Seja bem-vindo. Hoje é

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Memória


Deixar a memória
cumprir sua parte
juntar os pedaços
compor os seus itens

então reverter-se
do tempo e da carne
tornando-se apenas
um puro fluir

deixar que a memória
performe e execute
e sermos apenas
processing data

(e indeléveis registros).


Rio, outubro de 1972


Álvaro Pacheco
In "Seleção de Poemas"(1984)

Nascido em 26 de novembro de 1933, no Piauí, fez os seus primeiros estudos em Teresina, onde concluiu o Curso Ginasial, vindo para o Rio de Janeiro logo em seguida. No Colégio Salesiano Santa Rosa de Niterói fez o Curso Científico e formou-se em Direito em 1958 pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro. Exerceu a advocacia no Rio de 1957 a 1963.
Reside no Rio de Janeiro desde que saiu do Piauí. [set/1998]

domingo, 8 de agosto de 2010

SONETO AO TEMPO


Na areia, aonde o mar encerra em ondas seu curso,
Fico olhando o horizonte, a brisa é leve, suave,
Meus pensamentos voam, as nuvens brincam no céu,
Sinto a liberdade daquele momento breve, que me leva...

Em poucos instantes, a minha alma leve flutua, nua,
longe das angústias desta vida, de seres camuflados,
mascarados de sorrisos, de palavras sem sentido,
pois sou eu que faço minha sombra, meu castelo na areia.

Ainda de frente ao mar, as lembranças fazem sua dança,
bailam ao meu redor, feito bailarinas em um palco, giram,
entre sorrisos e lágrimas, surgem e como num encanto se vão...

Assim, as marcas do tempo, em minha memória, presentes,
dispersas seguem seu rumo, e fico com um sorriso leve,
Tempo que se foi, na brisa, nas nuvens, nas ondas...em mim.

(Reggina Moon)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

'Mar de solidão'


Aceito a solidão
da partida dos meus encantos,
na cadência monótona dos meus passos
anunciando auroras salpicadas
de orvalhos amargos das manhãs

Ventos errôneos das tardes,
regressam com roupagem cinza outonal,
sem semear fantasias,
convertendo a alma em ocasos
debruçados em seus tons de melodia

Ando sem pressa, sem lembranças
apenas o coração espera
entre o resto e o nada
de viagens profundas
nos desertos por onde passo.


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 04/08/10
Código do Texto: T2417359

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Identificação


Usando as mesmas palavras
Precisas e limitadas,
Os homens raro se entendem.


As almas se identificam
Nas graves coisas profundas,
Inominadas.



Helena Kolody
In: Poemas do Amor Impossível

quinta-feira, 29 de julho de 2010

'Qietude'


Celebrar a cartase
suscetível dos pensamentos
ansiosos sejam de realizações
ou de frustrações .

Assim experimentar a
plenitude do absoluto
com o coração.

Filhos das estrelas
pulsando amor
no grande silêncio.

Pleno e vazio
banhado pela luz e paz,
na ausência do próximo
segmento frenético.

Manto de tranqüilidade.

Aharon

Nelson Aharon
Joenvile-SC

domingo, 25 de julho de 2010

'Deixa-me seguir para o mar'


Tenta esquecer-me...
Ser lembrado é como evocar
Um fantasma...
Deixa-me ser o que sou,
O que sempre fui, um rio que vai fluindo...
Em vão, em minhas margens cantarão as horas,
Me recamarei de estrelas como um manto real,
Me bordarei de nuvens e de asas,
Às vezes virão a mim as crianças banhar-se...
Um espelho não guarda as coisas refletidas!
E o meu destino é seguir... é seguir para o Mar,
As imagens perdendo no caminho...
Deixa-me fluir, passar, cantar...
Toda a tristeza dos rios
É não poder parar!


Mario Quintana
Baú de espantos,
Editora Globo, Rio de Janeiro, 1986

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Rubis ao vento


ouvir ao vento,
ao virar vento

Ouvi de tua boca o silêncio, ansioso
de uma palavra hebraica, sem ânsia.
Andamos entre ruínas circulares
com Borges e alefes e golens...
descobrimo-nos nas solidões
tropicais, involuntariamente.
A palavra acumulada de nostalgia
do eco de um antigo deus ausente:
ecos divinos, arcaicos livros vivos.
Ouvi de tua boca o silêncio, ansioso.

