
Formatação do poema, pela querida amiga Leila Derzi
Eis que olhei para trás e meus erros haviam secado pendurados nos galhos do tempo. Havia uma voz no vento, tomei meu cavalo e a segui. Na algibeira paz derradeira de quem ama a solidão. E quando a noite do fim dos dias tocar-me a face com os negros dedos, docemente entregarei o corpo à terra, soltarei o alazão às pastagens e a alma...à imensidão. Lenise Marques
 Quando um sonho bater em tua porta, pensa bem... Pode até ser que não seja um sonho. Mas pode ser o último sonho de tua vida. Quando um anjo bater em tua porta, pensa bem... Pode até ser que não seja um anjo. Mas pode ser o último anjo de tua vida. Quando a brisa beijar a tua face, pensa bem... Pode até ser que nem seja a brisa. Mas pode ser o último beijo de uma brisa. Quando o amor bater na porta de teu coração, pensa bem... Pode até ser que não seja o amor. Mas pode ser o único amor de tua vida. Quando sentires que tu queres entrar em tua vida, não pensa! Abra a porta e deixa teu Eu entrar rompendo as velhas trancas de tua entrada proibida. Porque esta deve ser a última vez que Deus tenta entrar para sempre em tua vida... Julis Calderón & Afonso Estebanez
The Old Tower at Nuenen with a Ploughman,1884-Van GoghNuma lousa indolor De uma torre altíssima Desenhei meu sonho. Pintei-o de cores fortes Para os aplausos do tempo. Acalentei-o Junto ao peito, Até o último instante. E, mesmo assim, Na ausência do sol, Antes do amanhecer, Mataram-no. Os fragmentos, Como meteoros, Entraram no meu sangue, Aprisionaram os desejos, Alterando-me a química do viver. Na torre, Apenas sombras, Imagens órfãs, Esquecidas, E um enorme gosto de dor. (Genaura Tormin)
 Navegaste pelas estrelas e nadaste na magia plena dos meus sonhos, vestido com velas brancas em fantasias que conceberas Bebi a pureza da tua alma enquanto ouvia teu sorriso explodir nas paredes adormecidas dos teus passos que perderam-se no tempo Desejei que naufragasses em mim como um perdido feliz musicado pelos ponteiros que marcam a espera de uma chegada Não sei de onde vens e nem como o sinto... só a dor é orquestrada nos tropeços da minha alma. Conceição Bentes Publicado no Recanto das Letras em 03/04/09 Código do Texto: T1520911
 Dentro de mim moram rimas nascidas nos lençóis da aurora, de arquitetura delicada como hastes de uma roseira Possuem a cor da neve, irreais, difusas, irreveláveis, antigas e rejuvenescidas, cheirando a mata virgem povoadas de sonhos adormecidos Não são rimas derradeiras, são solidárias, estóicos de saudades. não se apagam lentas tal a velas, mas ressuscitam meus ocasos. Conceição Bentes Publicado no Recanto das Letras em 02/04/09 Código do Texto: T1518338
 Feliz de mim quando tu vens ao confessionário do meu coração falar do amor que ainda me tens onde perdestes tua própria alma num labirinto de solidão... Louvores ao amor que te absolve e te devolve a paz e a luz e a calma sempre que lhe dás a oportunidade de reencontrar a tua alma... Bem-aventuradas são as almas que confessam seu amor perdido do qual nunca se perderam... É preciso viver para perder-se o quanto é necessário perder-se para se encontrar na solidão... Bem-aventuradas as nossas almas separadas... Eis porque juntas, jamais se perderão... Afonso Estebanez (Dedicado à carinhosa amiga Sandra Mello “Flor”)
 Tenho olhos cortados em camadas acrílicas que caminham em ritmos de esferas e retas contrapondo-se ao meu destino Sou como as pedras que vivem em qualquer ângulo, pássaro que desconhece invernos, vento que devora a noite na real e inimitável música da alma Sou principio sem final voltando diuturno ao futuro, antes e depois de mim para começar a ser eternidade Conceição Bentes Publicado no Recanto das Letras em 02/04/09 Código do Texto: T1518202
