Seja bem-vindo. Hoje é

terça-feira, 16 de junho de 2009

Travessia

(Gary Benfield)


Vidros que separam,
são os mesmos que trazem à contraluz,
o perfil delineado e marcado
do difuso tom da tua imagem

Na inefável neblina,
um vôo vapor esculpe
tua voz na escala modal
entoando tua chegada

Teu olhar impreciso
direciona-me às reentrâncias
do teu silêncio
deixando um sopro leve,
imperceptível no afã da vida


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 13/06/09
Código do Texto: T1646498

Jornada da Alma

(Gary Benfield)


Começo minha busca pelo coração
domesticando a natureza brusca,
lapidando o instinto
racionalizando o erro cometido

Averíguo passos em falso
abstendo-me do deslaço,
devolvendo amor para o descaso.

É a evolução do ser que se dá,
na renovação que se confirma,
nessa busca infinda do caminho da paz.


Conceição Bentes
11/06/09

O meu comum...

(Gary Benfield)


O meu comum
não é comum,
é errado quando regulado pelo instinto

No espírito,
tenho desejo chave
Da magia,
a fase de um perfeito encanto

Escondo segredos em nomes incertos
adentrando mistérios
multiplicando imagens
num tranqüilo acontecer

Neste lamento,
contento-me em conter
meu descontentamento
e a minha luta me eterniza
lavrando a alma livre e concisa


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 10/06/09
Código do Texto: T1641241

terça-feira, 9 de junho de 2009

Alegrias antigas

(Garmash)


Tenho saudade do tempo
em que as verdades eram ditas
que podia ser franca
sem prantos provocar

Sinto falta dos momentos sinceros
quando servi de suporte
aos soluços abruptos

Queria ter a ilusão
transfigurada em realidade,
a perfeição incompleta
transformando traços soltos
em figuras perfeitas.

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 07/06/09
Código do Texto: T1637025

A CANÇÃO DA ESPERA

(Mikhael Garmach)


Quando deixares meu desavisado coração
não esqueças de deixar a luz da lua acesa.
Deixa a chave da esperança sobre a mesa
do quarto onde dormiu teu último verão.

Não te esqueças das romãs do teu outono
só porque as sombras do inverno te virão
como lembranças de um amor de ocasião
que não conciliava mais o próprio sono.

Talvez eu me adormeça aqui para sonhar
com o outro lado temporão da primavera
onde eu sonhar me seja estar à tua espera
doendo de um retorno de qualquer lugar.

Estarei dividindo com as águas do riacho
uma breve canção de prazer e sofrimento
sobre a vida refeita de pena sem lamento
o coração envolto no seu próprio abraço.


Afonso Estebanez

Tempo de nós dois

(Ireni Sheri)


Existe no tempo
um lugar indefinido
entre mim e o infinito
que liberta sonhos ocultos
de saudades sem cores

Promessas feitas de esperas
desfolham a solidão
dos dias que amadurecem
enraizando a emoção
que sobrepõe a mente e o coração


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 06/06/09
Código do Texto: T1634765

Poema

sexta-feira, 5 de junho de 2009

PROCURA



A música distante.. É triste... Chora...
A lua... Sonhos, tantos... Solidão...
Palavras, sentimentos... Tudo implora
por ter nova esperança, novo chão.

Vazio... Alma apagada... É lenta a hora...
É lento o amanhecer do coração.
O sol... O sol, não vem... O sol, demora...
E a dor demarca os passos da emoção.

Qual folha que se vai na tempestade,
minh'alma peregrina na saudade,
saudade... Que não mostra o seu olhar.

De quem? Não sei... Mas sofro, sem medida...
Aqui... No outrora... Eu busco minha vida,
rogando ao céu um dia te encontrar!

- Patricia Neme -

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Meus ocasos


Meus olhos gravitam como sóis
iluminando universos
pautados por planetas em sustenido
e estrelas em bemóis

Ainda que inexistissem luzes,
fosse noite absoluta
e o tempo sofresse lapsos
momentâneos,

auroras noturnas me chegariam
nos ritmos deslizantes
da música do vento,
trazendo poemas diuturnos
ressuscitados nos meus ocasos.


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 02/06/09
Código do Texto: T1628315

terça-feira, 2 de junho de 2009

Momento



O vôo dos pássaros prolonga
a beleza das tardes.
E há, em nosso olhar,
um vasto
dealbar.
Tudo, em grandeza, torna-se possível.
O visível nasce do invisível.
As nuvens acenam, de repente.
E aquilo que emergiu
é o emergente.

Artur Eduardo Benevides
(Ceará)

"SOU FELIZ É UMA VERDADE"

(Gary Benfield)


“OS SONHOS SÃO MENTIRAS EM GAIOLAS”
Condena, meu amor aprisionado?
Já posso ouvir seus versos com violas
sentir meu coração apaixonado...