São Paulo, Julho 1989

Vicente Cechelero
(Ascurra, SC, 13 de Janeiro de 1950 — Navegantes, SC, 16 de Abril de 2000)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

VIDA


Não digas
que estás só
se nunca sentiste
a verdadeira solidão
porque algum dia
poderás te encontrar
dolorosamente só.
Não reclames
da tragicidade
da vida...
Envolto nos problemas
descobrirás
o sentido de viver.
Verás então
que a vida
é bem mais bela
do que pensas.
Não afirmes
eu não amo
sem que disso
tenhas certeza.
Quando amares
- previne-te -
sofrerás!
Não maldigas
a noite escura.
Ela será
o acalento
da tua Tristeza Maior.
Não abandones
a estrelinha singela.
Quando estiveres triste
verás ser a estrela
tua amiga.
Buscarás consolo
nela
e serás feliz...

Delores Pires
In a Estrela e a Busca

Poema recebido através da amiga Dione Coppi Eller,
de "Gotas de poesias e outras essências"

domingo, 18 de julho de 2010

Torna viagem


Parasse o rio onde foi fonte,
ficasse a fonte onde foi nuvem,
voltasse o mar onde foi rio
para que o rio fosse chuva...

Assim esta rosa de outono
que já vai sendo minha vida,
seria folha, caule, seiva
e raiz da infância perdida!

Bandeira Tribuzi

NOTURNO


Certa presença concreta da noite vem
insinua-se infiltra-se e entorpece
de serenidade ou angústia. Ou dupla
embala em sonho em acre e em silêncio
Vem materna e serena mas corpórea
e afaga o descanso e entoa a canção inatingível
Então se avoluma o esquecimento e envolve-me e avança
comigo nos braços para a distância e o sonho perfeito


Bandeira Tribuzi
In: Poesias Completas

Bandeira Tribuzi, pseudônimo de José Tribuzi Pinheiro Gomes,(São Luís, Maranhão, 2 de fevereiro de 1927 — 8 de setembro de 1977)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

PAISAGEM POR DENTRO


Abro os braços
para a paisagem
descortinada janela a fora,
aos olhos que se arregalam.

E o coração:
- a vida é bela bebida aos poucos.

O verde enverdece o sol,
o amarelo traz fruta – esperança,
a saudade em chuva e orvalho
cai (dos tempos de criança).
Bate-me por dentro, nas laterais:
- as narinas sentem
e os ouvidos ouvem
o vento
e seus mistérios e eflúvios,
arrepiando a pele como tentáculos.

A alma que voava
me pousou
na beira do sonho.

Francisco Miguel de Moura
(Jenipapeiro,Piauí- 16 de junho de 1933)

terça-feira, 13 de julho de 2010

FLUXO


A noite veio vindo de mansinho.
Sons tornaram-se pedras.
As palavras vestiram-se de luto.
E a poesia floriu no bojo do silencio.
Lá estava ela, solitária.
Era a vida que escapava de tudo
como a água que foge entre os dedos
e vai brilhar um momento nos seixos.
Sem resposta, o relógio espeta o silencio:
seu clarão já não sorrirá nos olhos mortos.


Anderson Braga Horta
In: Fragmentos da Paixão
Carangola (MG)- 17.11.1934.

"BALADA DE EMILY BRONTE"

(Cena do filme 'O morro dos ventos uivantes", Laurence Olivier & Merle Oberon)

No morro do Vento Uivante
o vento passa uivando, uivando ...

No Morro do Vento uivante
há um casarão sombrio
cheio de salas vazias
e corredores vazios ...
A noite toda um porta
geme agoniadamente.
Pelas vidraças partidas
silvam longos assovios,
no ar de abandono e de medo
passam bruscos arrepios ...

No Morro do Vento Uivante
o vento passa ...
Emily Bronte
não pares a história ... Conta!
conta, conta, conta, conta!
Dá-me outra vez aquele medo
que encheu minha infância morta
de sonhos e de arrepios ...