 Quantas vezes, querida, apenas desejei sonhar para viver do sonho que não tive por falta de razão em tudo o que sonhei vivendo por capricho onde jamais estive. Querida! Quantas vezes eu então tentei, mas nunca consegui viver como se vive despertado do sonho que não despertei como o teu pássaro cativo, mesmo livre. E vão entardecendo nossas esperanças num funeral tardio de letais lembranças, a despeito da vida que ainda pulsa nele. E não me doa mais o amor de cativeiro: se este sonho ficar, seja ele derradeiro. E se ficar o amor, eu vou ficar com ele! Afonso Estebanez
 Aceito a solidão pela partida dos meus encantos cuja cadência monótona dos meus passos anunciam auroras salpicadas de orvalhos amargos das manhãs Ventos erráticos das tardes regressam com roupagem cinza outonal sem semearem fantasias, mas convertendo a alma em fogo ao trazer melancolia. Conceição Bentes Publicado no Recanto das Letras em 01/04/09 Código do Texto: T1516576
 Construo castelos no alto das serras por cima dos vales escalando montanhas Planejo meu mundo ultrapasso lugares vou além do espaço sou o firmamento Sei o que quero vivo, sonho tudo eu posso com o pensamento Conceição Bentes Publicado no Recanto das Letras em 05/04/09 Código do Texto: T1523477
 Eu não fico de mal com minhas rosas pois que é tudo mentira dos espinhos que há na intriga das flores invejosas das urtigas que beiram meus carinhos. É meu fado entre as flores amorosas cuidar que os desencantos do jardim reencantem-se das flores generosas do canteiro de rosas que há em mim. Tudo mentira, as urzes são formosas se como as rosas são compadecidas da flor entre as escarpas pedregosas do deserto de amor de nossas vidas. Afonso Estebanez (Dedicado à minha querida e doce irmã Vera Lúcia Stael Paris – Ver@ P@aris)
 Não há no Tempo o bálsamo perfeito para amainar a dor de uma saudade; para apagar o amor que jaz no peito de quem pensou haver fidelidade na voz gentil, no olhar, no meigo jeito dos versos celebrando a eternidade do bem querer em flor. Amor-perfeito em rimas de promessas sem verdade. O Tempo... Ah! Esse Tempo que não finda toda paixão que me acalenta, ainda... E embala meu sonhar em vão lamento! Nem Tempo ou novo alguém têm a magia que faz adormecer a nostalgia deste sentir jogado ao léu, ao vento! Patrícia Neme Palmas, 03/10/2007
 Sou o que ficou do instante que passa e esse, o tempo repassa espalhando minha alma quase alheia Navego em barcos perdidos no meio do nada onde águas perdem o sentido, estrelas seguem suas caminhadas Na imensidão do mar obscuro sou indiferente e cega apenas um ponto azul, final à procura de um porto seguro para ancorar minha vida Conceição Bentes Publicado no Recanto das Letras em 05/04/09 Código do Texto: T1523473
 Esta tristeza como uma ave do mar. Vôo tão longe. Solidão tão funda. E esta vontade impura de morrer. O secreto desejo, não de que o frêmito de vida estancasse de súbito, mas de que Deus suspendesse o gesto criador que me faz ser. Esta tristeza como uma ave do mar. O vôo tão longe. E sempre o amargo mar . . . Tasso Da Silveira In: Poemas De Antes
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Formatação do poema, pela querida amiga Leila Derzi
Eis que olhei para trás e meus erros haviam secado pendurados nos galhos do tempo. Havia uma voz no vento, tomei meu cavalo e a segui. Na algibeira paz derradeira de quem ama a solidão. E quando a noite do fim dos dias tocar-me a face com os negros dedos, docemente entregarei o corpo à terra, soltarei o alazão às pastagens e a alma...à imensidão. Lenise Marques
 Quando um sonho bater em tua porta, pensa bem... Pode até ser que não seja um sonho. Mas pode ser o último sonho de tua vida. Quando um anjo bater em tua porta, pensa bem... Pode até ser que não seja um anjo. Mas pode ser o último anjo de tua vida. Quando a brisa beijar a tua face, pensa bem... Pode até ser que nem seja a brisa. Mas pode ser o último beijo de uma brisa. Quando o amor bater na porta de teu coração, pensa bem... Pode até ser que não seja o amor. Mas pode ser o único amor de tua vida. Quando sentires que tu queres entrar em tua vida, não pensa! Abra a porta e deixa teu Eu entrar rompendo as velhas trancas de tua entrada proibida. Porque esta deve ser a última vez que Deus tenta entrar para sempre em tua vida... Julis Calderón & Afonso Estebanez
