o espírito,
- é pura luz! -
em humanas águas deslizando
pelas corredeiras do e terno.
Aqui vou eu,
- faísca de estrela, -
em humana veste per correndo
as vias da evolução.
Carmen Regina
- é pura luz! -
em humanas águas deslizando
pelas corredeiras do e terno.
Aqui vou eu,
- faísca de estrela, -
em humana veste per correndo
as vias da evolução.
Carmen Regina
Marcadores:
Carmen Regina Dias
A beleza, não raro, ,
precisa ser observada a uma certa distância
(das emoções humanas comezinhas
e dos ruídos interiores)
e a uma certa altura
(do mirante dos patamares da sabedoria e da inocência)
para ser percebida
em sua toda extensão e magnificência
até então inimaginadas.
Abraços do mini cais
Carmen Regina
Marcadores:
Carmen Regina Dias
Assinar:
Postagens (Atom)