No Morro do Vento uivante ...

Depois que os anos passaram
como ficaram meus dias
vazios ... vazios ...


Tasso da Silveira
Canções a Curitiba
& outros poemas

'Wuthering Heights' ( O morro dos ventos uivantes) é um filme americano dirigido por William Wyler e lançado em 1939. Sua história é baseada na novela de mesmo nome da britânica Emily Brontë.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

AS LINHAS


A vida é uma cilada do tempo
Nos ofende em sua breve pressa
Inebria-nos sua breve miragem.

E também dança,
Ato de galáxias que bailam
Sob as ordens do sono
Sobre as ondas dos sons
Dos mares, em seu caminho e suas ondas.

Fim de tarde,
Gaivotas descem,
Visualizam a praia, ultima vez
Ao sol dão o aviso, e a tarde zarpa
Para mares distantes onde a noite corta
A multidão dos horizontes.

Georgio Rios,
Blog do poeta: 'Modus Operandi'

sábado, 3 de julho de 2010

Mansões da Alma!


Onde os dias são sempre iguais,
árvores com suas folhas aladas
ora são borboletas e num repente
são pássaros sobre um céu de
um azul jamais percebido.

A lua lembra um relógio de prata
iluminando horizontes de relva
macia renovando sublimes
pensamentos nos corações.

Noites e dias são instantes.
A luz do sol banhando a face
com sentimentos do puro amor.
Estrelas conversando com a
janela da alma.

Na beira da enseada a maré estática
e cristalina forma um espelho nítido
que infundem o céu e a terra em uma
tamanha beleza que não se tem ao certo
a noção de estar caminhando no chão ou no céu.

Barcos chegam ao porto dentro de garrafas
gigantes, a luz do farol são os pensamentos
de Deus revelando a beleza extraordinária
da Criação.

O tempo é um estrangeiro sem passaporte.
Sem visto de passado nem do presente.
Eternidade.
Eternamente abençoado.

Aharon
*Nelson Aharon
Escritor de Joenvile, SC.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Memória


Deixar a memória
cumprir sua parte
juntar os pedaços
compor os seus itens

então reverter-se
do tempo e da carne
tornando-se apenas
um puro fluir

deixar que a memória
performe e execute
e sermos apenas
processing data

(e indeléveis registros).


Rio, outubro de 1972


Álvaro Pacheco
In "Seleção de Poemas"(1984)

Nascido em 26 de novembro de 1933, no Piauí, fez os seus primeiros estudos em Teresina, onde concluiu o Curso Ginasial, vindo para o Rio de Janeiro logo em seguida. No Colégio Salesiano Santa Rosa de Niterói fez o Curso Científico e formou-se em Direito em 1958 pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro. Exerceu a advocacia no Rio de 1957 a 1963.
Reside no Rio de Janeiro desde que saiu do Piauí. [set/1998]

domingo, 8 de agosto de 2010

SONETO AO TEMPO


Na areia, aonde o mar encerra em ondas seu curso,
Fico olhando o horizonte, a brisa é leve, suave,
Meus pensamentos voam, as nuvens brincam no céu,
Sinto a liberdade daquele momento breve, que me leva...

Em poucos instantes, a minha alma leve flutua, nua,
longe das angústias desta vida, de seres camuflados,
mascarados de sorrisos, de palavras sem sentido,
pois sou eu que faço minha sombra, meu castelo na areia.

Ainda de frente ao mar, as lembranças fazem sua dança,
bailam ao meu redor, feito bailarinas em um palco, giram,
entre sorrisos e lágrimas, surgem e como num encanto se vão...

Assim, as marcas do tempo, em minha memória, presentes,
dispersas seguem seu rumo, e fico com um sorriso leve,
Tempo que se foi, na brisa, nas nuvens, nas ondas...em mim.

(Reggina Moon)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

'Mar de solidão'


Aceito a solidão
da partida dos meus encantos,
na cadência monótona dos meus passos
anunciando auroras salpicadas
de orvalhos amargos das manhãs

Ventos errôneos das tardes,
regressam com roupagem cinza outonal,
sem semear fantasias,
convertendo a alma em ocasos
debruçados em seus tons de melodia

Ando sem pressa, sem lembranças
apenas o coração espera
entre o resto e o nada
de viagens profundas
nos desertos por onde passo.