The Old Tower at Nuenen with a Ploughman,1884-Van GoghNuma lousa indolor De uma torre altíssima Desenhei meu sonho. Pintei-o de cores fortes Para os aplausos do tempo. Acalentei-o Junto ao peito, Até o último instante. E, mesmo assim, Na ausência do sol, Antes do amanhecer, Mataram-no. Os fragmentos, Como meteoros, Entraram no meu sangue, Aprisionaram os desejos, Alterando-me a química do viver. Na torre, Apenas sombras, Imagens órfãs, Esquecidas, E um enorme gosto de dor. (Genaura Tormin)
 Navegaste pelas estrelas e nadaste na magia plena dos meus sonhos, vestido com velas brancas em fantasias que conceberas Bebi a pureza da tua alma enquanto ouvia teu sorriso explodir nas paredes adormecidas dos teus passos que perderam-se no tempo Desejei que naufragasses em mim como um perdido feliz musicado pelos ponteiros que marcam a espera de uma chegada Não sei de onde vens e nem como o sinto... só a dor é orquestrada nos tropeços da minha alma. Conceição Bentes Publicado no Recanto das Letras em 03/04/09 Código do Texto: T1520911
 Dentro de mim moram rimas nascidas nos lençóis da aurora, de arquitetura delicada como hastes de uma roseira Possuem a cor da neve, irreais, difusas, irreveláveis, antigas e rejuvenescidas, cheirando a mata virgem povoadas de sonhos adormecidos Não são rimas derradeiras, são solidárias, estóicos de saudades. não se apagam lentas tal a velas, mas ressuscitam meus ocasos. Conceição Bentes Publicado no Recanto das Letras em 02/04/09 Código do Texto: T1518338
 Feliz de mim quando tu vens ao confessionário do meu coração falar do amor que ainda me tens onde perdestes tua própria alma num labirinto de solidão... Louvores ao amor que te absolve e te devolve a paz e a luz e a calma sempre que lhe dás a oportunidade de reencontrar a tua alma... Bem-aventuradas são as almas que confessam seu amor perdido do qual nunca se perderam... É preciso viver para perder-se o quanto é necessário perder-se para se encontrar na solidão... Bem-aventuradas as nossas almas separadas... Eis porque juntas, jamais se perderão... Afonso Estebanez (Dedicado à carinhosa amiga Sandra Mello “Flor”)
 Tenho olhos cortados em camadas acrílicas que caminham em ritmos de esferas e retas contrapondo-se ao meu destino Sou como as pedras que vivem em qualquer ângulo, pássaro que desconhece invernos, vento que devora a noite na real e inimitável música da alma Sou principio sem final voltando diuturno ao futuro, antes e depois de mim para começar a ser eternidade Conceição Bentes Publicado no Recanto das Letras em 02/04/09 Código do Texto: T1518202
 Quantas vezes, querida, apenas desejei sonhar para viver do sonho que não tive por falta de razão em tudo o que sonhei vivendo por capricho onde jamais estive. Querida! Quantas vezes eu então tentei, mas nunca consegui viver como se vive despertado do sonho que não despertei como o teu pássaro cativo, mesmo livre. E vão entardecendo nossas esperanças num funeral tardio de letais lembranças, a despeito da vida que ainda pulsa nele. E não me doa mais o amor de cativeiro: se este sonho ficar, seja ele derradeiro. E se ficar o amor, eu vou ficar com ele! Afonso Estebanez
 Aceito a solidão pela partida dos meus encantos cuja cadência monótona dos meus passos anunciam auroras salpicadas de orvalhos amargos das manhãs Ventos erráticos das tardes regressam com roupagem cinza outonal sem semearem fantasias, mas convertendo a alma em fogo ao trazer melancolia. Conceição Bentes Publicado no Recanto das Letras em 01/04/09 Código do Texto: T1516576
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