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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Pássaro livre



Construo castelos
no alto das serras
por cima dos vales
escalando montanhas

Planejo meu mundo
ultrapasso lugares
vou além do espaço
sou o firmamento

Sei o que quero
vivo, sonho
tudo eu posso
com o pensamento

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 05/04/09
Código do Texto: T1523477

TUDO MENTIRA



Eu não fico de mal com minhas rosas
pois que é tudo mentira dos espinhos
que há na intriga das flores invejosas
das urtigas que beiram
meus carinhos.

É meu fado entre as flores amorosas
cuidar que os desencantos do jardim
reencantem-se das flores generosas
do canteiro de rosas
que há em mim.

Tudo mentira, as urzes são formosas
se como as rosas são compadecidas
da flor entre as escarpas pedregosas
do deserto de amor
de nossas vidas.

Afonso Estebanez
(Dedicado à minha querida e doce irmã
Vera Lúcia Stael Paris – Ver@ P@aris)

O AMOR AINDA SOBREVIVE AO TEMPO



Não há no Tempo o bálsamo perfeito
para amainar a dor de uma saudade;
para apagar o amor que jaz no peito
de quem pensou haver fidelidade

na voz gentil, no olhar, no meigo jeito
dos versos celebrando a eternidade
do bem querer em flor. Amor-perfeito
em rimas de promessas sem verdade.

O Tempo... Ah! Esse Tempo que não finda
toda paixão que me acalenta, ainda...
E embala meu sonhar em vão lamento!

Nem Tempo ou novo alguém têm a magia
que faz adormecer a nostalgia
deste sentir jogado ao léu, ao vento!


Patrícia Neme
Palmas, 03/10/2007

Oceano da vida



Sou o que ficou do instante que passa
e esse, o tempo repassa
espalhando minha alma quase alheia

Navego em barcos perdidos
no meio do nada
onde águas perdem o sentido,
estrelas seguem suas caminhadas

Na imensidão do mar obscuro
sou indiferente e cega
apenas um ponto azul, final
à procura de um porto seguro
para ancorar minha vida

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 05/04/09
Código do Texto: T1523473

sábado, 4 de abril de 2009



Esta tristeza como uma ave do mar.
Vôo tão longe. Solidão tão funda.
E esta vontade impura de morrer.
O secreto desejo,
não de que o frêmito de vida
estancasse de súbito,
mas de que Deus suspendesse
o gesto criador que me faz ser.
Esta tristeza como uma ave do mar.
O vôo tão longe. E sempre o amargo mar . . .


Tasso Da Silveira
In: Poemas De Antes


Formatação do poema,
pela querida amiga Leila Derzi

Cavalgada


 
Eis que olhei para trás
e meus erros haviam secado
pendurados nos galhos do tempo.


Havia uma voz no vento,
tomei meu cavalo e a segui.
Na algibeira paz derradeira
de quem ama a solidão.


E quando a noite do fim dos dias
tocar-me a face com os negros dedos,
docemente entregarei o corpo à terra,
soltarei o alazão às pastagens
e a alma...à imensidão.


Lenise Marques

sexta-feira, 3 de abril de 2009

NÃO PENSA!



Quando um sonho bater em tua porta, pensa bem...
Pode até ser que não seja um sonho. Mas pode ser
o último sonho de tua vida.

Quando um anjo bater em tua porta, pensa bem...
Pode até ser que não seja um anjo. Mas pode ser
o último anjo de tua vida.

Quando a brisa beijar a tua face, pensa bem...
Pode até ser que nem seja a brisa. Mas pode ser
o último beijo de uma brisa.

Quando o amor bater na porta de teu coração,
pensa bem... Pode até ser que não seja o amor.
Mas pode ser o único amor de tua vida.

Quando sentires que tu queres entrar em tua vida,
não pensa! Abra a porta e deixa teu Eu entrar
rompendo as velhas trancas de tua entrada proibida.
Porque esta deve ser a última vez que Deus tenta
entrar para sempre em tua vida...