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 04/08/10
Código do Texto: T2417359

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Identificação


Usando as mesmas palavras
Precisas e limitadas,
Os homens raro se entendem.


As almas se identificam
Nas graves coisas profundas,
Inominadas.



Helena Kolody
In: Poemas do Amor Impossível

quinta-feira, 29 de julho de 2010

'Qietude'


Celebrar a cartase
suscetível dos pensamentos
ansiosos sejam de realizações
ou de frustrações .

Assim experimentar a
plenitude do absoluto
com o coração.

Filhos das estrelas
pulsando amor
no grande silêncio.

Pleno e vazio
banhado pela luz e paz,
na ausência do próximo
segmento frenético.

Manto de tranqüilidade.

Aharon

Nelson Aharon
Joenvile-SC

domingo, 25 de julho de 2010

'Deixa-me seguir para o mar'


Tenta esquecer-me...
Ser lembrado é como evocar
Um fantasma...
Deixa-me ser o que sou,
O que sempre fui, um rio que vai fluindo...
Em vão, em minhas margens cantarão as horas,
Me recamarei de estrelas como um manto real,
Me bordarei de nuvens e de asas,
Às vezes virão a mim as crianças banhar-se...
Um espelho não guarda as coisas refletidas!
E o meu destino é seguir... é seguir para o Mar,
As imagens perdendo no caminho...
Deixa-me fluir, passar, cantar...
Toda a tristeza dos rios
É não poder parar!


Mario Quintana
Baú de espantos,
Editora Globo, Rio de Janeiro, 1986

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Rubis ao vento


ouvir ao vento,
ao virar vento

Ouvi de tua boca o silêncio, ansioso
de uma palavra hebraica, sem ânsia.
Andamos entre ruínas circulares
com Borges e alefes e golens...
descobrimo-nos nas solidões
tropicais, involuntariamente.
A palavra acumulada de nostalgia
do eco de um antigo deus ausente:
ecos divinos, arcaicos livros vivos.
Ouvi de tua boca o silêncio, ansioso.

São Paulo, Julho 1989

Vicente Cechelero
(Ascurra, SC, 13 de Janeiro de 1950 — Navegantes, SC, 16 de Abril de 2000)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

VIDA


Não digas
que estás só
se nunca sentiste
a verdadeira solidão
porque algum dia
poderás te encontrar
dolorosamente só.
Não reclames
da tragicidade
da vida...
Envolto nos problemas
descobrirás
o sentido de viver.
Verás então
que a vida
é bem mais bela
do que pensas.
Não afirmes
eu não amo
sem que disso
tenhas certeza.
Quando amares
- previne-te -
sofrerás!
Não maldigas
a noite escura.
Ela será
o acalento
da tua Tristeza Maior.
Não abandones
a estrelinha singela.
Quando estiveres triste
verás ser a estrela
tua amiga.
Buscarás consolo
nela
e serás feliz...

Delores Pires
In a Estrela e a Busca

Poema recebido através da amiga Dione Coppi Eller,
de "Gotas de poesias e outras essências"

domingo, 18 de julho de 2010

Torna viagem


Parasse o rio onde foi fonte,
ficasse a fonte onde foi nuvem,
voltasse o mar onde foi rio
para que o rio fosse chuva...

Assim esta rosa de outono
que já vai sendo minha vida,
seria folha, caule, seiva
e raiz da infância perdida!

Bandeira Tribuzi

NOTURNO


Certa presença concreta da noite vem
insinua-se infiltra-se e entorpece
de serenidade ou angústia. Ou dupla
embala em sonho em acre e em silêncio
Vem materna e serena mas corpórea
e afaga o descanso e entoa a canção inatingível
Então se avoluma o esquecimento e envolve-me e avança
comigo nos braços para a distância e o sonho perfeito


Bandeira Tribuzi
In: Poesias Completas

Bandeira Tribuzi, pseudônimo de José Tribuzi Pinheiro Gomes,(São Luís, Maranhão, 2 de fevereiro de 1927 — 8 de setembro de 1977)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

PAISAGEM POR DENTRO


Abro os braços
para a paisagem
descortinada janela a fora,
aos olhos que se arregalam.