Se um sonho morre... vem lágrima e rola!
A saudade eterniza o bem-amado!
“EU JURO QUE APRENDI SER BANDEIROLA”
voar, cantar feliz, sempre ao seu lado.

“DESAPRENDI ANDAR EM LINHA RETA”
por isso, sou feliz! É uma Verdade!
Amada virtual! Sou mulher poeta!

Miguel, o que supõe uma mentira...
As cordas deste Amor tocam Amizade
ao som das belas notas de uma lira.


Miguel Russowsky

Rascunho de sonhos

(Gary Benfield)


Meus sonhos são rascunhos
de poemas órfãos de mim,
imponderáveis lembranças,
adormecidas do que fui

Guardo as imagens
de outros tempos
de vida falha e finda,
no vulto da solidão

Calo-me para o mundo,
vendo a queda desses sonhos
em minha eterna vigília.


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 31/05/09
Código do Texto: T1624641

Quando chegares...

(Gary Benfield)


Quando chegares,
venhas sobre uma folha em branco
e faça teu silêncio chover
sobre minha alma acesa

Amanhecerei em poemas,
nas palavras mudas
ou nos reflexo onde ocultas
tua face nua

Pousarás com teus lábios
na fonte que banha meus sonhos
e o tempo rasgará sombras
das viagens ser regresso.


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 30/05/09
Código do Texto: T1623819

Indagações

(Gary Benfield)


Procuro a vida sem preconceitos
gentes iguais, diferenças nenhuma

Quero no lago da vida
matar a sede do meu grito caduco
que ecoa pelo universo
em busca dos sonhos antigos

Indago pelos segredos,
falo do meu amor
brindo aos sentimentos
do lado escuro de mim


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 29/05/09
Código do Texto: T1622120

Desamparo

(Gary Benfield)


Como se não bastasse
a terra sem memória,
as chuvas aqui vêem beber
nossa incredulidade

Ninguém olha o que se dessedenta
entre oceanos tracionados
nos azuis dos trópicos
deixando o tempo no desamparo

Os céus desabam no alvor
do amanhecer atordoado,
arrastando-se pelo cenário
calcinado e rude
onde o mar se ajoelha e rebate
mas nunca se apura.

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 27/05/09
Código do Texto: T1617843

terça-feira, 16 de junho de 2009

Travessia

(Gary Benfield)


Vidros que separam,
são os mesmos que trazem à contraluz,
o perfil delineado e marcado
do difuso tom da tua imagem

Na inefável neblina,
um vôo vapor esculpe
tua voz na escala modal
entoando tua chegada

Teu olhar impreciso
direciona-me às reentrâncias
do teu silêncio
deixando um sopro leve,
imperceptível no afã da vida


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 13/06/09
Código do Texto: T1646498

Jornada da Alma

(Gary Benfield)


Começo minha busca pelo coração
domesticando a natureza brusca,
lapidando o instinto
racionalizando o erro cometido

Averíguo passos em falso
abstendo-me do deslaço,
devolvendo amor para o descaso.

É a evolução do ser que se dá,
na renovação que se confirma,
nessa busca infinda do caminho da paz.


Conceição Bentes
11/06/09

O meu comum...

(Gary Benfield)


O meu comum
não é comum,
é errado quando regulado pelo instinto

No espírito,
tenho desejo chave
Da magia,
a fase de um perfeito encanto

Escondo segredos em nomes incertos
adentrando mistérios
multiplicando imagens
num tranqüilo acontecer

Neste lamento,
contento-me em conter
meu descontentamento
e a minha luta me eterniza
lavrando a alma livre e concisa


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 10/06/09
Código do Texto: T1641241

terça-feira, 9 de junho de 2009

Alegrias antigas

(Garmash)


Tenho saudade do tempo
em que as verdades eram ditas
que podia ser franca
sem prantos provocar

Sinto falta dos momentos sinceros
quando servi de suporte
aos soluços abruptos

Queria ter a ilusão
transfigurada em realidade,
a perfeição incompleta
transformando traços soltos
em figuras perfeitas.

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 07/06/09
Código do Texto: T1637025

A CANÇÃO DA ESPERA

(Mikhael Garmach)


Quando deixares meu desavisado coração
não esqueças de deixar a luz da lua acesa.
Deixa a chave da esperança sobre a mesa
do quarto onde dormiu teu último verão.

Não te esqueças das romãs do teu outono
só porque as sombras do inverno te virão
como lembranças de um amor de ocasião
que não conciliava mais o próprio sono.

Talvez eu me adormeça aqui para sonhar
com o outro lado temporão da primavera
onde eu sonhar me seja estar à tua espera
doendo de um retorno de qualquer lugar.