Julis Calderón & Afonso Estebanez

GOSTO DE DOR

The Old Tower at Nuenen with a Ploughman,1884-Van Gogh


Numa lousa indolor
De uma torre altíssima
Desenhei meu sonho.
Pintei-o de cores fortes
Para os aplausos do tempo.

Acalentei-o
Junto ao peito,
Até o último instante.
E, mesmo assim,
Na ausência do sol,
Antes do amanhecer,
Mataram-no.

Os fragmentos,
Como meteoros,
Entraram no meu sangue,
Aprisionaram os desejos,
Alterando-me a química do viver.

Na torre,
Apenas sombras,
Imagens órfãs,
Esquecidas,
E um enorme gosto de dor.

(Genaura Tormin)

Caminhos da alma



Navegaste pelas estrelas
e nadaste na magia plena
dos meus sonhos,
vestido com velas brancas
em fantasias que conceberas

Bebi a pureza da tua alma
enquanto ouvia teu sorriso explodir
nas paredes adormecidas dos teus passos
que perderam-se no tempo

Desejei que naufragasses em mim
como um perdido feliz
musicado pelos ponteiros
que marcam a espera de uma chegada

Não sei de onde vens
e nem como o sinto...
só a dor é orquestrada
nos tropeços da minha alma.


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 03/04/09
Código do Texto: T1520911

Rimas de mim



Dentro de mim moram rimas
nascidas nos lençóis da aurora,
de arquitetura delicada
como hastes de uma roseira
Possuem a cor da neve,
irreais, difusas, irreveláveis,
antigas e rejuvenescidas,
cheirando a mata virgem
povoadas de sonhos adormecidos
Não são rimas derradeiras,
são solidárias, estóicos de saudades.
não se apagam lentas tal a velas,
mas ressuscitam meus ocasos.

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 02/04/09
Código do Texto: T1518338

CONFISSÃO



Feliz de mim quando tu vens
ao confessionário do meu coração
falar do amor que ainda me tens
onde perdestes tua própria alma
num labirinto de solidão...

Louvores ao amor que te absolve
e te devolve a paz e a luz e a calma
sempre que lhe dás a oportunidade
de reencontrar a tua alma...

Bem-aventuradas são as almas
que confessam seu amor perdido
do qual nunca se perderam...

É preciso viver para perder-se
o quanto é necessário perder-se
para se encontrar na solidão...

Bem-aventuradas as nossas almas
separadas... Eis porque juntas,
jamais se perderão...

Afonso Estebanez
(Dedicado à carinhosa amiga
Sandra Mello “Flor”)

Minha Sina



Tenho olhos cortados
em camadas acrílicas
que caminham em ritmos
de esferas e retas
contrapondo-se ao meu destino
Sou como as pedras
que vivem em qualquer ângulo,
pássaro que desconhece invernos,
vento que devora a noite
na real e inimitável música da alma
Sou principio sem final
voltando diuturno ao futuro,
antes e depois de mim
para começar a ser eternidade


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 02/04/09
Código do Texto: T1518202

SONETO DO AMOR CATIVO



Quantas vezes, querida, apenas desejei
sonhar para viver do sonho que não tive
por falta de razão em tudo o que sonhei
vivendo por capricho onde jamais estive.

Querida! Quantas vezes eu então tentei,
mas nunca consegui viver como se vive
despertado do sonho que não despertei
como o teu pássaro cativo, mesmo livre.

E vão entardecendo nossas esperanças
num funeral tardio de letais lembranças,
a despeito da vida que ainda pulsa nele.

E não me doa mais o amor de cativeiro:
se este sonho ficar, seja ele derradeiro.
E se ficar o amor, eu vou ficar com ele!

Afonso Estebanez

Mar de solidão



Aceito a solidão
pela partida dos meus encantos
cuja cadência monótona dos meus passos
anunciam auroras salpicadas
de orvalhos amargos das manhãs

Ventos erráticos das tardes
regressam com roupagem cinza outonal
sem semearem fantasias,
mas convertendo a alma em fogo
ao trazer melancolia.