E o coração:
- a vida é bela bebida aos poucos.

O verde enverdece o sol,
o amarelo traz fruta – esperança,
a saudade em chuva e orvalho
cai (dos tempos de criança).
Bate-me por dentro, nas laterais:
- as narinas sentem
e os ouvidos ouvem
o vento
e seus mistérios e eflúvios,
arrepiando a pele como tentáculos.

A alma que voava
me pousou
na beira do sonho.

Francisco Miguel de Moura
(Jenipapeiro,Piauí- 16 de junho de 1933)

terça-feira, 13 de julho de 2010

FLUXO


A noite veio vindo de mansinho.
Sons tornaram-se pedras.
As palavras vestiram-se de luto.
E a poesia floriu no bojo do silencio.
Lá estava ela, solitária.
Era a vida que escapava de tudo
como a água que foge entre os dedos
e vai brilhar um momento nos seixos.
Sem resposta, o relógio espeta o silencio:
seu clarão já não sorrirá nos olhos mortos.


Anderson Braga Horta
In: Fragmentos da Paixão
Carangola (MG)- 17.11.1934.

"BALADA DE EMILY BRONTE"

(Cena do filme 'O morro dos ventos uivantes", Laurence Olivier & Merle Oberon)

No morro do Vento Uivante
o vento passa uivando, uivando ...

No Morro do Vento uivante
há um casarão sombrio
cheio de salas vazias
e corredores vazios ...
A noite toda um porta
geme agoniadamente.
Pelas vidraças partidas
silvam longos assovios,
no ar de abandono e de medo
passam bruscos arrepios ...

No Morro do Vento Uivante
o vento passa ...
Emily Bronte
não pares a história ... Conta!
conta, conta, conta, conta!
Dá-me outra vez aquele medo
que encheu minha infância morta
de sonhos e de arrepios ...

No Morro do Vento uivante ...

Depois que os anos passaram
como ficaram meus dias
vazios ... vazios ...


Tasso da Silveira
Canções a Curitiba
& outros poemas

'Wuthering Heights' ( O morro dos ventos uivantes) é um filme americano dirigido por William Wyler e lançado em 1939. Sua história é baseada na novela de mesmo nome da britânica Emily Brontë.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

AS LINHAS


A vida é uma cilada do tempo
Nos ofende em sua breve pressa
Inebria-nos sua breve miragem.

E também dança,
Ato de galáxias que bailam
Sob as ordens do sono
Sobre as ondas dos sons
Dos mares, em seu caminho e suas ondas.

Fim de tarde,
Gaivotas descem,
Visualizam a praia, ultima vez
Ao sol dão o aviso, e a tarde zarpa
Para mares distantes onde a noite corta
A multidão dos horizontes.

Georgio Rios,
Blog do poeta: 'Modus Operandi'

sábado, 3 de julho de 2010

Mansões da Alma!


Onde os dias são sempre iguais,
árvores com suas folhas aladas
ora são borboletas e num repente
são pássaros sobre um céu de
um azul jamais percebido.

A lua lembra um relógio de prata
iluminando horizontes de relva
macia renovando sublimes
pensamentos nos corações.

Noites e dias são instantes.
A luz do sol banhando a face
com sentimentos do puro amor.
Estrelas conversando com a
janela da alma.

Na beira da enseada a maré estática
e cristalina forma um espelho nítido
que infundem o céu e a terra em uma
tamanha beleza que não se tem ao certo
a noção de estar caminhando no chão ou no céu.

Barcos chegam ao porto dentro de garrafas
gigantes, a luz do farol são os pensamentos
de Deus revelando a beleza extraordinária
da Criação.

O tempo é um estrangeiro sem passaporte.
Sem visto de passado nem do presente.
Eternidade.
Eternamente abençoado.

Aharon
*Nelson Aharon
Escritor de Joenvile, SC.