Estarei dividindo com as águas do riacho
uma breve canção de prazer e sofrimento
sobre a vida refeita de pena sem lamento
o coração envolto no seu próprio abraço.


Afonso Estebanez

Tempo de nós dois

(Ireni Sheri)


Existe no tempo
um lugar indefinido
entre mim e o infinito
que liberta sonhos ocultos
de saudades sem cores

Promessas feitas de esperas
desfolham a solidão
dos dias que amadurecem
enraizando a emoção
que sobrepõe a mente e o coração


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 06/06/09
Código do Texto: T1634765

Poema

sexta-feira, 5 de junho de 2009

PROCURA



A música distante.. É triste... Chora...
A lua... Sonhos, tantos... Solidão...
Palavras, sentimentos... Tudo implora
por ter nova esperança, novo chão.

Vazio... Alma apagada... É lenta a hora...
É lento o amanhecer do coração.
O sol... O sol, não vem... O sol, demora...
E a dor demarca os passos da emoção.

Qual folha que se vai na tempestade,
minh'alma peregrina na saudade,
saudade... Que não mostra o seu olhar.

De quem? Não sei... Mas sofro, sem medida...
Aqui... No outrora... Eu busco minha vida,
rogando ao céu um dia te encontrar!

- Patricia Neme -

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Meus ocasos


Meus olhos gravitam como sóis
iluminando universos
pautados por planetas em sustenido
e estrelas em bemóis

Ainda que inexistissem luzes,
fosse noite absoluta
e o tempo sofresse lapsos
momentâneos,

auroras noturnas me chegariam
nos ritmos deslizantes
da música do vento,
trazendo poemas diuturnos
ressuscitados nos meus ocasos.


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 02/06/09
Código do Texto: T1628315

terça-feira, 2 de junho de 2009

Momento



O vôo dos pássaros prolonga
a beleza das tardes.
E há, em nosso olhar,
um vasto
dealbar.
Tudo, em grandeza, torna-se possível.
O visível nasce do invisível.
As nuvens acenam, de repente.
E aquilo que emergiu
é o emergente.

Artur Eduardo Benevides
(Ceará)

"SOU FELIZ É UMA VERDADE"

(Gary Benfield)


“OS SONHOS SÃO MENTIRAS EM GAIOLAS”
Condena, meu amor aprisionado?
Já posso ouvir seus versos com violas
sentir meu coração apaixonado...

Se um sonho morre... vem lágrima e rola!
A saudade eterniza o bem-amado!
“EU JURO QUE APRENDI SER BANDEIROLA”
voar, cantar feliz, sempre ao seu lado.

“DESAPRENDI ANDAR EM LINHA RETA”
por isso, sou feliz! É uma Verdade!
Amada virtual! Sou mulher poeta!

Miguel, o que supõe uma mentira...
As cordas deste Amor tocam Amizade
ao som das belas notas de uma lira.


Miguel Russowsky

Rascunho de sonhos

(Gary Benfield)


Meus sonhos são rascunhos
de poemas órfãos de mim,
imponderáveis lembranças,
adormecidas do que fui

Guardo as imagens
de outros tempos
de vida falha e finda,
no vulto da solidão

Calo-me para o mundo,
vendo a queda desses sonhos
em minha eterna vigília.


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 31/05/09
Código do Texto: T1624641

Quando chegares...

(Gary Benfield)


Quando chegares,
venhas sobre uma folha em branco
e faça teu silêncio chover
sobre minha alma acesa

Amanhecerei em poemas,
nas palavras mudas
ou nos reflexo onde ocultas
tua face nua

Pousarás com teus lábios
na fonte que banha meus sonhos
e o tempo rasgará sombras
das viagens ser regresso.


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 30/05/09
Código do Texto: T1623819

Indagações

(Gary Benfield)


Procuro a vida sem preconceitos
gentes iguais, diferenças nenhuma

Quero no lago da vida
matar a sede do meu grito caduco
que ecoa pelo universo
em busca dos sonhos antigos

Indago pelos segredos,
falo do meu amor
brindo aos sentimentos
do lado escuro de mim


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 29/05/09
Código do Texto: T1622120

Desamparo

(Gary Benfield)


Como se não bastasse
a terra sem memória,
as chuvas aqui vêem beber
nossa incredulidade

Ninguém olha o que se dessedenta
entre oceanos tracionados
nos azuis dos trópicos
deixando o tempo no desamparo

Os céus desabam no alvor
do amanhecer atordoado,
arrastando-se pelo cenário
calcinado e rude
onde o mar se ajoelha e rebate
mas nunca se apura.

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 27/05/09
Código do Texto: T1617843