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 01/04/09
Código do Texto: T1516576

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Pássaro livre



Construo castelos
no alto das serras
por cima dos vales
escalando montanhas

Planejo meu mundo
ultrapasso lugares
vou além do espaço
sou o firmamento

Sei o que quero
vivo, sonho
tudo eu posso
com o pensamento

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 05/04/09
Código do Texto: T1523477

TUDO MENTIRA



Eu não fico de mal com minhas rosas
pois que é tudo mentira dos espinhos
que há na intriga das flores invejosas
das urtigas que beiram
meus carinhos.

É meu fado entre as flores amorosas
cuidar que os desencantos do jardim
reencantem-se das flores generosas
do canteiro de rosas
que há em mim.

Tudo mentira, as urzes são formosas
se como as rosas são compadecidas
da flor entre as escarpas pedregosas
do deserto de amor
de nossas vidas.

Afonso Estebanez
(Dedicado à minha querida e doce irmã
Vera Lúcia Stael Paris – Ver@ P@aris)

O AMOR AINDA SOBREVIVE AO TEMPO



Não há no Tempo o bálsamo perfeito
para amainar a dor de uma saudade;
para apagar o amor que jaz no peito
de quem pensou haver fidelidade

na voz gentil, no olhar, no meigo jeito
dos versos celebrando a eternidade
do bem querer em flor. Amor-perfeito
em rimas de promessas sem verdade.

O Tempo... Ah! Esse Tempo que não finda
toda paixão que me acalenta, ainda...
E embala meu sonhar em vão lamento!

Nem Tempo ou novo alguém têm a magia
que faz adormecer a nostalgia
deste sentir jogado ao léu, ao vento!


Patrícia Neme
Palmas, 03/10/2007

Oceano da vida



Sou o que ficou do instante que passa
e esse, o tempo repassa
espalhando minha alma quase alheia

Navego em barcos perdidos
no meio do nada
onde águas perdem o sentido,
estrelas seguem suas caminhadas

Na imensidão do mar obscuro
sou indiferente e cega
apenas um ponto azul, final
à procura de um porto seguro
para ancorar minha vida

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 05/04/09
Código do Texto: T1523473

sábado, 4 de abril de 2009



Esta tristeza como uma ave do mar.
Vôo tão longe. Solidão tão funda.
E esta vontade impura de morrer.
O secreto desejo,
não de que o frêmito de vida
estancasse de súbito,
mas de que Deus suspendesse
o gesto criador que me faz ser.
Esta tristeza como uma ave do mar.
O vôo tão longe. E sempre o amargo mar . . .


Tasso Da Silveira
In: Poemas De Antes


Formatação do poema,
pela querida amiga Leila Derzi

Cavalgada


 
Eis que olhei para trás
e meus erros haviam secado
pendurados nos galhos do tempo.


Havia uma voz no vento,
tomei meu cavalo e a segui.
Na algibeira paz derradeira
de quem ama a solidão.


E quando a noite do fim dos dias
tocar-me a face com os negros dedos,
docemente entregarei o corpo à terra,
soltarei o alazão às pastagens
e a alma...à imensidão.


Lenise Marques

sexta-feira, 3 de abril de 2009

NÃO PENSA!



Quando um sonho bater em tua porta, pensa bem...
Pode até ser que não seja um sonho. Mas pode ser
o último sonho de tua vida.

Quando um anjo bater em tua porta, pensa bem...
Pode até ser que não seja um anjo. Mas pode ser
o último anjo de tua vida.

Quando a brisa beijar a tua face, pensa bem...
Pode até ser que nem seja a brisa. Mas pode ser
o último beijo de uma brisa.

Quando o amor bater na porta de teu coração,
pensa bem... Pode até ser que não seja o amor.
Mas pode ser o único amor de tua vida.

Quando sentires que tu queres entrar em tua vida,
não pensa! Abra a porta e deixa teu Eu entrar
rompendo as velhas trancas de tua entrada proibida.
Porque esta deve ser a última vez que Deus tenta
entrar para sempre em tua vida...


Julis Calderón & Afonso Estebanez

GOSTO DE DOR

The Old Tower at Nuenen with a Ploughman,1884-Van Gogh


Numa lousa indolor
De uma torre altíssima
Desenhei meu sonho.
Pintei-o de cores fortes
Para os aplausos do tempo.

Acalentei-o
Junto ao peito,
Até o último instante.
E, mesmo assim,
Na ausência do sol,
Antes do amanhecer,
Mataram-no.

Os fragmentos,
Como meteoros,
Entraram no meu sangue,
Aprisionaram os desejos,
Alterando-me a química do viver.

Na torre,
Apenas sombras,
Imagens órfãs,
Esquecidas,
E um enorme gosto de dor.

(Genaura Tormin)

Caminhos da alma



Navegaste pelas estrelas
e nadaste na magia plena
dos meus sonhos,
vestido com velas brancas
em fantasias que conceberas

Bebi a pureza da tua alma
enquanto ouvia teu sorriso explodir
nas paredes adormecidas dos teus passos
que perderam-se no tempo

Desejei que naufragasses em mim
como um perdido feliz
musicado pelos ponteiros
que marcam a espera de uma chegada

Não sei de onde vens
e nem como o sinto...
só a dor é orquestrada
nos tropeços da minha alma.


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 03/04/09
Código do Texto: T1520911

Rimas de mim



Dentro de mim moram rimas
nascidas nos lençóis da aurora,
de arquitetura delicada
como hastes de uma roseira
Possuem a cor da neve,
irreais, difusas, irreveláveis,
antigas e rejuvenescidas,
cheirando a mata virgem
povoadas de sonhos adormecidos
Não são rimas derradeiras,
são solidárias, estóicos de saudades.
não se apagam lentas tal a velas,
mas ressuscitam meus ocasos.

Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 02/04/09
Código do Texto: T1518338

CONFISSÃO



Feliz de mim quando tu vens
ao confessionário do meu coração
falar do amor que ainda me tens
onde perdestes tua própria alma
num labirinto de solidão...

Louvores ao amor que te absolve
e te devolve a paz e a luz e a calma
sempre que lhe dás a oportunidade
de reencontrar a tua alma...

Bem-aventuradas são as almas
que confessam seu amor perdido
do qual nunca se perderam...

É preciso viver para perder-se
o quanto é necessário perder-se
para se encontrar na solidão...

Bem-aventuradas as nossas almas
separadas... Eis porque juntas,
jamais se perderão...

Afonso Estebanez
(Dedicado à carinhosa amiga
Sandra Mello “Flor”)

Minha Sina



Tenho olhos cortados
em camadas acrílicas
que caminham em ritmos
de esferas e retas
contrapondo-se ao meu destino
Sou como as pedras
que vivem em qualquer ângulo,
pássaro que desconhece invernos,
vento que devora a noite
na real e inimitável música da alma
Sou principio sem final
voltando diuturno ao futuro,
antes e depois de mim
para começar a ser eternidade


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 02/04/09
Código do Texto: T1518202

SONETO DO AMOR CATIVO



Quantas vezes, querida, apenas desejei
sonhar para viver do sonho que não tive
por falta de razão em tudo o que sonhei
vivendo por capricho onde jamais estive.

Querida! Quantas vezes eu então tentei,
mas nunca consegui viver como se vive
despertado do sonho que não despertei
como o teu pássaro cativo, mesmo livre.

E vão entardecendo nossas esperanças
num funeral tardio de letais lembranças,
a despeito da vida que ainda pulsa nele.

E não me doa mais o amor de cativeiro:
se este sonho ficar, seja ele derradeiro.
E se ficar o amor, eu vou ficar com ele!

Afonso Estebanez

Mar de solidão



Aceito a solidão
pela partida dos meus encantos
cuja cadência monótona dos meus passos
anunciam auroras salpicadas
de orvalhos amargos das manhãs

Ventos erráticos das tardes
regressam com roupagem cinza outonal
sem semearem fantasias,
mas convertendo a alma em fogo
ao trazer melancolia.


Conceição Bentes
Publicado no Recanto das Letras em 01/04/09
Código do Texto: T1516576